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quarta-feira, 3 de junho de 2020
sábado, 20 de julho de 2019
Por que "paraíba"?
Muito se tem falado do desrespeito do então presidente do Brasil com os nove governadores do nordeste, e não somente com eles, mas com toda a população brasileira e em especial com os nordestinos e seus filhos, netos, enfim...
Quem não é do Rio de Janeiro tem um pouco menos de percepção do nível de desrespeito.
Quando Bolsonaro fala em "Dentre os governadores de 'PARAÍBA'...", fala pejorativamente. No Rio quando se fala de forma pejorativa com alguém se usa esse termo "PARAÍBA", assim como em São Paulo quando chamam a pessoa do "baiano".
Bolsonaro com suas declarações já passou do limite há muito tempo e agora mais uma vez esmurra sua segunda nação.
Governadores lançam carta em repúdio após Bolsonaro chamar o Nordeste de “Paraíba”
Na Fórum
Por George Marques
O áudio foi capturado em uma conversa informal entre o presidente e o ministro Onyx Lorenzoni
Os nove governadores do Nordeste assinaram, na noite desta sexta-feira (19), uma carta criticando o comportamento de Jair Bolsonaro (PSL) após o presidente deixar a entender que pretende retaliar os estados do Maranhão e Paraíba.
Sem saber que seu áudio estava aberto em uma transmissão ao vivo, Bolsonaro disse ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni: “O governador de Paraíba é pior que esse do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”, afirmou o presidente.
Na carta a qual o blog teve acesso, os governadores dos nove estados do Nordeste dizem que receberam com espanto a manifestação do presidente e que esperam respeito ao pacto federativo, onde é exigido que os governos mantenham diálogos e convergências, a fim de que metas administrativas sejam concretizadas.
A nota pede esclarecimentos por parte do Presidente em relação ao conteúdo divulgado além de reiterarem a defesa da Federação e da democracia.
Mais cedo por meio de suas redes sociais Flávio Dino afirmou que independente da postura do presidente continuará mantendo postura de diálogo institucional com representantes do governo federal.
Abaixo o inteiro teor da carta:
Carta dos Governadores do Nordeste
19 de Julho de 2019
Nós governadores do Nordeste, em respeito à Constituição e à democracia, sempre buscamos manter produtiva relação institucional com o Governo Federal. Independentemente de normais diferenças políticas, o princípio federativo exige que os governos mantenham diálogo e convergências, a fim de que metas administrativas sejam concretizadas visando sempre melhorar a vida da população.
Recebemos com espanto e profunda indignação a declaração do presidente da República transmitindo orientações de retaliação a governos estaduais, durante encontro com a imprensa internacional. Aguardamos esclarecimentos por parte da presidência da República e reiteramos nossa defesa da Federação e da democracia.
RENAN FILHO – Governador do Estado de Alagoas
RUI COSTA – Governador do Estado da Bahia
CAMILO SANTANA – Governador do Estado do Ceará
FLÁVIO DINO – Governador do Estado do Maranhão
JOÃO AZEVÊDO – Governador do Estado da Paraíba
PAULO CÂMARA – Governador do Estado de Pernambuco
WELLINGTON DIAS – Governador do Estado do Piauí
FÁTIMA BEZERRA – Governadora do Rio Grande do Norte
Quem não é do Rio de Janeiro tem um pouco menos de percepção do nível de desrespeito.
Quando Bolsonaro fala em "Dentre os governadores de 'PARAÍBA'...", fala pejorativamente. No Rio quando se fala de forma pejorativa com alguém se usa esse termo "PARAÍBA", assim como em São Paulo quando chamam a pessoa do "baiano".
Bolsonaro com suas declarações já passou do limite há muito tempo e agora mais uma vez esmurra sua segunda nação.
Governadores lançam carta em repúdio após Bolsonaro chamar o Nordeste de “Paraíba”
Na Fórum
Por George Marques
O áudio foi capturado em uma conversa informal entre o presidente e o ministro Onyx Lorenzoni
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| Foto: Karlos Geromy |
Os nove governadores do Nordeste assinaram, na noite desta sexta-feira (19), uma carta criticando o comportamento de Jair Bolsonaro (PSL) após o presidente deixar a entender que pretende retaliar os estados do Maranhão e Paraíba.
Sem saber que seu áudio estava aberto em uma transmissão ao vivo, Bolsonaro disse ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni: “O governador de Paraíba é pior que esse do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”, afirmou o presidente.
Na carta a qual o blog teve acesso, os governadores dos nove estados do Nordeste dizem que receberam com espanto a manifestação do presidente e que esperam respeito ao pacto federativo, onde é exigido que os governos mantenham diálogos e convergências, a fim de que metas administrativas sejam concretizadas.
