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quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Mais índios, menos gado

 

Brasil, 07 de Setembro 2021,

um leitor do DCM que acompanhava o Kiko Nogueira na Av. Paulista declara "Isto aqui é um hospício".

Realmente não há outra descrição para o que se viu com pessoas delirando ao vociferar da pessoa menos empática que já subiu a rampa do Planalto em toda história do Brasil.

Entre pedidos de intervenção militar, invasão e prisão dos ministros do Supremo e voto impresso, pessoas brancas com renda salarial acima dos 10 Salários Mínimos, militares ou pessoas a eles ligadas e pobres de direita, disputaram quem espumava mais.

Dane-se o gás à R$ 120,00, dane-se a gasolina à R$ 7,00, a cesta básica nas alturas, os pedidos de sigilo de dez à cem anos do presidente, o calaboca no Marco Civil da Internet, a decana rachadinha, o preço do dólar, o preço do desrespeito às Instituições, do gado, da Amazônia e do Cerrado queimando...

Navegando em águas profundas e observando tanta loucura não fui capaz de perceber um fato que a minha amiga Lu, Lucia Godoy, uma figura ímpar que se divide entre São Tomé das Letras e o resto do mundo viu.

Trata-se desse "cidadão de bem", plágio do boi que invadiu o Captólio no começo do ano.


Ela sacou que o cara parecia um índio que virou um boi. Que tristeza! Simplesmente esse personagem sintetiza o que é esse governo Bolsonaro, uma gestão que destrói a Amazônia, Pantanal e Cerrado transformando árvores em soja e índios em gado.

Eis aí a persona símbolo desse hospício.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

2021 pode ver reformas fiscais para lidar com COVID-19, desafios ambientais e muito mais

Governos e organismos internacionais buscam preencher déficits maciços à medida que bilionários e corporações multinacionais viram sua riqueza crescer durante a pandemia em curso.


Por Scilla Alecci

Ativistas climáticos em Amsterdã se reúnem no Museumplein com suas bicicletas para andar pelo centro da cidade durante o dia global de ação climática para exigir ações climáticas em 25 de setembro de 2020.


Especialistas em justiça tributária, firmas de contabilidade e diretores de planejamento tributário de corporações em todo o mundo estão atentos a um conjunto de mudanças fiscais que podem afetar tudo, desde serviços digitais a produtos de energia e muito mais.

Além de novos impostos já em cima da mesa, alguns também veem 2021 como uma oportunidade para introduzir políticas que poderiam ajudar os governos a lidar com questões econômicas exacerbadas pela pandemia do coronavírus e reduzir a desigualdade.

O Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos perguntou a especialistas tributários internacionais quais mudanças eles estão prevendo.

"Em 2021, esperamos ver uma discussão acalorada sobre como projetar os futuros sistemas tributários em nível nacional e internacional", disse ao ICIJ Tove Ryding, gerente de políticas da Rede Europeia sobre Dívida e Desenvolvimento.

"Esses debates tributários apontam para a questão muito sensível de 'quem deve pagar a conta da coroa?'", Disse Ryding. "Os níveis extremamente elevados de endividamento, bem como o fato de que muitos bilionários e corporações viram sua riqueza e lucros crescerem para novos máximos durante a crise do COVID-19, apenas tornam este debate ainda mais importante e urgente."


Recuperação COVID-19 

Em 2020, a dívida global disparou para mais de US $ 270 trilhões devido à resposta de governos e empresas à pandemia COVID-19, de acordo com o Instituto de Finanças Internacionais. E a pandemia, com seu conseqüente impacto nas finanças dos países, ainda não acabou.

Em tal contexto econômico, "a prioridade imediata deveria ser apoiar as pessoas durante a crise", disse Stuart Adam, economista do Institute for Fiscal Studies em Londres.

Os próximos passos devem ser "estimular a recuperação conforme necessário e apenas em longo prazo (bem após 2021) para lidar com os enormes déficits e dívidas que estão sendo acumulados", escreveu Adam em um e-mail para o ICIJ.

Cada país terá então que escolher a política mais adequada para ajudar no apoio, estímulo e redução do déficit. E a política fiscal é apenas uma das ferramentas disponíveis, disse Adam.

Na Ásia, por exemplo, a Malásia foi um dos países mais elogiados por sua resposta ao coronavírus, apesar de estar em meio a uma crise política no início da pandemia.

"2021 é um ano de transição da crise para a recuperação", para o país, disse o ministro das Finanças, Tengku Zafrul Abdul Aziz, de acordo com o Maybank Investment Bank Research.

Para levantar as receitas necessárias para combater a emergência de saúde, o governo da Malásia está atualmente avaliando várias medidas, incluindo a introdução de um imposto sobre bens e serviços, disse o ex-conselheiro governamental e professor da Monash University Malaysia, Jeyapalan Kasipillai.


Corporações multinacionais e serviços digitais 

"O item mais importante em 2021" é o plano de reforma tributária digital da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, de acordo com Rasmus Corlin Christensen, economista da Copenhagen Business School. E o mesmo acontece com o esquema tributário mínimo global, disse ele.

Após longas negociações, a OCDE ー que agrupa 137 países e jurisdições ー deve chegar a acordo sobre novas regras no próximo verão que introduziriam um nível mínimo de tributação corporativa em todo o mundo e garantiriam que as multinacionais paguem impostos independentemente de sua presença física, incluindo empresas de tecnologia que fornecer serviços digitais, como Google ou Facebook.

Em uma declaração em outubro passado, a OCDE reconheceu a necessidade de uma solução e disse que, como resultado da pandemia, o público tem pressionado os governos para garantir que as multinacionais "paguem sua parte justa e o façam no lugar certo."

À medida que as negociações continuam, vigilantes da justiça tributária como Ryding monitorarão se as novas regras também beneficiarão os pequenos países em desenvolvimento.


Meio Ambiente 

A Europa verá "mudanças fiscais interessantes" em 2021, disse Stefan Speck, gerente de projetos da Agência Ambiental Europeia, que apontou algumas políticas ambientais em todo o bloco.

Como parte do pacote de recuperação de US $ 881 bilhões proposto para mitigar os efeitos da pandemia, a União Europeia aprovou um chamado "imposto de plástico" sobre o plástico não reciclável.

O imposto, que financiará o plano de recuperação, "não tem nada a ver com um imposto sobre o plástico em toda a UE", explicou Speck.

Cada estado membro da UE pode escolher se vai financiá-lo tributando diretamente o setor de plásticos ou por meio de outros métodos de tributação. O valor que cada estado deve será calculado de acordo com o peso dos resíduos de embalagens plásticas não recicláveis ​​que produz.

