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domingo, 6 de agosto de 2017

Não estrague o seu dia!

BOM DIA BRASIL?


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Para advogado, derrota de Kamel em ação contra ex-editor do JN é referência importante

Marco Aurélio Mello é um dos blogueiros de quem o executivo da Globo cobra indenização por "danos morais". Para advogado, ao julgar pedido improcedente, TJ cria referência em favor do jornalismo independente



Imagem da RBA



O jornalista Marco Aurélio Mello conseguiu uma importante vitória para a liberdade de expressão no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Em decisão unânime, os desembargadores da 10ª Vara Cível consideraram improcedente pedido de indenização por danos morais em processo movido pelo diretor-geral de Jornalismo da Rede Globo de Televisão, Ali Ahmad Kamel Harfouche. Em ação iniciada em 2013, Kamel pleiteou, sem sucesso, o pagamento de R$ 30 mil por se considerar ofendido por textos publicados por Mello em seu blog DoLadoDeLá.

Marco Aurélio Mello tem larga experiência em televisão e foi por 12 anos funcionário da Globo, até ser demitido, em março de 2007, depois de ocupar por quatro anos a função de editor de Economia do Jornal Nacional. Na casa, trabalhou também como editor no Jornal da Globo e do Bom dia Brasil. Mello fez parte do grupo de jornalistas que se recusou a firmar abaixo-assinado que circulou na emissora em defesa da conduta do jornalismo global nas eleições presidenciais do ano anterior.

O diretor-geral de Jornalismo da empresa reclama em seu processo considerar-se ofendido moralmente pelo fato de o "réu" ter escrito no blog, já desativado, que Kamel manipulava as notícias de forma inescrupulosa e desonesta, além de assediar moralmente os subordinados, grampear telefones e invadir e-mails.

O conteúdo crítico ao jornalismo dirigido por Kamel esteve também presente, sobretudo, após as eleições de 2006, em textos de outros jornalistas que passaram a adotar a internet como veículo de informação independente, como Rodrigo Vianna (Blog Escrevinhador), Luiz Carlos Azenha (Viomundo), Paulo Henrique Amorim (Conversa Afiada), Luis Nassif (Jornal GGN) – todos são alvos de processos movidos por Ali Kamel. Em seu despacho, o desembargador Celso Luiz de Matos Peres assinala que o executivo da Globo é "demandante contumaz na seara da reparação moral" em pleitos dirigidos em face de blogueiros e jornalistas, que a partir de 2009 teriam iniciado uma "campanha difamatória" contra ele. "Pretensão autoral manifestamente improcedente", afirma o acórdão.

A decisão, proferida no último dia 25, segue o relatório do desembargador Celso Luiz de Matos Peres, e anula a de primeira instância, que acolhia o pedido de Ali Kamel. Segundo o advogado de defesa de Mello, Vitor Cardoso, a unanimidade alcançada no colegiado do TJ dificultará a revisão da sentença em instâncias superiores e pode representar uma importante vitória em para o exercício da liberdade de expressão e o exercício da crítica, contra a judicialização do debate político.

"O texto do acórdão relatado pelo desembargador revela uma decisão muito consistente tecnicamente. O desembargador demonstrou ter dado importância de fato ao processo, com muito conhecimento do que está nos autos e também com a realização de pesquisas por conta própria", diz Cardoso.

O relatório cita que tanto Mello como Kamel são jornalistas conhecidos e respeitados nos meios de comunicação e observa que Kamel também divulga opiniões e trabalhos como escritor. Depois de citar diversas obras do diretor da Globo, o desembargador Matos Peres afirma: "Percebe-se, portanto, que como jornalista e escritor, o autor (Kamel) bem sabe da necessidade da construção de um pensamento crítico a respeito das questões da sociedade e o quanto é saudável para a população poder confrontar opiniões e posicionar-se em tal ou qual sentido justamente em função desse direito constitucional de liberdade de expressão e de imprensa".