A nota pede esclarecimentos por parte do Presidente em relação ao conteúdo divulgado além de reiterarem a defesa da Federação e da democracia.
Mais cedo por meio de suas redes sociais Flávio Dino afirmou que independente da postura do presidente continuará mantendo postura de diálogo institucional com representantes do governo federal.
Abaixo o inteiro teor da carta:
Carta dos Governadores do Nordeste
19 de Julho de 2019
Nós governadores do Nordeste, em respeito à Constituição e à democracia, sempre buscamos manter produtiva relação institucional com o Governo Federal. Independentemente de normais diferenças políticas, o princípio federativo exige que os governos mantenham diálogo e convergências, a fim de que metas administrativas sejam concretizadas visando sempre melhorar a vida da população.
Recebemos com espanto e profunda indignação a declaração do presidente da República transmitindo orientações de retaliação a governos estaduais, durante encontro com a imprensa internacional. Aguardamos esclarecimentos por parte da presidência da República e reiteramos nossa defesa da Federação e da democracia.
RENAN FILHO – Governador do Estado de Alagoas
RUI COSTA – Governador do Estado da Bahia
CAMILO SANTANA – Governador do Estado do Ceará
FLÁVIO DINO – Governador do Estado do Maranhão
JOÃO AZEVÊDO – Governador do Estado da Paraíba
PAULO CÂMARA – Governador do Estado de Pernambuco
WELLINGTON DIAS – Governador do Estado do Piauí
FÁTIMA BEZERRA – Governadora do Rio Grande do Norte
segunda-feira, 15 de maio de 2017
sábado, 5 de novembro de 2016
Bolsa Mídia
Saiu na Carta Capital, O golpe será televisionado...
O Bolsa Mídia não é ficção é uma realidade!
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| Imagem da Carta Capital |
O Bolsa Mídia não é ficção é uma realidade!
domingo, 14 de agosto de 2016
Elevado Presidente João Goulart
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| Foto: Perfil João Vicente Goulart |
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| Foto:Perfil João Vicente Goulart |
Nesse Domingo (14) aconteceu a CAMINHADA CÍVICA POR JANGO E A DEMOCRACIA em São Paulo.
O Elevado mudou de nome. Sai o general carrancudo da ditadura, entra o presidente popular derrubado pelo Golpe de 1964.
Assim como proposto na convocação do evento, civicamente foi comemorada essa mudança.
No RBA
por Vitor Nuzzi em 25/07/2016
Mudança de nome de rua é resposta a violência e 'transição do esquecimento'
Dois logradouros da cidade de São Paulo, um dos quais o Minhocão, perdem referência à ditadura. Prefeito cita Brilhante Ustra, critica movimento Escola sem Partido e fala em "fragilidade" democrática
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| Minhocão: sai o ditador Costa e Silva, que abriu o período mais violento da ditadura em 1968, entra o presidente deposto em 1964 Imagem: RBA |
São Paulo – O anúncio de que o Elevado Costa e Silva, a partir daquele momento (11h27), passava a se chamar Elevado João Goulart foi o momento mais comemorado na cerimônia de hoje (25) em que o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), sancionou dois projetos que mudam nomes de logradouros da cidade e assinou um decreto tornando permanente o programa Ruas de Memória. Mais conhecido como Minhocão, inaugurado há 45 anos para compor a ligação leste-oeste da capital, cortando a região central, a via passa a homenagear o presidente deposto em 1964, em vez do general-presidente do período do AI-5, ato publicado em 13 de dezembro de 1968 que abriu o período mais violento da ditadura. Foram quase dois minutos de palmas, com todos no auditório em pé – o primeiro a se levantar foi o ativista e ex-senador italiano José Luiz Del Roio.
Na sanção, o prefeito disse ter lembrado do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, morto em 2015, chefe do DOI-Codi paulista. "Acho que esta é uma resposta à altura a todas as atrocidades que ele e todos os seus comparsas cometeram contra a liberdade de expressão, a liberdade de opinião e contra a democracia", afirmou Haddad, destacando ainda o momento atual, em que, segundo ele, a democracia "dá sinais de fragilidade".
O projeto que muda o nome do Minhocão, de 2014, foi aprovado há apenas um mês. "Na Câmara, foi dificílimo passar", disse o vereador Eliseu Gabriel (PSB), autor da proposta. "Não passava na Comissão de Constituição e Justiça, o pessoal não deixava votar, falava que era inconstitucional... Muito difícil de votar." Segundo ele, temas como esse, além das comissões da verdade, são "uma questão civilizatória" para o país.
O outro projeto de lei, do vereador Arselino Tatto (PT), mudou a Avenida General Golbery do Couto e Silva, no Jardim Lucélia (Grajaú), na zona sul, para Giuseppe Benito Pegoraro – missionário italiano atuante nas comunidades paulistanas e professor da Faculdade de Teologia da Arquidiocese de São Paulo. Apresentado em junho do ano passado, o PL foi aprovado há pouco mais de um mês.