Em um esforço para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, a Holanda e Luxemburgo também decidiram implementar um imposto sobre o carbono. A Alemanha introduziu a precificação do carbono voltada para os setores de transporte e construção.


Riqueza 

Nos Estados Unidos, muitos verão se o presidente eleito Joe Biden será capaz de implementar as mudanças que ele propôs durante sua campanha: contas fiscais mais altas para grandes corporações e indivíduos ricos. O controle recente do Senado pelos democratas pode dar a ele uma "chance muito maior de sucesso", segundo o Wall Street Journal.

Enquanto isso, o professor e economista Gabriel Zucman da Universidade da Califórnia em Berkeley disse que defende dois impostos.

"Um imposto sobre lucros excedentes, sobre os lucros anormalmente altos obtidos por algumas empresas multinacionais (como a Amazon) durante a pandemia", explicou ele. No ano passado, a gigante do comércio eletrônico registrou o maior lucro em seus 26 anos de história, de acordo com a Reuters , principalmente devido a um aumento nas vendas online e nos negócios de apoio a terceiros.

E um "imposto progressivo sobre a fortuna", como o proposto em 2019 pelos senadores democratas Bernie Sanders e Elizabeth Warren para pessoas com patrimônio líquido acima de US $ 50 milhões.

O consultor do Banco Mundial Jim Brumby concorda com a necessidade de um imposto sobre a riqueza para reduzir a desigualdade e os déficits fiscais em todo o mundo em geral.

"Se já houve um tempo em que os impostos sobre a fortuna pudessem ajudar, pode ser agora", escreveu Brumby no blog do banco.

"Em vez de ver a resolução da iminente crise das finanças públicas como um problema em que 'algo tem que ceder', um imposto sobre a fortuna anualizado fornece uma maneira de atender pelo menos uma parte do problema por meio de 'alguém vai dar'."


Fonte: icij.org

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Palanque no altar

Enquanto escrevo essas linhas, simultaneamente ouço o debate dos candidatos à prefeitura de São Paulo pela TVT.

Seguindo a linha do seu atual padrinho eleitoral, Celso Russomanno não compareceu assim como o líder nas pesquisas Bruno Covas.

A verdadeira razão dessas linhas é a percepção deprimente, minha em particular, da situação das pessoas que estão em certas igrejas onde a pessoa que assume o altar pronuncia-se: "O meu candidato é o fulano".

Assim fazem por conta da Lei Eleitoral, e então é passado o recado. "Se o meu líder espiritual vota em fulano eu também voto!"

Tem um fulano desses que é ligado ao partido que é ligado a uma igreja, acho que todos sabem quem é. Ele está disputando a prefeitura de São Paulo pela terceira vez recebendo esse apoio.

Falo com propriedade, afinal estive ali por 25 anos. Afirmo que é deprimente porque sei muito bem que é assim que funciona a dinâmica de conquista de votos dentro da igreja, assim como outras diversas técnicas.


Quando Russomanno perguntado por repórteres, omite apoio da igreja ligada ao seu partido, o Republicanos, deixa seus membros em estado deprimente e vexatório. Eles o reconhecem como potencial candidato a prefeito enquanto ele não os reconhece.

A pergunta que fica é; o por que, e para que esconder essa ligação?

sábado, 24 de outubro de 2020

Aumento de aluguéis pode ser 7,6 vezes maior que aumento do salário mínimo

Índice que costuma ser utilizado no reajuste de aluguéis aumenta quase 18% nos últimos 12 meses, enquanto projeção para INPC, que regula salário, é de fechar o ano em 2,35%

Por GABRIEL RODRIGUES

IGP-M aumenta quase 18%, mas nem todos os aluguéis sofrem o mesmo reajuste
Foto: ALEXANDRE C MOTA / ARQUIVO

Mesmo em meio à pandemia de Covid-19, quem for renovar o contrato de aluguel de um imóvel pode levar um susto: o valor acumulado do Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), nos últimos 12 meses, é o mais alto para o período em 17 anos com a prévia de outubro apontando ainda mais aumento. O indicador é utilizado para calcular o reajuste dos aluguéis em geral, e chegou a 17,94% em setembro deste ano. No mesmo mês do ano anterior, não atingiu nem 3,4%. 

O aumento atual é 7,6 vezes maior do que o previsto pelo governo federal para o índice, que regula o aumento do salário mínimo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Pelas previsões mais recentes do do governo, esse índice deve chegar a 2,35% neste ano. Caso a estimativa seja mantida, o salário mínimo passaria de R$ 1.045 para 1.069,55, ainda em 2021. Ao mesmo tempo, um aluguel com o mesmo valor do salário mínimo atual passaria para R$ 1.232 — podendo aumentar, se o IGP-M continuar subindo.

A mudança já é vista nas renovações de contratos de locação de imóveis que ocorrem neste ano. O site de aluguéis "Quinto Andar", por exemplo, informa que o reajuste de quase 18% vale para os contratos que serão renovados ainda neste mês. 

E o aumento já tem assustado inquilinos. Em setembro, a arquiteta Isadora Monteiro, 28, foi surpreendida por um aumento de 13% no aluguel de um apartamento no bairro Funcionários, na região Centro-Sul, após dois anos de contrato. "A imobiliária disse ter negociado com a proprietária, que só autorizaria diminuição do aumento, para 9%, se fechássemos contrato por mais um ano e meio, o que não quisemos. Aí, ela disse que manteria os 13%, só não cobraria naquele mês. São cerca de R$ 200 a mais, bem mais do que uma conta de luz nossa", relata. 

Nesse cenário, são os pobres que mais tendem a sofrer, na perspectiva do economista e coordenador do curso de economia do Ibmec, Márcio Salvato. "Quem é mais pobre tende a ter imóvel alugado, e sofre duas vezes agora. Ou a pessoa vai refazer o padrão de vida e morar em uma casa bem inferior ou entrar em negociação com o proprietário, outro grande problema. Os mais ricos sentem menos a inflação e podem repassar uma 'sobra' de determinada área de consumo para o aluguel, estando disponíveis para negociar melhor, então a diminuição do aumento não precisa ser tão grande", avalia.

A alta nos aluguéis residenciais em Belo Horizonte já é uma realidade. O aumento acumulado nos últimos 12 meses dos valores de aluguel na cidade foi de 8,39%, segundo o índice FipeZap — medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o Grupo Zap, de negociação de imóveis. É uma média acima da nacional, de 3,2%. 

