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domingo, 23 de junho de 2019

Passeio público








Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido

Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima

Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música

E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão, atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado

Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego

Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo

E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague

Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair
Deus lhe pague

Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague





sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Serra e Temer no G20

"Elles" foram para a China, na reunião anual do G20, um foi só para mudar a foto.





Outro para entregar nossas riquezas e soberania.






Viu-se de longe a grande muralha da China, assim também a gigante fila de urubus sedentos pelo óleo que escorre pelas asas tucanas.



sexta-feira, 22 de abril de 2016

Hedge Funds? E quem cobre o mundo?

O Governo Dilma nos protegeu como pôde da Crise de 2008, desonerações, isenções, pactos, fomentos...

Veio 2015 e com ele a desaceleração da China, a queda dos commodities (Principalmente o petróleo), a paralisação do setor de construção pesada por conta da Lava Jato e todas as mazelas enfrentadas pelos países altamente ligados a Washington chegaram ao Brasil.




Crise de 2008, um desastre mal explicado onde bancos norteamericanos chegaram a emprestar trinta vezes mais do que possuíam, oHedge Funds, um caso a parte.
Vorazes, impetuosos e altamente especulativos, ganharam uma atenção especial na Europa e onde mais possa se encontrar pessoas de juízo.

Dentro desse assunto encontrei em Lisboa uma destacável Tese, por Bruno Miguel dos Santos Teixeira, orientada pelo Prof. Doutor João Pereira, ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa,
Departamento de Finanças.

'O impacto da nova regulação europeia na indústria de Hedge Funds'

Resumo

A grave crise internacional registrada no ano de 2008, levou as autoridades de supervisão de
todo o mundo a repensarem os seus modelos de regulação sobre os veículos de investimento
alternativos, entre eles, os Hedge Funds.

Esta mudança, levou a Comissão Europeia a apresentar um conjunto de medidas com o
objetivo de limitar e controlar os riscos assumidos por estas entidades, dando especial ênfase à
uniformização da regulação em todo o espaço europeu e à limitação de algumas das principais
ferramentas utilizadas pelos Hedge Funds, como o recurso ao efeito de alavanca financeira.

O objectivo do presente trabalho consiste na avaliação do impacto que as principais medidas
desta proposta (redução dos níveis de alavanca financeira, aumento transparência, limite de
comercialização a investidores profissionais e aumento dos requisitos de capital) irão produzir na
indústria dos Hedge Funds.

Neste sentido, foi possível concluir, que o limite do nível de alavanca financeira levará a
uma diminuição dos retornos em todas as classes de Hedge Funds e que o limite de
comercialização destes fundos, apenas a investidores profissionais, originará uma redução do poder
de negociação dos gestores perante os investidores institucionais.

Por outro lado, o aumento de transparência neste setor poderá levar ao aumento dos
retornos do mesmo, através do aumento de confiança dos investidores, no entanto, a mesma medida
levanta questões pertinentes, como por exemplo, se as autoridades terão capacidade para realizarem
uma avaliação correta e atempada das informações fornecidas pelos Hedge Funds.



quarta-feira, 4 de março de 2015

Privatização é a maior ameça à Petrobras!

Em entrevista histórica ao TV AFIADA, Haroldo Lima, ex-diretor da ANP - Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis entre 2005 e 2011 nos governos Lula e Dilma, destacou os delicados momentos durante a descoberta do pré-sal em 2008.

Relata os antigos e atuais planos neoliberais dos tucanos de entregar a segunda maior empresa de capital aberto do mundo no ramo petroleiro.

Destaca ainda o crescimento da Petrobras em oposição aos relatos da grande mídia brasileira e as opções dos agentes lesas-prátria em jogarem aos lobos a estatal com às seguintes estratégias; 

1) Privatização, 2) Fatiamento, 3) Acabar com a partilha da produção.






Uma pérola ainda da entrevista, é, aos 20 minutos, a declaração do então presidente Lula, em 2008, ao ser avisado sobre a enorme descoberta do pré-sal dando o pontapé inicial para os royalties direcionados à educação.
Imperdível.