Impunidade
A prefeitura paulista identificou quase 40 logradouros com nomes de pessoas identificadas com violações de direitos humanos. "Símbolos que reiteram a sensação de impunidade", diz a coordenadora de Direito à Memória e à Verdade da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania do município, Carla Borges. Do total, 22 são considerados prioritários para a mudança, com preferência para nomes de mulheres – o decreto assinado hoje fala que "os nomes nomes devem priorizar homenagens a personalidades do gênero feminino, tendo em vista a grande quantidade de homens homenageados em logradouros públicos municipais".
O texto se baseia no relatório da Comissão Nacional da Verdade e no Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). O Executivo paulistano tem outros projetos de lei relativos ao tema em tramitação. O PL 411/2015 muda o nome do Viaduto 31 de Março para Therezinha Zerbini, enquanto o 410/2015 veta novas homenagens a violadores de direitos humanos.
"A cidade está se reconciliando com sua memória. Está escolhendo de que lado está", acrescentou o secretário Felipe de Paula.
Haddad citou ainda o movimento Escola sem Partido, que considera um eufemismo para "escola sem história", "como se fosse possível suprimir a história de uma cidade". Segundo ele, a proposta lembra a ditadura e sua política de "formação de cidadãos acríticos". "Queremos que as nossas escolas discutam a vida como ela é. Mais do que nós, acho que a juventude está mobilizada para evitar esse tipo de retrocesso."
Diretor do Instituto Vladimir Herzog, Ivo Herzog também citou o Escola sem Partido como exemplo de avanço conservador, além do "rebaixamento" da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. "É uma resposta objetiva a todo esse movimento de retrocesso", comentou, sobre os projetos sancionados hoje.
"A gente tem de marcar a cidade com símbolos da democracia", afirmou a presidenta de Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, a procuradora da República Eugênia Gonzaga. Para ele, o Brasil tem a peculiaridade de ter feito uma transição – da ditadura para a democracia – "com base no esquecimento".
Codiretora do documentário Verdade 12.528, sobre a Comissão Nacional da Verdade, a jornalista Paula Sacchetta contou ter nascido no ano da Constituição (1988) e citou os casos do deputado Rubens Paiva (desaparecido em 1971) e do pedreiro Amarildo Dias de Souza (desaparecido em 2013) para lembrar que o país "continua cometendo crimes".
quarta-feira, 27 de julho de 2016
segunda-feira, 4 de julho de 2016
quarta-feira, 29 de junho de 2016
sábado, 28 de maio de 2016
MBL foi financiado por partidos que lideraram golpe contra mandato de Dilma
No RBA
Gravações revelam que grupo que se dizia apartidário recebeu apoio financeiro e material de PSDB, DEM, Solidariedade e PMDB, que bancaram até aluguel de ônibus e lanches para as caravanas
São Paulo – Reportagem de hoje (27) do jornal Folha de S.Paulo revela que o Movimento Brasil Livre, liderado por Kim Kataguiri, recebeu apoio financeiro e material do PSDB, DEM, Solidariedade e PMDB, os quatro principais partidos que lideraram as mobilizações populares e políticas pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Leia a reportagem original no portal UOL
O texto traz áudios em que se negocia o apoio financeiro a atividades do grupo, como a impressão de folhetos, cartazes, camisetas e a organização de manifestações pelo impeachment. O movimento negociou também com a Juventude do PSDB ajuda financeira a suas caravanas, como pagamento de lanches e aluguel de ônibus, e teria tido apoio da "máquina partidária" do DEM.
Quando fundado, o movimento se definia como apartidário e sem ligações financeiras com siglas políticas. Em suas páginas em redes sociais, fazia campanhas para receber ajuda financeira das pessoas, sem ligação com partidos. O movimento fornecia uma conta bancária pessoal de seu coordenador, Kim Kataguiri.
Em um dos áudios, Renan Santos, um dos líderes do MBL, confirma como o movimento se articulou com os partidos políticos. Questionado sobre o apoio, o MBL não confirmou o custeio dos panfletos, disse apenas que o PMDB fazia parte da comissão pró-impeachment.
Um dos personagens citados é Moreira Franco, braço direito de Michel Temer, que teria ajudado a custear 20 mil panfletos para o MBL por meio da Fundação Ulysses Guimarães, com o lema "esse impeachment é meu" - Moreira negou à reportagem da Folha ter feito pagamentos ao MBL.
A reportagem também traz imagens que comprovam a proximidade entre integrantes do MBL e políticos que hoje simbolizam a corrupção, como Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Com reportagens do UOL e Brasil247
sábado, 14 de maio de 2016
Manual do perfeito midiota – 23
Por Luciano Martins Costa
No Brasileiros
Caro midiota.