A presidente da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/MG), Cássia Ximenes, reflete que a utilização do IGP-M nos contratos de aluguel é um hábito antigo do mercado, mas afirma não ver sentido em se fiar nessa regra no panorama atual. "Neste momento, me parece mais justo considerar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como alternativa de acordo, mas, claro, o que está no contrato tem que ser respeitado", elabora.


Negociação é saída para fugir de reajuste 


"Orientamos que, neste momento, haja uma flexibilidade, porque desocupar o imóvel é ruim para o dono, que vai ter que pagar condomínio e IPTU, e para o inquilino, que vai ter que entregar o imóvel como recebeu, pintando paredes. Neste momento, é preciso que exista bom-senso entre as partes, como diluir o aumento em várias vezes, aplicar só uma parte ou não aplicá-lo", diz o presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMMMG), Silvio Saldanha. 

O economista Márcio Salvato recomenda que o inquilino argumente que o aumento do IGP-M está muito acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação. Além disso, há grande oferta de imóveis para alugar. Mas ele reconhece que nem sempre a negociação é tão simples. "Se o proprietário não negocia e aplica o aumento, a opção do inquilino é sair do imóvel, mas existe a cláusula de multa para rescisão contratual. Quanto maior o aluguel, maior ela é", lembra. 

Bernardo Surerus, sócio de duas imobiliárias em BH que administram pelo menos 500 imóveis, diz que a negociação tem variado de caso a caso. "Se é um comércio que está lucrando nesta época, é hora de o investidor ter uma rentabilidade maior e conseguir aumentar todo o valor do IGP-M", pontua.


Contratos defasados devem ter maior alta 


lávia Vieira, diretora da imobiliária Orcasa Netimóveis, reflete que o aumento integral do IGP-M tende a ser repassado apenas para imóveis com ajustes de preço defasados. Em 2019, uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Fundação Ipead) mostrou que o preço médio de aluguéis na cidade era o mesmo praticado em 2008. 

Vieira diz que o aumento do valor dos aluguel de espaços comerciais é especialmente delicado, dada a queda de faturamento após meses sem que muitos abrissem as portas. Segundo o índice FipeZap, o aumento acumulado nos últimos 12 meses nessa categoria foi de 0,83%, enquanto no restante do país houve uma diminuição de 1,3% nos preços.


Entenda o IGP-M 


O que é o IGP-M e por que ele é utilizado no reajuste dos aluguéis de imóveis

"O IGP leva em conta, na sua composição, o INCC-M (Índice Nacional do Custo da Construção-Mercado), mas ele pesa apenas 10% do valor, então acaba não sendo adequado para correção de contratos de aluguel. Ele não foi desenvolvido com essa finalidade, o mercado apenas o utiliza assim", argumenta André Braz, coordenador de Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que faz o cálculo do valor. 

Além do índice das construções, o IGP-M inclui as variações do IPA-M (Índice de Preços por Atacado-Mercado) e do IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor-Mercado). É o IPA-M que mais interfere no cálculo, já que pesa 60% na conta. Mas ele não tem relação direta com o mercado imobiliário, já que diz respeito a produtos industriais e agrícolas, estando sujeito à acentuada desvalorização do real.


Fonte: O Tempo

sábado, 29 de agosto de 2020

Patrícia Lélis disseca Everaldo e Feliciano

Patrícia Lélis em seu Twitter @lelispatricia traz detalhes de seu pesadelo quando sobreviveu entre lobos.

No dia da prisão do presidente nacional do PSC, pastor Everaldo, sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro, a antiga correligionária escreveu parte do que viveu ali. 

Quem acompanhou e acompanha essa violência, que poderia até terminar em feminicídio, sabe que tem ainda muitos outros capítulos; O vídeo desmentindo, o cárcere, retenção de celular, processo...

Antes dessa prisão, por entre outros desvios, na Saúde em plena pandemia, poucos acreditariam.


Segue o fio


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Já que finalmente a justiça bateu na porta do Pastor Everaldo eu vim esclarecer algumas coisas que eu vivenciei dentro do PSC. Toda a perseguição do PSC comigo tem um motivo: Eu peguei arquivos do PSC que comprovam lavagem de dinheiro nas igrejas do Everaldo/Feliciano.


Essa foto foi tirada dia 20 de maio de 2016, após meses sendo convidada a me filiar ao PSC e sempre negando, eu resolvi aceitar (quem nunca faz merda na vida, não é mesmo?!). Nessa época eu ainda estava cursando jornalismo e era estagiária.

Como vcs sabem eu nasci e cresci dentro de igreja evangélica (bem tóxico, inclusive) e o PSC não tinha muita representatividade feminina, já que a Sara Winter não era nada querida entre as pessoas por não se encaixar nos padrões e nunca realmente ter cursado uma universidade...


Na época eu ajudava com assuntos relacionados a política para mulheres e foi quando começou a inflar o golpe contra Dilma. Mas aí veio o meu trabalho principal: A CPI da UNE, e o problema começou quando o Feliciano praticamente me obrigou a ALTERAR relatórios da UNE.


A panelinha de gente unida para incriminar os oponentes sempre foi muito bem formada e organizada. Na época da CPI da UNE quando o Feliciano me entregou os relatórios pedindo para alterar com a intenção de incriminar a UNE eu não quis fazer... e aí começaram meus problemas...

O Feliciano estava MUITO decidido a prejudicar a UNE e principalmente a Carina Vitral, a razão eu nunca consegui entender muito bem e bom, eu também não poderia questionar muito e se questionasse como fiz, a primeira reposta que tive do próprio Feliciano foi: "Faça teu trabalho".

Agora sobre o Feliciano: Logicamente eu já me sentia desconfortável perto dele, mas sempre achava que era coisa da minha cabeça, na época eu pensava: "Como um pastor casado, com a idade pra ser meu pai poderia estar tentando ter algo sexual comigo?"

Até que um dia, a Denise Assunção (secretaria do PSC) sentou comigo para tomar um café e na conversa me perguntou o que eu achava do Feliciano e eu fiquei tipo: "Oi?", depois eu entendi que ela era a pessoa que chegava nas mulheres a pedido do Feliciano...

Depois dessa conversa eu passei a evitar ficar apenas com ele, fosse no gabinete, em alguma sala do PSC... e ele percebeu que eu estava o evitando.

Uma semana após a audiência sobre a CPI da UNE, Feliciano me avisou que teria uma reunião no apartamento funcional dele (asa norte), o que não era nada estranho e diversas reuniões aconteciam lá, principalmente reuniões estratégicas em que ele era o responsável pela pauta.