Ao elogiar o acórdão da segunda instância, o advogado avalia com ponderação a decisão de primeira instância que havia acolhido o argumento do diretor da Globo. "Os processos envolvendo as empresas de mídia não são fáceis porque existe uma cultura propagada por elas próprias na sociedade de que são isentas e não têm posição política e ideológica. Nem sempre a sociedade percebe que isso é um mito. Há uma uma geração de juízes formados sob essa cultura e a primeira instância não tem culpa de acreditar em algo que a própria imprensa cultiva", analisa Cardoso. "Judicializar a luta e o debate político deseduca. Não existe mídia isenta, e caberia ao atores da mídia assumir que têm lado e posição, e chamar a atenção para e existência do contraditório é serve até para que não prospere a autoproclamação de isenção dos que não são isentos."

Em seu relatório, o desembargador menciona uma "seção especial" em que a página de Ali Kamel na internet lista "ações" de blogueiros que, a partir de 2009 teriam iniciado campanha difamatória, "todos jornalistas, assim como o apelado, ao estilo de uma verdadeira Teoria da Conspiração, não se podendo, contudo, classificar todos os posts, em bloco, como difamadores, devendo cada conduta ser analisada isoladamente", pondera o magistrado para então considerar "não haver qualquer possibilidade de acolhimento da pretensão autoral, tendo em vista que pretende o autor reprimir o conteúdo da publicação de autoria do réu, tão-somente porque inserido num cenário de crítica, seja contra seu atual empregador, seja contra a própria figura do demandante como diretor jornalístico de uma das maiores redes de TV, não podendo se extrair efetivo dano experimentado pelo apelado, nem mesmo grave constrangimento decorrente dos termos utilizados pelo réu no texto impugnado, a justificar a condenação ao pagamento de indenização a título de reparação moral".

Em sua conclusão, ao negar pedido de indenização de Kamel e reconhecer a atuação de Mello como manifestação do livre exercício do direito de expressão e manifestação do pensamento, amparado na Constituição, o desembargador anota: "A situação fática pode ser classificada como mero dissabor, até porque o autor também é jornalista e como tal também expressa opiniões polêmicas em suas publicações. Assim, a sentença de primeiro grau merece reparo, impondo-se a total improcedência do pleito autoral".

O advogado Vitor Cardoso considera que se as empresas de comunicação assumissem sua parcialidade – em função dos interesses políticos e econômicos em jogo – seriam mais coerentes com a credibilidade que o negócio da comunicação exige. "O problema é que a multiparciliadade das narrativas põe em xeque essa credibilidade, o que passa a ser visto pelas empresas como risco de prejuízos comerciais. O contraponto político não só é saudável como também cria um incômodo comercial. Daí a judicialização do debate político e da exposição do contraditório."


Para o jornalista Marco Aurélio Mello, hoje gestor de conteúdo na TVT, a decisão abre um precedente importante "para reverter dezenas de outras ações que tentam calar jornalistas independentes" em todo o país. "Por esta razão, mais do que uma vitória pessoal, considero um passo importante para a garantia de um direito consagrado em nossa Constituição Federal." 

Fonte: redebrasilatual.com.br



Saiba mais

revistaforum.com.br
viomundo.com.br
conversaafiada.com.br




quinta-feira, 22 de outubro de 2015



Dentro do padrão Globo de comunicação um jornalismo anti-nacional e marrom é somente parte, 
até tônica, da massagem oferecida à mente cansada do trabalhador.
Nesse coadunam agentes culturais/midiotizadores, os quais servem como espeque numa atmosfera terrorista.

domingo, 12 de julho de 2015

Willian Waack e jornalismo global sem rumo no Pan

Não tô entendendo a Globo, tudo bem que por a emissora não ter os direitos de transmissão dos Jogos Pan-Americanos de Toronto não estão repercutindo, mas colocar um Willian Waack, numa noite de Sábado, no último jornal, deprimido falando disso...

Ilustração @1lxndr


Como a emissora que puxa a corda o PIG ficou de fora dessa, mais uma vez, quase ninguém ficou sabendo bem da dinâmica dos Jogos e, quem e quais atletas brasileiros foram para o Canadá, veja aqui e aqui.

Mal ficou conhecido o mascote pelos brasileiros...

Imagem da internet


Mas vamos às lamentações globais...


Sem transmissão do Pan, Globo diz que tem "limitações no uso de imagens"

A Globo utilizou somente fotos para informar o telespectador sobre o primeiro dia dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá. O evento começou oficialmente nesta sexta-feira (10).