Notei que você não compareceu à festa promovida pela Fiesp na Avenida Paulista, em São Paulo, na longa noite de 11 de abril. Poucos dos seus amigos foram.
Sei também que você apenas acompanhou pela televisão a votação da admissibilidade do impeachment da presidente da República no Senado.
Mas acredito que você está feliz, aliviado, com a certeza de que nesta sexta-feira, 13, o Brasil renasceu. E que a partir de segunda-feira estará em campo o governo Tabajara de Michel Temer: todos seus pobrema se acabaram-se.
Só que não.
Como bom midiota que é, você foi ludibriado.
Não, não fique ofendido. Há pessoas que você admira muito e que também acham isso.
Veja, por exemplo, o que diz seu velho herói, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa: "o processo do impeachment de Dilma Rousseff não tem legitimidade".
Ele entende que você e os demais que embarcaram nessa canoa do golpe foram manipulados, como "um bando de boçais".
Você certamente preferia que, por uma mágica, junto com Dilma Rousseff fossem mandados para fora do poder não apenas Eduardo Cunha, mas também Michel Temer e outros políticos nos quais não confia.
Mas isso é uma ilusão. É uma troca impossível, como diria o filósofo francês Jean Baudrillard.
Veja bem: você embarcou nessa porque acreditou naquela enxurrada de manchetes que ocupa a imprensa tradicional desde o final de 2014, e enfiou nessa cabecinha que o Brasil tinha afundado.
Mesmo assim, bombardeada pelo noticiário negativo, a presidente foi reeleita por 54 milhões de brasileiros. Então, o projeto do impeachment foi acelerado, e você saiu por aí de verde e amarelo.
Já neste domingo, você vai notar uma mudança profunda no espírito do tempo. É como alguns chamam a agenda pública proposta pela mídia hegemônica: ela diz se você deve ficar esperançoso ou deprimido, se deve comprar um carro novo ou enfiar o dinheiro embaixo do colchão.
Pois bem: a pauta do fim de semana pode ser retratada como um amanhecer luminoso que deixa para trás uma noite sombria.
A linguagem jornalística é assim primária, explícita, porque seu objetivo é convencer os midiotas, pela manipulação e espetacularização de certos fatos, sempre em favor de determinada ideologia.
Já dizia Baudrillard: "Assim como a economia política é um gigantesco maquinário para fabricação de valor, para fabricação de signos da riqueza mas não da própria riqueza, assim todo o sistema da informação e da mídia é uma gigantesca máquina produtora do acontecimento como signo, como valor permutável no mercado universal da ideologia, do star-system, da catástrofe, etc., em suma, produtora do não-acontecimento" (A troca impossível, Nova Fronteira, 2002, p. 136).
Você é mero espectador, e só se torna protagonista quando interessa a esse maquinário.
Nas próximas semanas, a mídia tradicional vai dizer que as perspectivas da economia estão melhorando, e os indicadores serão manipulados ao contrário do que têm sido nos anos recentes.
Tudo para fazer você engolir o governo Tabajara, enquanto se tenta apressar a votação do pedido de impeachment e, ao mesmo tempo, criar uma jurisprudência para tirar da disputa eleitoral de 2018 aquele ex-presidente que você odeia com todo o seu fígado.
Eles não querem mais você nas ruas. Você já foi usado.
Para ler: A opinião de Joaquim Barbosa sobre o impeachment.
No Brasileiros
Caro midiota.
Notei que você não compareceu à festa promovida pela Fiesp na Avenida Paulista, em São Paulo, na longa noite de 11 de abril. Poucos dos seus amigos foram.
Sei também que você apenas acompanhou pela televisão a votação da admissibilidade do impeachment da presidente da República no Senado.
Mas acredito que você está feliz, aliviado, com a certeza de que nesta sexta-feira, 13, o Brasil renasceu. E que a partir de segunda-feira estará em campo o governo Tabajara de Michel Temer: todos seus pobrema se acabaram-se.
Só que não.
Como bom midiota que é, você foi ludibriado.
Não, não fique ofendido. Há pessoas que você admira muito e que também acham isso.
Veja, por exemplo, o que diz seu velho herói, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa: "o processo do impeachment de Dilma Rousseff não tem legitimidade".
Ele entende que você e os demais que embarcaram nessa canoa do golpe foram manipulados, como "um bando de boçais".
Você certamente preferia que, por uma mágica, junto com Dilma Rousseff fossem mandados para fora do poder não apenas Eduardo Cunha, mas também Michel Temer e outros políticos nos quais não confia.
Mas isso é uma ilusão. É uma troca impossível, como diria o filósofo francês Jean Baudrillard.