Segundo ele, por segurança e privacidade de conversas e organização de pautas, ele preferia fazer as reuniões no apartamento funcional. Eu fui acreditando que seria como qualquer outra reunião, mas não foi. Ele abriu a porta e estava apenas ele no apartamento.

Mandei msg no grupo do partido perguntando aonde todos estavam e apenas uma pessoa me respondeu dizendo que não sabia da reunião... na hora questionei o Feliciano e ele disse que a reunião tinha mudado de dia mas que ele queria conversar comigo e me pediu para sentar...

O sofá na dela dele era em formato de "L", sentei em uma ponta e ele na outra, falamos sobre a UNE por alguns minutos e após ele começou a me perguntar se eu tinha reparado que ele estava tentando se aproximar de mim, demonstrando interesse... e aí começou a briga.

Eu fiquei brava com a situação e comecei a enfrentá-lo dizendo que então todos os boatos sobre ele com outras mulheres (e mulheres menores de 18) era verdade, na hora eu tentei abrir a porta e sair mas estava trancada e foi quando conheci o lado violento do Feliciano.

Quando ele entendeu que eu iria sair dali e contar ao Everaldo o que aconteceu. Ele ficou bravo e me agrediu, pegou uma faca na cozinha, me pediu para tirar a roupa, eu joguei um vaso de flores nele que quebrou ele me puxou para o quarto e me chutou, bateu e abusou.

Depois de mais de 2 horas ele se acalmou, beijou a minha testa e me disse "Vá e não peques mais", naquele momento eu já estava fora de mim. 

Sem saber o que fazer, eu não me lembro exatamente de nada do momento em que vesti minha roupa e desci para o meu carro.

Eu não sei por quantas horas eu fiquei sentada dentro do carro, até hoje os detalhes para mim são difíceis. Eu me lembro de receber uma ligação do pastor Everaldo pedindo algo que ele não estava achando e aí eu disse que precisava conversa com ele, então eu dirigi até a Câmara.

Isso era dia de semana, já estava no fim da tarde... eu sentei na porta do pastor Everaldo e o esperei. Eu estava machucada e a própria Denise me perguntou o que aconteceu, e eu disse "o Feliciano..." e então ela entrou na sala do Everaldo e ficou lá por horas

Após HORAS de espera o Everaldo abriu a porta para mim, sentei, ele me deu água e antes mesmo que eu pudesse falar ele já disse "eu falei com o Feliciano, mas vc precisa entender que isso não é nada sério e você anda muito bonita por aí", eu fiquei ainda mais em choque.

Eu disse que aquilo não era certo, que não era culpa minha, deixei claro que buscaria ajuda. Então o Everaldo me OFERECEU dinheiro sem a menor vergonha, ele me perguntou quanto eu queria para ir para casa, dormir e voltar no dia seguinte ao trabalho. Eu estava em choque!

Eu não sabia o que fazer, estava com medo de contar aos meus pais (grande erro, quando eles descobriram foram eles quem denunciaram, confiem nos pais de vcs), eu estava com medo. Fui pra casa não sei como, não sei como consegui dirigir, no outro dia eu não conseguia ir trabalhar.

Após eu ter falado com o Everaldo o Feliciano me mandou essa mensagem. E essa foi a última mensagem que eu respondi a ele. Como eu ainda consegui responder? Não sei. 

Eu não sabia mais quem eu era o que estava acontecendo.




Eu me lembro de passar a noite vomitando, sem dormir. No outro dia minha mãe ao ver os machucados me perguntou o que aconteceu, eu disse que tinha caído na faculdade. Eu parei de ir trabalhar e as pessoas começaram a questionar o pq eu não estava mais indo...

E aí eu descobri que o Feliciano estava dizendo para todos que perguntavam que ele tinha me afastado do trabalho, PQ EU TINHA TENTANDO TER ALGO COM ELE, ou seja, já estava me colocando como a puta da história, típico.

Nessa confusão o Feliciano por me conhecer sabia que uma hora eu iria acabar falando, então todo dia ele mandava alguém falar comigo... Incluindo a então ministra Damares e a "psicóloga" Marisa Lobo, a que defende a cura gay...



Para quem não entendeu, o Feliciano ligou p/ Marisa Lobo pedindo desculpas a ela POR TER ME ESTUPRADO. A Marisa sempre é a pessoa que tenta conversar com as vítimas do Feliciano.

O meu maior erro nessa época foi que eu acreditava que esse tipo de coisa deveria ser resolvida dentro do grupo, para não escandalizar a igreja. Mas aí um dia eu entendi que todos ali iriam tentar abafar o caso.

Nisso, eu entendi muito bem a merda que era o partido e todos ali, então eu só tinha uma alternativa: Me fortalecer. Voltei na Câmara, peguei arquivos de lavagem de dinheiro nas igrejas e comecei a me proteger de todas as ameaças que comecei a receber.

Todos esses arquivos eu entreguei ao MP, na época do caso. E se e uma coisa que eu posso dizer é: Esse povo é perigoso e bandido!

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Baixe aqui: Livro "Relações Indecentes" evidencia a relação entre Moro, Bolsonaro e a mídia


Os fatos revelados pela série "Vaza Jato", publicada pelo The Intercept Brasil, além das relações entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, são o tema do livro "Relações Indecentes" (ed. Tirant Lo Blanch), lançado pelo Instituto Defesa da Classe Trabalhadora (iDeclatra).


Coordenada por Wilson Ramos Filho, o Xixo, Mírian Gonçalves, Maria Inês Nassif e Hugo Melo Filho, a obra reúne textos de 23 autores de várias áreas, desde juristas, passando por economistas, ex-ministros, até jornalistas e sociólogos. A editora Tirant Lo Blanch e o Instituto Declatra disponibilizaram a obra em formato e-book para download gratuito.

Baixe o livro aqui

O Instituto Defesa da Classe Trabalhadora (iDeclatra) lançou mais uma obra: o livro Relações Indecentes. O livro editado pela Tirant Lo Blanch, parceira do instituto, tem 190 páginas e é uma coletânea de artigos de renomados profissionais de diversas áreas de atuação. Eles analisam os fatos revelados pela série "Vaza Jato", do The Intercept Brasil, além das relações entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro.

A obra, coordenada por Wilson Ramos Filho, o Xixo, Mírian Gonçalves, Maria Inês Nassif e Hugo Melo Filho, reúne textos de 23 autores de distintas atuações, desde juristas, passando por economistas, ex-ministros, até jornalistas e sociólogos.

A editora Tirant Lo Blanch e o Instituto Declatra disponibilizaram a obra em formato e-book para download gratuito.