A emissora explicou que “não possui os direitos de transmissão”, e que, por isso, “tem limitações no uso de imagens”. “A TV Globo não tem os direitos de transmissão do Pan de Toronto, e, por isso, tem limitações no uso de imagens. Mas não deixaremos de acompanhar de perto com as nossas equipes no Canadá o desempenho e a conquista de medalhas dos atletas brasileiros e os principais momentos do evento”, narrou William Waack durante o “Jornal Nacional” deste sábado (11).

A Globo optou pelo uso das fotos, sem crédito, mas poderia ter solicitado as imagens que são cedidas pela concorrente Record, a emissora que detém os direitos de transmissão do Pan de Toronto no Brasil, assim como o SBT fez durante a realização dos seus telejornais.

A emissora de Edir Macedo já havia transmitido os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011, com exclusividade na TV aberta.

Na época, Honorilton Gonçalves, então vice-presidente artístico e de programação da Record, se queixou da estratégia utilizada pela Globo, que, segundo ele, “escondeu” o Pan com quase nenhum destaque em sua programação.

“Infelizmente, quem saiu prejudicado foi o público que assiste à Globo. A Globo não escondeu o Pan, a Globo escondeu o Brasil. Como uma emissora do tamanho da Globo praticamente ignora o talento e o esforço dos nossos atletas, as conquistas das medalhas de ouro, os recordes pan-americanos, o hino nacional. Tudo foi simplesmente omitido pela Globo por puro orgulho. Foi como me lembraram esta semana. Em 2007, a Globo mobilizou centenas de profissionais para exibir o Pan do Rio. Quer dizer que agora, quatro anos depois, o Pan simplesmente deixou de ter importância? Estranho, né? Acho que a postura da Globo com um dos maiores eventos esportivos do mundo foi um desrespeito aos seus telespectadores. Imagino o que mais ela deve esconder nos seus noticiários”, disse ele, em entrevista a Mauricio Stycer, colunista do UOL.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

FOX COMEÇA A TIRAR EXCLUSIVIDADE DA GLOBO NO FUTEBOL

Gravura de Richard Hodge


Fox acaba com a farra da Rede Globo no futebol Brasileiro, a batalha nos bastidores está começando e agora é pra valer!
Edu Zebini quando trabalhava no Departamento de Esportes da Record, foi quem conquistou direitos de transmissão das Olimpíadas, Jogos Pan-americanos e da Champions League, deixando a Globo na poeira, foi com a cara e a coragem e falou com as pessoas certas, quando a Globo percebeu já tinha levado a bola no meio das pernas… hoje está na Fox, e é quem traça a estratégia da emissora para enfrentar e desbancar a ‘toda poderosa’.

A Fox transmitiu com exclusividade o jogo do Corinthians na Libertadores, às 20h, bem diferente da Globo que insiste em marcar para às 22h, pouco se importando com o torcedor e sua logística.

Tudo estava muito tranquilo para a TV Globo e os canais Sportv até 2011. Desde 1995 no mercado Latino, a empresa do bilionário Australiano Rupert Murdoch, não incomodava, conseguiram comprar os direitos de transmissão dos principais torneios das Américas e do mundo, foi assim que atropelou a Globo e se tornou ‘dona’ da Libertadores e da Sul-Americana, em 2011.

Resolveu impor os seus direitos que agora possui da transmissão dos jogos, na confecção da tabela exigiu, exclusividade em dois jogos do Corinthians, com isso a Globo foi surpreendida, pois, assim como o Flamengo, são os principais carros chefes da emissora nas transmissões do futebol. A ideia é mostrar sempre que possível, as partidas dos dois, sem a concorrência da até então “toda poderosa”.

“A televisão é hoje o principal faturamento, sem o qual os clubes não sobrevivem” é quem dá publicidade e transmite os jogos (se referindo a TV Globo). “Corinthians e Flamengo são times. O resto é merrrrrda”!
As revelações da paixão Global por Corinthians e Flamengo foi divulgada ano passado pelo então vice-presidente do Grêmio, Nestor Hein.

“Estou dando essa entrevista porque tô saindo do Grêmio, se fosse continuar como dirigente do clube, provavelmente não levaria a público tais declarações.” Causando ainda mais polêmica, sem nenhum constrangimento, antes de sua saída.

