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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Trask e Globo

X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido (no original, X-Men: Days of Future Past) é um filme de ficção científica de 2014, produzido e dirigido por Bryan Singer e distribuído pela 20th Century Fox. 

É o sétimo filme baseado nos super-heróis X-Men da Marvel Comics, servindo como uma continuação tanto de X-Men: The Last Stand (2006) quanto de X-Men: First Class (2011). O enredo, inspirado na saga "Dias de um Futuro Esquecido" (1981), por Chris Claremont e John Byrne. 

A trama se passa em dois períodos de tempo, com Wolverine viajando no tempo para 1973 tentando impedir um futuro distópico onde os mutantes foram exterminados pelos robôs Sentinelas. 




Vivemos dias em que Globo/Justiça podem tudo, caçam pessoas, partidos, presidentes, blogs, blogueiros...

E não é só aqui no Brasil é literalmente global, são os tentáculos do Império.
Na Argentina no último dia (29) o Aécio Neves argentino eleito com a força do Clarín, cancelou o sinal da Telesur. Tornando notório o que significa Ditadura na cartilha de Washingnton; 'Ditadura é toda ação enérgica tomada contra quem segue a cartilha, nunca ao contrário'.

Voltando para o filme, o cientista Bolivar Trask seria o espectro a não ser destruído, voltaram ao passado para isso.

Caso ele fosse destruído por Mutantes a retalhação seria infinitamente mais intensa e robôs Sentinelas não ofereceriam chances aos Mutantes do presente os quais seriam dizimados.

Não vou entrar em maiores detalhes aqui da situação das Organizações Globo quando o presidente Lula subiu a rampa pela primeira vez...

Poderia...

Mas creio que Deus sabe de todas as coisas.
Quem ou o que representaria os robôs Sentinelas nos dias de hoje, na iminência de um golpe?




segunda-feira, 8 de junho de 2015

De Chateaubriand a Marinho

Até meados do século passado, ainda prevalecia certa privacidade na artesanal mídia impressa do país. Levantamento do Departamento Nacional de Estatísticas, de 1931, registrou a existência de 2.959 jornais e revistas - sendo 524 no Rio de Janeiro e 702 em São Paulo. Não havia veículos de expressão nacional num território de dimensões continentais. Os jornais pertenciam às pequenas empresas.

No início do rádio, nos anos 1920, a pulverização também dominou. Aos poucos aproveitando-se da ausência de normas restritivas à propriedade cruzada, alguns donos de jornais adquiriram rádios e montaram departamentos de publicidade.

"Na proporção e no ritmo em que se desenvolvem as relações capitalistas, desenvolveu-se a empresa jornalística", explica Sodré.

A ascensão dos Diários Associados marca o colapso da fase concorrencial. Assis Chateaubriand será o primeiro barão da mídia no país. Ele ingressa no setor com a compra do pequeno O Jornal do Rio de Janeiro, em 1924.

Utilizando-se de brechas legais e com seus métodos agressivos da chantagem e do jornalismo denuncista, ele rapidamente prosperou. Em 1959, Chatô já era dono do maior império jornalístico da América Latina, com 40 jornais e revistas, mais de 20 estações de rádio, uma dezena de emissoras de televisão, uma agência de notícias e outra de publicidade - "além de um castelo na Normandia, nove fazendas espalhadas por quatro estados, de indústrias químicas e laboratórios farmacêuticos", segundo balanço do Atlas da Fundação Getúlio Vargas.

A ausência de "herdeiros legítimos" e, principalmente, o golpe militar de 1964 abalaram o poder dos Diários Associados.

Chatô é desbancado pelas Organizações Globo, que passam a deter a total hegemonia até os dias atuais.

Irineu Marinho também estreou num jornal, A Noite, fundado em 1911. A partir dos anos 20, o grupo estendeu os seus tentáculos às rádios. Mas a sua ascensão ocorre, de fato, com a criação da TV Globo, em 1965.

Ela é beneficiada pela ditadura militar, que ergue toda a estrutura de telecomunicações para garantir a "segurança nacional". O regime militar também foi cúmplice de várias negociatas do grupo, como na obscura associação com a multinacional estadunidense Time-Life, o que era proibido pela legislação em vigor.

A ditadura cristaliza a concentração da mídia. "O projeto de integração nacional, perseguido pelo regime militar, adquiriu maternidade nas redes de televisão e encontrou sua melhor tradução no modelo constituído pela Rede Globo. Ao longo de quase quatro décadas, enquanto expandiam-se país adentro, com a patriótica missão que lhes foi atribuída, as redes de tevê aberta forjaram um mapa do Brasil baseado nos interesses políticos e comerciais privados dos seus proprietários...

O resultado foi a criação de um Brasil refém das grandes empresas da mídia, imunes a qualquer forma de controle público, comandadas de forma vertical e sustentadas em alianças regionais que reproduzem e amplificam ideias, concepções e valores para 170 milhões de habitantes.


Foto: @1lxndr