"Os últimos artigos colhidos para esse livro foram escritos nos estertores do ano de 2019, quase um ano depois da ascensão de Bolsonaro ao poder. É uma continuação de Relações Obscenas, editado em setembro do ano passado com a ideia de documentar, para a história, a verdade escrita pela VazaJato", diz trecho do prefácio, assinado pela jornalista Maria Inês Nassif. 


Capítulos

O livro é dividido em seis eixos principais: a subversão do direito, o poder de destruir um país, o poder de destruir pessoas, aliança com a mídia e o uso da religião. Os textos dos intelectuais convidados analisarão temas como a imprudência inconstitucional, os efeitos da operação Lava Jato na economia brasileira, as ironias de procuradores com a morte de Marisa Letícia, o reposicionamentos dos "jornalões" brasileiros com a Vaza Jato, entre outros.


"Sérgio Moro demonstrou, ao trair Bolsonaro, que não mudou seus padrões éticos ao abandonar a toga. Este livro mostra também isso, ao analisar a segunda etapa de publicações do The Intercept Brasil, mas também ao mostrar como se davam as relações entre o presidente e o agora ex-ministro da Justiça. O Instituto Declatra avança na sua missão de registro histórico dos fatos para que futuros pesquisadores possam compreender o que se passa no Brasil nos últimos anos. Mas também é uma obra imprescindível para quem deseja, agora, entender o acontece em nosso País", explica o presidente do Instituto Declatra, Wilson Ramos Filho, o Xixo, um dos coordenadores do livro.


"Relações Indecentes" também segue a linha de registro histórico dos demais livros lançados com o selo do Instituto Declatra: A série da Enciclopédia do Golpe de 2016 – que aborda o papel das instituições na trama que derrubou Dilma Rousseff da Presidência da República – ou ainda a coleção da "Resistência ao Golpe", são alguns de exemplos das produções do Instituto neste sentido e que foram publicadas em séries.

Os últimos artigos colhidos para esse livro foram escritos no final do ano de 2019, quase um ano depois da ascensão de Bolsonaro ao poder. "É uma continuação de Relações Obscenas, editado em setembro do ano passado com a ideia de documentar, para a história, a verdade escrita pela VazaJato", diz trecho do prefácio, assinado pela jornalista Maria Inês Nassif.


Autores

A lista de autores é grande e variada. Fazem parte da seleção: Jessé de Souza, Eugenia Gonzaga, Luís Nassif, Pedro Pulzatto Peruzzo, Vinicius Gomes Casalino, Lênio Streck, José Cardoso, Marco Aurélio de Carvalho, Tânia Oliveira, Mariana Velloso, Rosa Maria Marques, Marília Guimarães, Elika Takimoto, José Geraldo, Everaldo Gaspar de Andrade, Cristiane Cordeiro, Simone Schreiber, Franklin Martins, Bia Barbosa, Marcelise Azevedo, Rute Noemi Souza, Hugo Melo Filho e Anjuli Tostes.

Acesse a página da Defesa Da Classe Trabalhadora  


Fonte: lulalivre.org.br

sábado, 1 de agosto de 2020

Obrigado e boa sorte!

Entrei no Twitter em 2009 por causa do sorteio de uma câmera fotográfica, e nem imaginava o universo progressista que não só encontraria, mas me tornaria parte.

Uma menina me ensinou..., e eu já estava envolvido com as linhas do ansioso blogueiro*. Foi um dos primeiros Blogs ditos sujos que tive contato nessa constelação de muito bons.

Paulo Henrique Amorim e Conversa Afiada dispensam comentários na trincheira anti-golpe e na guerra contra o PIG, sigla por ele criada.
Não tive a oportunidade de pegar um autógrafo seu no meu exemplar do livro "O Quarto Poder", mas numa noite no Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, o querido Barão, pude o ouvir.

Dentre muitas das suas experiências compartilhadas, PHA deixou uma que me trouxe a reflexão de como podemos ser dinâmicos na militância.
Relatara que antigamente nas redações, para um artigo dele sair o mesmo percorria uma longa distância e tempo, mas nos dias atuais, ele se tranca ali num lugar e em 15 minutos a matéria já está no ar. 

Realmente eles deixam muita saudade.

Ana Flavia Marx e PHA no Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé Foto: Alexandre Salazar




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O Conversa Afiada dá adeus. Obrigado e boa sorte!
No Conversa Afiada 




Olá, tudo bem?

Dados o profundo respeito e a imensurável consideração por cada um de vocês, amigos navegantes, este texto vai direto ao ponto: o Conversa Afiada encerrou suas atividades em 31/VII/2020. Esse é o fato. Mas, a partir de agora, você está convidado a entender o que isso significa.

Por mais de uma década, este site idealizado, construído e mantido por Paulo Henrique Amorim e uma pequena - mas aguerrida - equipe serviu de bastião da luta pela formação de uma imprensa independente, progressista e destinada a combater em todas as frentes possíveis o PiG (e seus efeitos deletérios), os golpistas e os traidores da democracia brasileira. PHA foi pioneiro, um revolucionário nas chamadas "novas mídias". Um colosso*!

Não foi fácil empreender essa luta. A aba "Não me calarão", que você pode acessar ao clicar aqui, conta algumas das centenas de batalhas judiciais que o ansioso blogueiro* teve de enfrentar para manter acesa a chama da liberdade de expressão. Como se diz, jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique, e, diante disso, PHA e o Conversa Afiada nunca fugiram à sua responsabilidade.

Em dezembro de 2017, PHA tomou mais uma atitude para defender a nossa liberdade de expressão - não só a dele, ou a do Conversa Afiada, mas a de todos os brasileiros - ao protocolar, na Corte Interamericana de Direitos Humanos, uma petição em que acusava o Estado brasileiro de manter uma distorção sistêmica que cerceia a liberdade de expressão e se torna, na prática, uma forma disseminada de censura e perseguição.


"Essa petição tira a discussão da zona de conforto dos poderosos brasileiros. Ou seja, do Direito apenas. Do 'juridiquês', porque é nesse território e com essa linguagem dissimuladora que eles, os poderosos, se beneficiam da estrutura sistemicamente restritiva, censora. O debate passa a se travar no campo da Liberdade!", escreveu PHA ao anunciar a ida à Organização dos Estados Americanos (OEA).

Mas, se sempre incomodou os poderosos, o Conversa Afiada recebeu equivalentes demonstrações de apoio ao longo dos anos. Faltariam a este editor palavras para agradecer a cada um dos amigos navegantes por tornar possível empunhar a espada do jornalismo independente e progressista por tantos anos. Obrigado por cada mensagem de apoio nas redes sociais, cada assinatura, cada compartilhamento de posts e vídeos. Nada disso seria possível sem vocês.