Veja bem: você embarcou nessa porque acreditou naquela enxurrada de manchetes que ocupa a imprensa tradicional desde o final de 2014, e enfiou nessa cabecinha que o Brasil tinha afundado.
Mesmo assim, bombardeada pelo noticiário negativo, a presidente foi reeleita por 54 milhões de brasileiros. Então, o projeto do impeachment foi acelerado, e você saiu por aí de verde e amarelo.
Já neste domingo, você vai notar uma mudança profunda no espírito do tempo. É como alguns chamam a agenda pública proposta pela mídia hegemônica: ela diz se você deve ficar esperançoso ou deprimido, se deve comprar um carro novo ou enfiar o dinheiro embaixo do colchão.
Pois bem: a pauta do fim de semana pode ser retratada como um amanhecer luminoso que deixa para trás uma noite sombria.
A linguagem jornalística é assim primária, explícita, porque seu objetivo é convencer os midiotas, pela manipulação e espetacularização de certos fatos, sempre em favor de determinada ideologia.
Já dizia Baudrillard: "Assim como a economia política é um gigantesco maquinário para fabricação de valor, para fabricação de signos da riqueza mas não da própria riqueza, assim todo o sistema da informação e da mídia é uma gigantesca máquina produtora do acontecimento como signo, como valor permutável no mercado universal da ideologia, do star-system, da catástrofe, etc., em suma, produtora do não-acontecimento" (A troca impossível, Nova Fronteira, 2002, p. 136).
Você é mero espectador, e só se torna protagonista quando interessa a esse maquinário.
Nas próximas semanas, a mídia tradicional vai dizer que as perspectivas da economia estão melhorando, e os indicadores serão manipulados ao contrário do que têm sido nos anos recentes.
Tudo para fazer você engolir o governo Tabajara, enquanto se tenta apressar a votação do pedido de impeachment e, ao mesmo tempo, criar uma jurisprudência para tirar da disputa eleitoral de 2018 aquele ex-presidente que você odeia com todo o seu fígado.
Eles não querem mais você nas ruas. Você já foi usado.
Para ler: A opinião de Joaquim Barbosa sobre o impeachment.
sexta-feira, 6 de maio de 2016
No VOTO/ No GOLPE
Só no Golpe, só na base do golpe para parar um Governo que nos últimos 13 anos olhou no fundo dos olhos do povo, olhou olho no olho como nunca antes.
Sim tivemos Getúlio, tivemos Jango, mas Lula e Dilma são nossos contemporâneos, vimos tudo; Fies, Pronatec, Sisu, CsF, ENEM, Universidades Federais, Institutos Federais de Educação Ciência e Tecnologia, Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos, Brasil Sorridente, Valorização do Salário Mínimo, Registro para Domésticas, Extinção do 14° e 15° Salário dos Parlamentares, Royalties para a Educação.
O Fim do Financiamento Privado de Campanha não passou pelo Cunha e seus amestrados da Câmara, esse de vez enterraria uma maior parte da #elitegolpista que nunca mais ganhou no voto.
Quanto as demais conquistas, não vou me alongar, a lista é grande, e até nessa momentânea perda ganharemos, com a história, com a democracia e com o não ao Golpe.
Me chegou agora um vídeo, passado pelo cunhado de um companheiro que me deu alguns broches.
Nesse desabafo Mano Brown fala tudo...
E mais um pouco...
Sim tivemos Getúlio, tivemos Jango, mas Lula e Dilma são nossos contemporâneos, vimos tudo; Fies, Pronatec, Sisu, CsF, ENEM, Universidades Federais, Institutos Federais de Educação Ciência e Tecnologia, Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos, Brasil Sorridente, Valorização do Salário Mínimo, Registro para Domésticas, Extinção do 14° e 15° Salário dos Parlamentares, Royalties para a Educação.
O Fim do Financiamento Privado de Campanha não passou pelo Cunha e seus amestrados da Câmara, esse de vez enterraria uma maior parte da #elitegolpista que nunca mais ganhou no voto.
Quanto as demais conquistas, não vou me alongar, a lista é grande, e até nessa momentânea perda ganharemos, com a história, com a democracia e com o não ao Golpe.
Me chegou agora um vídeo, passado pelo cunhado de um companheiro que me deu alguns broches.
Nesse desabafo Mano Brown fala tudo...
E mais um pouco...
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Você não verá isso na Globo
Nesse áudio o senador Hélio José PMDB/DF expõe de forma clara quem são os atores do Golpe contra a presidenta Dilma Rousseff.
Fala do acordo Temer x PSDB, da cartilha da FIESP e da influência da Globo no processo. Imperdível.
Fala do acordo Temer x PSDB, da cartilha da FIESP e da influência da Globo no processo. Imperdível.
sexta-feira, 22 de abril de 2016
Hedge Funds? E quem cobre o mundo?