A Globo ainda tentou se proteger da exigência de exclusividade da agora, sua principal concorrente, tentando colocar também os canais Sportv junto com a Fox Sports nas partidas do Corinthians, não conseguiu, seu Depto. Jurídico teve que admitir e aceitar a derrota da emissora.
Foi assim que Danúbio x Corinthians e Corinthians x San Lorenzo deixaram a quarta-feira, dia reservado às transmissões da Globo e passaram para terça-feira, dia 17 deste mês e para a quinta-feira, 16 de abril.

A expectativa foi grande em relação ao jogo do Corinthians, no Uruguai, a Fox Sports comemorou o êxito, o resultado foi marcante e expressivo, de acordo com o Ibope, foram 7,03 pontos. Entre as ‘tevês’ a cabo ficou em primeiro disparado das 20 às 22 horas, entre as abertas, só ficou atrás da Globo, passou todas as outras, suas imagens chegaram a 1,6 milhão de residências no País, no público A e B, fatia mais disputada pelo mercado publicitário, ficou encostada na Globo, tendo a segunda maior audiência do ano entre todos os canais a cabo, muito mais que os números dos jogos da ‘Champions League’ que no mesmo dia, à tarde, Atlético de Madrid eliminou o Bayer Leverkusen nas oitavas, a transmissão não chegou à metade da audiência do Corinthians.

Em 2015, a partida mostrada pela Fox Sports só ficou atrás do filme Capitão América 2, o Soldado Invernal, mostrado pelo Telecine, isso porque o canal estava em promoção com sinal aberto a todos assinantes, mesmo os que não pagam especificamente para assisti-lo, resultado histórico e muito comemorado.

A Fox Sports promete repetir a dose, usar o Corinthians x San Lorenzo, no Itaquerão, a Globo desejava também mostrar essa partida, não queria Danúbio x São Paulo, no dia anterior, dia 14 de abril, não conseguiu, tendo que se contentar com mais essa vitória da Fox.

A Globo sentiu o baque, não esperava por essa, mas, por enquanto estão aliviados! Pois nesse ano, não há possibilidade de nenhuma partida do Corinthians nos ‘mata-matas’ ter a exclusividade da concorrente o que não é garantido para o próximo ano.

A Fox gostou da experiência, e caso o Corinthians se classifique para a Libertadores de 2016, a situação para a Globo pode até piorar, se a dona dos direitos de transmissão exigirem exclusividade do Corinthians, inclusive nos mata-matas, não haverá o que fazer.

Com o respaldo de centenas de milhões de dólares, a postura da Fox Sports é bem diferente, por exemplo, da Bandeirantes que aceita as imposições e mostra os jogos que a Globo permite, pois paga entre 10% e 20% do que a Globo banca, com isso fica sem direito a exigir nada.

Até a programação diária da nova concorrente tem atrapalhado a emissora, o programa de debates ‘Fox Sports Radio’ forçou o fim do ‘Arena’, depois de 12 anos, o Sportv criou o ‘Seleção’, antecipando seu espaço de conversas sobre futebol também para as 13 horas, assim como o rival. Mas apesar disso perdeu a disputa na estreia. A Fox teve 0,22 de audiência, contra o Bate Bola da ESPN Brasil, que teve 0,17, e o ‘Seleção’, ficou com 0,10.

Revoltada com o tradicional domínio “caseiro” sobre o Corinthians, a Globo reagiu como pôde, sacrificando o time, não aceitando a antecipação do jogo contra o Capivariano, tendo que jogar no domingo, porque a partida tinha transmissão da emissora, assim, o time fará quatro partidas em oito dias: Capivariano, Portuguesa, Penapolense (quinta, 26) e Bragantino (domingo, 29), maratona absurda que pode prejudicar o clube, na Libertadores (Lembrando que a FPF forçou a inscrição de apenas 28 atletas para que nenhuma equipe escalasse só ‘reservas’ para seus jogos).

A “Toda Poderosa” sentiu o golpe, e mais do que honra, é dinheiro que está em jogo: Ambev, Itaú, Johnson & Johnson, Magazine Luiza, Vivo e Volkswagen juntas representam R$ 1,3 bilhão pelo futebol da emissora. Além da audiência, a Fox Sports está de olho no capital que o principal esporte do país atrai.
A guerra entre Fox Sport e Globo mal começou, pela primeira vez, a emissora que tem o monopólio do futebol neste país desde a Ditadura Militar tem concorrência de “verdade”.

Fonte: intervalodoesporte.com.br