Esse carinho é simbolizado pelo tricampeonato conquistado pelo Conversa Afiada no Prêmio Influenciadores Digitais, em 2016, 2017 e 2019, na categoria "Economia, Política e Atualidades". Prêmios como esse não são um objetivo em si, mas ilustram o alcance popular do Conversa Afiada e nos enchem de orgulho por mostrar que tantos brasileiros estiveram ao nosso lado. Comprovam essa afirmação os números do Conversa Afiada nas redes sociais: até a data de conclusão deste texto, eram 1,13 milhão de seguidores no Facebook, 634,3 mil no Twitter, 690 mil no Instagram e 985 mil no YouTube.


Em 2019, com a morte de Paulo Henrique Amorim, esta equipe não se permitiu abaixar as bandeiras e abdicar de seu dever perante a democracia. Continuou a defender, dia após dia, os princípios que nortearam o Conversa Afiada desde a sua criação. Os últimos meses, entretanto, foram um desafio duplamente extenuante: além das dificuldades inerentes à luta pela construção de uma imprensa independente e progressista, a equipe teve de lidar 24 horas por dia, 7 dias por semana com o peso de uma ausência irreparável - porque, afinal de contas, há sim pessoas insubstituíveis.




O Conversa Afiada, embora tenha interrompido em 31/VII/2020 as atualizações, continuará no ar. Os artigos, as reportagens e os vídeos que tiraram o sono dos inimigos da democracia e dos vendilhões da pátria continuarão à disposição dos amigos navegantes.  

Quanto a esta equipe... Bem, tenha certeza de que ela continuará a se basear nos mesmos princípios que sustentaram o Conversa Afiada ao longo dos anos. Em todas as plataformas possíveis, a luta pela democracia e em defesa da liberdade de expressão continuará. Afinal, é essa a melhor homenagem possível ao ansioso blogueiro*; é, também, a mais sincera demonstração de respeito e gratidão ao patrono deste espaço, a quem agradeço - em nome de toda a equipe - pela sabedoria e pela confiança compartilhadas.


Em nome de todos os jornalistas que, ao lado de Paulo Henrique Amorim, fizeram do Conversa Afiada a principal referência na imprensa independente e progressista no Brasil, agradeço a você, amigo navegante.

Como dizia nosso ansioso blogueiro*, vamos tocar o barco - hoje e sempre! Boa noite e boa sorte!!!

Leonardo Miazzo, editor do Conversa Afiada e da TV Afiada






*P.S - Passar o mouse no original do Conversa Afiada

domingo, 7 de junho de 2020

O artista de rua de Manchester, Akse, tem uma mensagem para o presidente Trump quando ele chegar ao Reino Unido

O artista francês, que mora em Manchester há 20 anos, diz que espera que sua última peça envie uma mensagem clara ao presidente


Por Beth Abbit


O artista de rua Akse apresentou o seu último trabalho e espera que envie uma mensagem forte ao presidente Trump em sua visita de Estado ao Reino Unido começar hoje.

Akse - que é responsável por algumas das mais famosas obras de arte de rua de Manchester - criou um enorme mural novo representando Trump gritando na cara de Martin Luther King.

Vários pássaros pintados no estilo do logotipo do Twitter parecem estar voando pela boca do presidente, enquanto uma pomba aparece acima da cabeça do Dr. King.

A peça, intitulada 'Batalha dos Pássaros', foi pintada no mês passado em Talbot Mill, em Castlefield, que atualmente está sendo re-desenvolvida pela Capital and Centric.


Um vídeo anexo, feito pelo diretor Charlie Watts, mostra o lado da parede com a imagem do presidente sendo destruída por uma grande escavadora. Desde então, o muro foi demolido.

Foto: Akse

"Sinto que o mundo está retrocedendo", disse ele.

"Eu criei esse design há 18 meses, mas como a visita de Estado de Trump estava agendada para este ano, Charlie e eu decidimos fazer esse projeto acontecer."

No vídeo de um minuto, Akse explica como ele veio da França para o Reino Unido há cerca de 20 anos.

Falando no curta, o artista diz: "Nasci nos subúrbios de Paris de pais vietnamitas".


"Me mudei para Manchester há 20 anos, onde conheci minha esposa, que é espanhola. Agora temos dois filhos lindos. Preocupo-me com o futuro deles, pois sinto que o mundo está retrocedendo".

Desde então, o muro foi demolido Foto: Akse


"Diria que minha vida tem sido uma jornada de experiências e experiências multiculturais. Hoje não vejo isso como um fardo, mas como uma celebração".

Akse é bem conhecido em Manchester por seus impressionantes murais.

No mês passado, uma pintura representando a personagem de Game of Thrones Arya Stark foi pintada em uma subestação no Bairro Norte .

Akse o criou ao longo de uma tarde na Stevenson Square, no meio da temporada final do drama de fantasia da HBO.

Foto: Akse


Ele esteve por trás de algumas das obras de arte mais distintas da cidade, incluindo um retrato de Mark E. Smith, pintado ao lado de uma loja de Prestwich e um mural de Tony Wilson do lado de fora do Affleck's Palace .

Mais recentemente, seu estilo distinto foi visto em Withington quando ele rabiscou uma imagem do ícone da Factory Records Peter Saville em uma parede ao lado no coração da vila.

E no ano passado, Akse meticulosamente pintou com spray uma imagem impressionante de Uma Thurman na parede de Burnage .

A parede demolida Foto: Akse

Foi pintado sobre uma imagem dele anterior, a de Kevin Spacey, na sequência de alegações de que o ator havia assediado homens jovens.

A imagem - que ainda está do lado da empresa de contabilidade Nurbhai and Co Accountants, em Mauldeth Road - mostra Thurman como o assassino respingado de sangue 'The Bride', que embarca em um 'estrondo estridente de vingança' contra seus agressores.

Thurman é um defensor do movimento 'Me too', que destaca alegações de assédio sexual.




sábado, 6 de junho de 2020

Carta de Isabel, do vôlei, para Ana Paula Hanckel

No Blog do Juca Kfouri 

"Ana Paula, depois de ver algumas de suas postagens, tive vontade de te responder. 

Como nunca tive paciência para redes sociais, fui deixando passar. 

De mais a mais, não há como esquecermos o fato de que as redes estão aí para dar voz a todos: muitas pessoas fantásticas e muitos….