O Governo Dilma nos protegeu como pôde da Crise de 2008, desonerações, isenções, pactos, fomentos...
Veio 2015 e com ele a desaceleração da China, a queda dos commodities (Principalmente o petróleo), a paralisação do setor de construção pesada por conta da Lava Jato e todas as mazelas enfrentadas pelos países altamente ligados a Washington chegaram ao Brasil.
Veio 2015 e com ele a desaceleração da China, a queda dos commodities (Principalmente o petróleo), a paralisação do setor de construção pesada por conta da Lava Jato e todas as mazelas enfrentadas pelos países altamente ligados a Washington chegaram ao Brasil.
Crise de 2008, um desastre mal explicado onde bancos norteamericanos chegaram a emprestar trinta vezes mais do que possuíam, os Hedge Funds, um caso a parte.
Vorazes, impetuosos e altamente especulativos, ganharam uma atenção especial na Europa e onde mais possa se encontrar pessoas de juízo.
Dentro desse assunto encontrei em Lisboa uma destacável Tese, por Bruno Miguel dos Santos Teixeira, orientada pelo Prof. Doutor João Pereira, ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa,
Departamento de Finanças.
'O impacto da nova regulação europeia na indústria de Hedge Funds'
Resumo
A grave crise internacional registrada no ano de 2008, levou as autoridades de supervisão de
todo o mundo a repensarem os seus modelos de regulação sobre os veículos de investimento
alternativos, entre eles, os Hedge Funds.
Esta mudança, levou a Comissão Europeia a apresentar um conjunto de medidas com o
objetivo de limitar e controlar os riscos assumidos por estas entidades, dando especial ênfase à
uniformização da regulação em todo o espaço europeu e à limitação de algumas das principais
ferramentas utilizadas pelos Hedge Funds, como o recurso ao efeito de alavanca financeira.
O objectivo do presente trabalho consiste na avaliação do impacto que as principais medidas
desta proposta (redução dos níveis de alavanca financeira, aumento transparência, limite de
comercialização a investidores profissionais e aumento dos requisitos de capital) irão produzir na
indústria dos Hedge Funds.
Neste sentido, foi possível concluir, que o limite do nível de alavanca financeira levará a
uma diminuição dos retornos em todas as classes de Hedge Funds e que o limite de
comercialização destes fundos, apenas a investidores profissionais, originará uma redução do poder
de negociação dos gestores perante os investidores institucionais.
Por outro lado, o aumento de transparência neste setor poderá levar ao aumento dos
retornos do mesmo, através do aumento de confiança dos investidores, no entanto, a mesma medida
levanta questões pertinentes, como por exemplo, se as autoridades terão capacidade para realizarem
uma avaliação correta e atempada das informações fornecidas pelos Hedge Funds.
segunda-feira, 18 de abril de 2016
Um Encontro, muitas lições
Encontro com Juristas pela Legalidade e em Defesa da Democracia
Obrigado Prof. Francisco de Queiroz Bezerra Cavalcante, o sr. foi professor do governador do estado do Maranhão @FlavioDino e agora virtualmente me tornei seu aluno também.
"O Brasil não é nem uma pirâmide, o Brasil é uma tábua rasa que quando se pisa na madeira que está embaixo não tem problema algum, são os pobres, mas quando se toca com o pezinho no prego de ponta, que é a classe mais favorecia, os problemas surgem."
Prof. Francisco de Queiroz Bezerra Cavalcante
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Mapa da Democracia
Quem somos?
Somos mais de 54 milhões de brasileiros que foram às urnas em 2014 para exercer o direito de votar e queremos o seu apoio para defender a democracia. Somos milhões que não aceitamos ver em curso um golpe institucionalizado e a nossa Constituição Federal rasgada.
O impeachment é golpe porque não há base legal que incrimine a presidente Dilma Rousseff.
O processo que está em andamento na Câmara é como se julgasse a presidente por ter atrasado a fatura do cartão de crédito (ou seja, recursos para executar os programas sociais) e os bancos públicos (Caixa Econômica e Banco do Brasil) tivesse emprestado os recursos para não fechar a conta no vermelho. É isso que está no processo e não representa crime nenhum, senão 16 dos 27 governadores do país que também teriam cometido pedalas fiscais também estariam na mesma situação. Deixando claro que o processo de impeachment é de natureza política e não legal.
Impeachment neste caso é golpe na democracia. É golpe contra você.
Somos mais de 54 milhões de brasileiros que foram às urnas em 2014 para exercer o direito de votar e queremos o seu apoio para defender a democracia. Somos milhões que não aceitamos ver em curso um golpe institucionalizado e a nossa Constituição Federal rasgada.
O impeachment é golpe porque não há base legal que incrimine a presidente Dilma Rousseff.