Esse é o preço da chamada democracia digital – que sempre deve ser debatida, é claro -, mas vamos ao que interessa no momento. 

Antes, preciso admitir também que sempre me senti constrangida quando lia as suas postagens. 

É que o seu nome está ligado ao vôlei, esporte que pratiquei durante muitos anos e, infelizmente, muitas pessoas generalizam esse tipo de fala e me perguntam se as jogadoras de vôlei são, na sua maioria, de extrema direita.

Nesses momentos, eu sempre tento explicar que você está longe de representar um perfil do vôlei feminino brasileiro. 

E que, na verdade, o vôlei, assim como a maioria dos campos profissionais e atividades, não pode ser enquadrado em algum perfil ideológico.

Explico, também, para essas pessoas, que talvez pelo fato de você ter se casado com um americano branco, você tenha sentido a necessidade de se alinhar a uma branquitude, que tem como uma de suas características principais a incapacidade de perceber o seu lugar de privilégio, uma branquitude que naturaliza o lugar de poder branco e torna a supremacia branca uma norma.

Afinal, sabemos que ser imigrante por essas bandas daí não é muito fácil, ainda mais com um biotipo latino.


Durante o período colonial, o psiquiatra Frantz Fanon explicou bem o surgimento e a formação desse desejo de identificação com o opressor entre muitos colonizados. 

Trata-se de uma neurose que o leva a um comportamento adoecido e alienado, por não conseguir lidar com a realidade que o cerca. 

A história nos ensina que o colonialismo acabou, mas ela também nos mostra que ele permanece com roupas neocoloniais. 

O vídeo que postou da jovem negra é exemplar de como permanece essa alienação. 

Temos aqui no Brasil um exemplo caricatural desse comportamento desequilibrado: o diretor da fundação Palmares.

Ultrajano


Por isso, te sugiro prestar atenção ao que está acontecendo a sua volta. Existem muitas pessoas que permanecem nesse estágio, tentando apenas apagar suas origens não brancas. 

Você posta constantemente frases e ideias que destilam muito preconceito. Mas o seu último post foi a gota d’água e me chocou e revoltou pela profunda ignorância e irresponsabilidade. 

Sua falta de conhecimento a respeito do racismo e do que ele significa são atrozes. Infelizmente, o racismo existe no Brasil, nos EUA e no mundo, e muitas pessoas ainda são incapazes de enxergar uma realidade que grita com todos os pulmões. 

Se você quer usar dados estatísticos como argumentos, procure fontes sérias e não tendenciosas. Aí você vai entender que o racismo é um dado estrutural, que atua na política, na economia e na subjetividade, como explica tão bem o filósofo Sílvio Almeida. 

Sua apologia ao governo Trump reflete muito mais o seu mal estar e quiçá o desejo de pertencimento a uma sociedade que você imagina respaldar apenas valores WASP, uma sociedade que precisou mostrar ao mundo as mais assustadoras formas de violência racial, até surgirem as primeiras grandes mudanças com Martin Luther King.

Felizmente, o racismo não só empobrece o ser humano, mas também produz cada vez mais força e resistência. 

E é isso que está acontecendo nesse momento nos EUA, quando milhões de pessoas de todos os grupos étnicos se unem para demonstrar o seu repúdio ao racismo que ainda atinge sobretudo os negros.

Observe atentamente a sua volta e verá que, no momento atual, a sociedade americana parece estar no caminho de mais uma mudança e mais uma conquista no rumo da igualdade. 

Peço que considere a responsabilidade de ser uma pessoa com milhares de seguidores também no Brasil. 

Preste mais atenção ao que diz, antes de postar sobre um tema tão sério.


Leia os historiadores, sociólogos, antropólogos, cientistas de várias áreas que discutem as formas e as consequências do racismo ou, pelo menos, demonstre um pouco de consciência diante do negacionismo e das barbaridades que estão acontecendo no Brasil. São tantas que se torna difícil destacar apenas uma. 

Se não consegue ter empatia diante da dor alheia, melhor ficar em silêncio.

Usando as redes como tem usado, você presta um desserviço no processo de combate ao racismo. 

Vidas negras importam!".

quarta-feira, 27 de maio de 2020

O Ceifador usa protetor solar?

Como um protesto contra as praias recém-abertas, um advogado da Flórida patrulha a areia, avisando banhistas desatentos com as palavras "Até breve!"


Por Henry Alford 

Daniel Uhlfelder, advogado em Santa Rosa Beach, na Flórida, deveria estar de férias na Espanha, com sua esposa e filhos, em março. Mas depois que a pandemia o forçou a cancelar sua viagem, ele foi, em 5 de março, a uma loja local da Sherwin-Williams para comprar máscaras. Vendo que a loja também vendia macacões para pintar - "Eles parecem ternos de proteção", disse Uhlfelder, ele pegou um deles também."Comprei por precaução. Eu não sabia o quão ruim a pandemia ficaria".


Daniel Uhlfelder Illustration by João Fazenda


Pouco tempo depois, Uhlfelder, que tem 47 anos, ficou angustiado ao descobrir que a cautela não era universal. "Havia disjuntores de parede a parede na praia"[galera na praia], disse ele. "Eu pensei: o que vou fazer sobre isso?" Sua agenda estava aberta. Primeiro, ele vestiu o traje de pintura e tentou assustar as pessoas da praia. Depois, vestiu o traje e ficou em frente à mansão do governador Ron DeSantis, em Tallahassee, para protestar contra a abertura das praias da Flórida; dois dias depois, ele pediu uma liminar contra o DeSantis.

Muitas praias do estado foram fechadas por condados, mas algumas começaram a reabrir este mês - muito cedo, na visão de Uhlfelder. Ele queria acelerar seu jogo como ativista (nos últimos anos, ele discutiu com um vizinho, Mike Huckabee, sobre a tentativa de privatizar o acesso à praia), então ele comprou uma fantasia de Grim Reaper do Walmart.com. "Mas não parecia o verdadeiro Grim Reaper", disse ele. Ele pediu a um amigo para fazer dele um traje Reaper personalizado em linho preto. Ele adicionou uma máscara, Ray-Bans e uma foice de plástico. Debaixo da capa, ele veste um maiô e chinelos da Old Navy. "Minha esposa pensou que era demais no começo", disse ele. "Ela pensou que seria ofensivo porque as pessoas estão morrendo". Afinal, a Flórida é conhecida como Sala de Espera de Deus."Mas, uma vez que ela ouviu minha mensagem, ela ficou de bem com isso".

Irritado com a recusa de DeSantis em fechar as praias da Flórida em todo o estado e também com suas táticas ofuscantes (quando Uhlfelder fez uma solicitação de registros públicos para "todo e qualquer" documento relacionado ao coronavírus, ele recebeu uma conta de 51 mil dólares), Uhlfelder passou três dias caminhando pelas praias com seu equipamento Grim Reaper. Ele adota uma abordagem discreta; em vez de gritar com a multidão esparramada na areia, ele se envolve em uma conversa ponderada com quem se aproxima dele. Para os hecklers [faladores], ele educadamente diz: "Até breve".



@NewYorker 











"Eu não sou liberal", disse Uhlfelder, por telefone de seu escritório. (Ele costumava ser republicano.) "Estou no meio da estrada; Eu sou lógico. A parte mais desafiadora de sua cruzada é conversar com empresários locais preocupados em como alimentar seus filhos com tudo fechado. Recentemente, ele perguntou a um desses proprietários: "E se o governo garantisse seu pagamento por dois ou três meses se você ficasse em casa?" O homem disse que parecia ótimo. "Mas o governo não está fazendo isso", disse Uhlfelder. "Não estamos subsidiando." O condado em que ele mora, Walton, atrai cerca de quatro milhões de visitantes por ano, mas não possui os serviços de saúde a condizer. Ainda assim, Uhlfelder estima que menos de 10% das pessoas no condado estão usando máscaras. "Se apenas uma pessoa em Nova Orleans me vê vestida e adia sua viagem, isso é uma vitória", disse ele.

A façanha de Uhlfelder fez dele um imã de publicidade e um objeto de sarcasmo. "Estou recebendo ligações más e desagradáveis", disse ele. "As pessoas estão me enviando e-mail, ligando para o meu trabalho, enviando mensagens pelo Facebook, enviando tweets para mim". Algumas das mensagens são anti-semitas. "Ser judeu no sul não é fácil", disse ele. As respostas no Twitter variam de "Amei você, escrito em caixa alta" e "Bem-vindo a ser negro em público" a "se parece com a campanha de Joe Biden", "A única Corona naquela praia tem um limão nela" e "Karen tem falado."

Uhlfelder anunciou recentemente que sua Grim Reaper Tour o levará a Jacksonville, Clearwater e outras praias da Flórida que foram reabertas, onde ele certamente será um alvo. "Meu avô escapou da Alemanha nazista quando adolescente. Toda a sua família foi incinerada em câmaras de gás", afirmou. "Sempre esteve enraizado na minha cabeça: 'Você pode sentar e reclamar, mas o que você vai fazer sobre isso?' Ele acrescentou: "Ninguém revida. É por isso que nós perdemos".


E ele se preocupa com o fato de seu machado assustar as crianças? "Eu não estou vestindo a fantasia à noite", ressaltou. "E eu não estou em Michigan com uma pistola e numa armação tática. Essas pessoas são assustadoras".

Fonte The New Yorker

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Situação das emissoras no Brasil cataclísMICO

Band
Após presidente da Caixa dizer na reunião ministerial que Band pediu dinheiro Datena surta ao vivo e Jornal da Band muda o editorial.

SBT
Também conhecido como Sistema Bolsonarista de Televisão, deixou de apresentar o SBT Brasil no último sábado. Versões afirmam que Bolsonaro teria pedido para SS pedir para seu editorial pegar leve com a reunião ministerial do dia 22 de Abril. Há também quem observe motim dentro do jornalismo do SBT, onde cansados de passar pano para o governo, editorial não teria subido.

Globo
Eternamente golpista foca 24 h de sua programação na figura Bolsonaro deixando fora dos holofotes o entreguista Paulo Guedes, homem que serve ao deus Mercado e beneficiário de figuras do seu interesse, assim como os do próprio Grupo.

Record
Editorial 100% comprometido com o governo. Apresenta 10% da pandemia em relação à sua principal concorrente. Enfrenta saia justa com choro ao vivo da então apresentadora e âncora Adriana Araújo pelo fato de ver dia a dia casos crescentes do coronavírus e ao mesmo tempo seus diretores tratando tudo com pouca relevância. O ápice foi no dia em que a cidade de Manaus alcançou internações e mortes catastróficas e contrariada não pode noticiar de forma isenta.
Confirmando seu papel histórico no negacionismo bolsonariano da pandemia do coronavírus a emissora chama para sua madrugada, longe dos twiteiros de plantão (sic), os doutores Anthony Wong e Nise Yamaguchi, profissionais que remam na contramão de toda a ciência em todo o planeta.


Sem mais.



quarta-feira, 20 de maio de 2020

#SleepingGiantsBrasil



No último domingo 17, subiu o perfil Sleeping Giants Brasil no Twitter. A conta chega seguindo a linha da 
Sleeping Giants desmonetizando sites mentirosos propagadores de fake news e informações preconceituosas.

Segundo matéria do El País tal ação já deixou sem publicidade sites de fake news nos Estados Unidos e também na Europa, ao ponto do seu fundador Matt Rivitz já ter sido vítima de ameaças de morte.



A tática de guerra é arrojada, quando uma empresa faz um anúncio no Google Ads, por exemplo, existe a opção "Anúncios de texto na Rede Display" onde tal anúncio será vinculado pelo buscador em alguns entre os milhares de sites, blogs ou portais nos quais jamais o anunciante imagine.

Então entra a colaboração das pessoas que detectam anúncios de empresas em sites que propagam fake news, tais colaboradores postam prints no Twitter marcando o @slpng_giants_pt .
#SleepingGiantsBrasil irá informar tal empresa de que sua marca está vinculada a uma notícia mentirosa ou preconceituosa e esses mesmos colaboradores também cobrarão publicamente a retirada do anúncio.

Diferente da tática de boicote muito solicitada por ativistas em redes sociais contra marcas e empresa que financiam o ódio e o extremismo online, a desmonetização de quem pulveriza isso se mostra bem mais promissora.

"Estou bastante cansado depois de quatro anos lutando contra a corrente, mas acredito que vale a pena e seguiremos na primeira linha de ação quando a pandemia passar para segundo plano" - diz o fundador.



Mais sobre o assunto:

https://brasil.elpais.com/icon/2020-05-17/o-homem-que-arruinou-a-extrema-direita-nos-eua.html

https://brasil.elpais.com/brasil/2020-05-20/movimento-expoe-empresas-do-brasil-que-financiam-via-publicidade-sites-de-extrema-direita-e-que-propagam-noticias-falsas.html?ssm=FB_CC&fbclid=IwAR2RJ2EIn45nRZiGOmlbV0u6RZJ_EdxnrNnzLrrwUJyEPhdIwaLySDsD1vg