O processo que está em andamento na Câmara é como se julgasse a presidente por ter atrasado a fatura do cartão de crédito (ou seja, recursos para executar os programas sociais) e os bancos públicos (Caixa Econômica e Banco do Brasil) tivesse emprestado os recursos para não fechar a conta no vermelho. É isso que está no processo e não representa crime nenhum, senão 16 dos 27 governadores do país que também teriam cometido pedalas fiscais também estariam na mesma situação. Deixando claro que o processo de impeachment é de natureza política e não legal.
Impeachment neste caso é golpe na democracia. É golpe contra você.
Acesse a corrida contra o Golpe em tempo real → www.mapadademocracia.org.br
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segunda-feira, 11 de abril de 2016
Golpe Suave: como a CIA derruba governos democráticos
A técnica para derrubar governos de forma "suave" foi idealizada pelo cientista político e fundador da Instituição Albert Einstein, Gene Sharp. Baseados na não violência como ação política, a prática é utilizada há cerca de quinze anos pela CIA para derrubar governos considerados indesejáveis pelos Estados Unidos sem provocar indignação internacional. A práxis já foi empregada na Venezuela, em Honduras, no Paraguai e pode ser também observada nas "revoluções coloridas" no Oriente Médio.
O jornalista e ativista político francês, Thierry Meyssan, em artigo publicado pela Rede Voltaire, aponta que "quando o golpe fomentado pela CIA na Venezuela falhou em abril de 2002, o Departamento de Estado também recorreu à Instituição Albert Einstein. Esta aconselhou os empresários durante a organização do referendo revogatório contra o presidente Hugo Chávez. Gene Sharp e sua equipe guiaram os líderes da Súmate durante manifestações de agosto de 2004. Seguindo a técnica que já se tornou clássica, estes últimos lançaram acusações de fraude eleitoral e exigiram a saída do presidente. Eles conseguiram levar para as ruas a burguesia de Caracas, mas o apoio popular ao governo Chávez foi demasiado forte para permitir que ele fosse derrubado. Assim, os observadores internacionais não puderam deixar de reconhecer a legalidade da vitória de Hugo Chávez".
A ideia central de Sharp se baseia no princípio de que todo governo se deve à obediência das pessoas e se estas não acatarem as ordens, os líderes não terão poder. A não violência que defende é de uma "guerra investida em outros meios" já que para ele, "a natureza da guerra mudou no século 21. (…) Nós combatemos com armas psicológicas, sociais, econômicas e políticas". Em seus livros Da ditadura à democracia e A política da ação não violenta estão descritos 198 métodos para derrubar governos por meio de golpes suaves. Para ele a guerra "corpo a corpo" não é eficaz porque implica enormes gastos econômicos.
1ª Etapa: abrandamento;
2ª Etapa: deslegitimação;
3ª Etapa: esquentamento da rua;
4ª Etapa: combinação de diversas formas de luta;
5ª Etapa: fratura institucional.
Fonte: vermelho.org.br
O jornalista e ativista político francês, Thierry Meyssan, em artigo publicado pela Rede Voltaire, aponta que "quando o golpe fomentado pela CIA na Venezuela falhou em abril de 2002, o Departamento de Estado também recorreu à Instituição Albert Einstein. Esta aconselhou os empresários durante a organização do referendo revogatório contra o presidente Hugo Chávez. Gene Sharp e sua equipe guiaram os líderes da Súmate durante manifestações de agosto de 2004. Seguindo a técnica que já se tornou clássica, estes últimos lançaram acusações de fraude eleitoral e exigiram a saída do presidente. Eles conseguiram levar para as ruas a burguesia de Caracas, mas o apoio popular ao governo Chávez foi demasiado forte para permitir que ele fosse derrubado. Assim, os observadores internacionais não puderam deixar de reconhecer a legalidade da vitória de Hugo Chávez".
A ideia central de Sharp se baseia no princípio de que todo governo se deve à obediência das pessoas e se estas não acatarem as ordens, os líderes não terão poder. A não violência que defende é de uma "guerra investida em outros meios" já que para ele, "a natureza da guerra mudou no século 21. (…) Nós combatemos com armas psicológicas, sociais, econômicas e políticas". Em seus livros Da ditadura à democracia e A política da ação não violenta estão descritos 198 métodos para derrubar governos por meio de golpes suaves. Para ele a guerra "corpo a corpo" não é eficaz porque implica enormes gastos econômicos.
1ª Etapa: abrandamento;
2ª Etapa: deslegitimação;
3ª Etapa: esquentamento da rua;
4ª Etapa: combinação de diversas formas de luta;
5ª Etapa: fratura institucional.
Fonte: vermelho.org.br
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Golpista, saiba se você é um
Esquema simplificado: porque esse impeachment é GOLPE. Compartilhe e espalhe informação! pic.twitter.com/MRVWzwUtLn— Mel Vieira (@melvieirav) 22 de março de 2016
quarta-feira, 30 de março de 2016
A Caravela do Golpe
Conselho da vovó: "Aproveite a cidadania, lá você conseguirá até lançar seu livro!"
Atravessaram o Atlântico para devolver a colônia; Serra, Aécio, Gilmar, Skaf (espectro), entre outros.
O Presidente português, Marcelo Rebelo de Souza, e o ex-primeiro-ministro de Portugal Pedro Passos Coelho correram.
"- É golpe!"
As "boas vindas" foram registradas nos broadcasts com as palavras de ordem #NaoVaiTerGolpe #Naopassarao!!
Um horror ao som do fado!
domingo, 27 de março de 2016
Sementes de Golpe
"A quem interessar possa, a história é real. Obviamente o mandado não foi emitido pelo senador, mas sim pelo ministério público. Fato estranho por si só que comprova a fraqueza de nossos órgãos públicos por permitirem uma ação sem propósito e vazia como essa. A ação corre em sigilo de justiça, o caso encontra-se parado e depois de quase um ano ainda não recebi meus bens de volta. Não sou filiada a nenhum partido e não tenho nenhum interesse em difamar figuras públicas na internet. A grande revolta é pensar: mesmo se tivesse feito, isso seria motivo para tamanha invasão?" ─ Rebeca Mafra
O comentário acima foi feito pela jornalista Rebeca Mafra que teve o seu apartamento no Rio de Janeiro invadido em 2014 e está fixado no vídeo. Muito atual num momento em que vivemos na iminência de um novo Golpe.
Definição de Ministério Público: O Ministério Público (MP) é uma instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis (art.127, CF/88).
Que Deus preserve nossas Instituições e que possamos contar com brasileiros que abominem toda a forma de golpe.
O comentário acima foi feito pela jornalista Rebeca Mafra que teve o seu apartamento no Rio de Janeiro invadido em 2014 e está fixado no vídeo. Muito atual num momento em que vivemos na iminência de um novo Golpe.
Definição de Ministério Público: O Ministério Público (MP) é uma instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis (art.127, CF/88).
Que Deus preserve nossas Instituições e que possamos contar com brasileiros que abominem toda a forma de golpe.
domingo, 20 de março de 2016
New Black Bloc Chic
- Já fui punk sempre usei preto!
- já fui metaleiro sempre gostei de preto!!
- Preto é básico, fascistas de Mussolini usavam preto, queeeee foi o maior rasta, deu na Veja.
- já fui metaleiro sempre gostei de preto!!
- Preto é básico, fascistas de Mussolini usavam preto, queeeee foi o maior rasta, deu na Veja.
Quinta-feira 17 de Março de 2016 fui na 25, muitas cores ali. Ao contrário do, Jardins, então mussolínico, tinha até alguns que passavam na pilha com Dilma, repetiam a Globo, mas sem aderir ao New Black Bloc.
(Tava no Whats!)
(Tava no Face!!)
Quero chegar logo ao que mais interessa, o que aconteceu no final da tarde, mas não posso deixar de comentar a vibe que é pegar um metrô em São Paulo, com um número a mais da situação citada acima usando uma camisa vermelha, nada menos tenso do que andar com um adesivo 13 no carro, bobeira...
Fui até um loja no Tucuruvi, e me deparei com os funcionários todos de camiseta preta, confesso que ali estava me sentindo muito mal porque não existia o comum sorriso nos seus rostos.
Após algumas voltas dentro da loja, já perto de fechar, lhes fiz a pergunta:
- Todos de preto! Foi por livre e espontânea vontade ou é coisa do patrão?
Um silêncio... Depois risos...
- Éhhhhh!
Fiquei muito feliz e ao mesmo tempo nada surpreso, só não consegui saber se o tal patrão seguia a linha oportunista 'Habib's' "Coxinha em Dobro" ou o próprio rito golpista midiático mussolínico fascista, capaz de forçar um funcionário a aderir uma campanha em causa golpista própria.
- E você apoia Dilma? Indagaram-me.
- Eu? até o fim? Depois vem Lula!
Dentre várias coisas que pude expor para aqueles trabalhadores, mostrei que a última coisa que os manifestantes dos 2os. Domingos não estão de fato interessados no combate a corrupção, mas sim na detenção dos avanços sociais dos últimos 13 anos e que na época do PSDB não tinha Fies, Pronatec, Sisu, CsF...
Quando falei no ENEM...
- Estou estudando firme, vou conseguir uma Bolsa...
A conversa ia longe e produtiva, e já de portas fechadas fui conduzido até a saída por um sorridente funcionário, assim como estavam também os seus colegas.
Existe vida na terra.
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