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sábado, 12 de fevereiro de 2022

De técnico da Seleção à luta de camponeses: conheça a história de João Saldanha

Saldanha integrou a "Revolta do Quebra Milho" e foi o responsável por montar o esquadrão considerado como o melhor time de futebol da história

Por EDNILSON VALIA

No Brasil de Fato


Entre 1948 e 1951,‌ camponeses‌ no norte do Paraná ‌desbravava‌m ‌terras‌ ‌que‌ ‌ninguém‌ ‌queria‌, acreditavam ser ‌a‌ ‌parte‌ ‌que‌ ‌lhes‌ ‌cabia‌m ‌no‌ ‌latifúndio.‌ Os "grileiros" exigiram ao governo estadual que o solo fértil não fosse mais dividido e uma cova nem rasa e nem funda fosse dada para quem abrisse boca. 


Esse foi o enredo da Revolta do Quebra-Milho ou Guerrilha de Porecatu, um conflito entre posseiros e "grileiros" com apoio do governo estadual nas margens do Rio Paranapanema, envolvendo as cidades de Centenário do Sul, Guaraci, Jaguapitã, Miraselva e Porecatu, na divisa dos estados do Paraná e de São Paulo.


A luta em Porecatu pode ser considerada uma precursora do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), no final da década de 40 e no início de 50, quando muitas ligas de trabalhadores rurais haviam se organizado.

Reprodução/Twitter "Nem eu escalo o ministério, nem o presidente escala time”, afirmou Saldanha

O Partido Comunista Brasileiro teve um papel crucial no movimento de resistência dos posseiros. Os comunistas atuavam na clandestinidade, o presidente Marechal Eurico Gaspar Dutra cassou o registro do partido em 1947. O apoio do "Partidão" aos camponeses foi alinhado pelo vereador de Londrina (PR), Manoel Jacinto. 


Os integrantes do PCB convenceram os lavradores que o único caminho era a resistência armada. O "Partidão" entendeu ser o momento de militantes experientes dar o suporte necessário em treinamento com armas, logística e estratégia para a resistência armada. 

O militante que faria o contato direto com o comitê central, o camarada João Alves Jobim Saldanha, se fixou na cidade de Londrina como repórter do jornal comunista "Hoje". João Saldanha foi o responsável por montar o esquadrão considerado o melhor time de futebol da história, eleito por Franz Beckenbauer, Bobby Charlton e Vicente Del Bosque, a Seleção Brasileira tricampeã do Mundo em 1970. 

A campanha de João como treinador na Seleção Brasileira foi espetacular, com 100% de aproveitamento nas eliminatórias para o Mundial de 70. Em seis jogos, seis vitórias, marcando 25 gols e não sofrendo nenhum. 

O Brasil vivia sob a presidência de um ditador, Emilio Garrastazu Médici, que pressionava para a convocação do então centroavante do Atlético Mineiro, Dario Maravilha.

Saldanha considerava Médici o maior assassino entre os presidentes militares e, perguntado sobre a polêmica, respondeu: "eu e o presidente temos muitas coisas em comum. Somos gaúchos. Somos gremistas. Gostamos de futebol. E nem eu escalo o ministério, nem o presidente escala time". Oito dias antes de embarcar para o México, João foi demitido. 

Angelo Priori, Doutor em história e professor da pós-graduação da Universidade Estadual de Maringá (UEM), descreveu as responsabilidades de Saldanha em Porecatu: "Organização política dos camponeses, apoio Logístico, organização dos grupos armados e elo dos camponeses com a direção do comitê central".

No início da década de 1940, o estado paranaense proporcionou que pequenos agricultores tomassem posse de parcelas de território, com a promessa de emitir o título de propriedade, caso esses confirmassem a posse efetiva.

Posteriormente, o governador Moisés Lupion incentivou os grileiros a utilizar toda categoria de violência. Mesmo apoiados pela força policial, acreditavam ser preciso ter mais rigidez para expulsar os camponeses das terras e assim contrataram jagunços para realizar o "serviço".

Celestino, cujo nome verdadeiro era José Ferreira de Souza, foi o escolhido para jagunço chefe. Acusado de roubo, despejos violentos, estupros e assassinatos. Celestino cruzou a linha da tolerância dos resistentes. 

O líder da Liga de Lavradores de Jaguapitã, Francisco Bernardo, foi espreitado pelo Departamento de Ordem Social e Política (DOPS) de São Paulo, que alegando o perigo de fuga, quebraram às duas pernas, ferido foi entregue aos jagunços onde foi torturado e morto sob o comando de Celestino. 

João Saldanha percebeu que a situação tomou tal tento entre os camponeses que não haveria tempo para consultar o comitê Central. Os campesinos decidiram o "futuro" de Celestino pelo voto direto. Por 15 votos a favor e 3 abstenções, o assassinato do Jagunço não seria mais discutido.

Celestino, uma vez por mês, ia sozinho à casa de uma amante perto da cidade de Apucarana, a 100 quilômetros de Porecatu.

Os resistentes ficaram de sentinela por três dias. O terceiro dia se despedia e a escuridão da noite os cumprimentava, quando vagarosamente era avistado no horizonte um "caboclo" com todas as feições conhecidas do jagunço chefe. 

Os campesinos decidiram aguardar o clarão do dia para o ataque. O amanhecer não demorou por vir, um "piá", de no máximo quinze anos, deu água ao cavalo, verificou o estribo, a sela e o arreio calmamente, esperando pelo rude montador. 

Celestino surge a frente da casa, se despede, caminha lentamente retirando a rédea da mão do "piá". No primeiro trote do cavalo, Martinzão do grupo dos resistentes deu dois tiros, o animal caiu, o garoto correu e Celestino recebeu dezenas de tiros.

João Saldanha junto aos "guerrilheiros de Porecatu" transportaram o corpo de Celestino da cidade de Apucarana ao cruzeiro que separava as cidades de Porecatu e Centenário do Sul, pendurando o morto junto a uma faixa escrita: morte aos jagunços. 

A repercussão da disputa na mídia causou um desgaste público e o poder estadual foi obrigado a elaborar um acordo. O governo do Paraná estava sob nova administração, a do ex-deputado Bento Munhoz. 

O professor Priori revelou como o político encaminhou a proposta para o fim da "Revolta": "Em 15 de março de 1951, Munhoz instituiu uma tal de Comissão de Terras e sugeriu a transferência dos lavradores. Munhoz também usou das forças da polícia política e da Polícia militar, com o apoio do exército, para fazer a limpeza da área, ou seja, a expulsão dos posseantes".

A resolução do impasse no norte paranaense progrediu devido à participação dos líderes do PCB: "Sei que meu pai participou dessa articulação. Considerando que havia sincronia no pensar e nas opiniões entre eles (Manoel e Saldanha)", concluiu Elza Correia, filha de Manoel Jacinto.

João Saldanha, conhecido no jornalismo pela capacidade de síntese em situações mais improváveis, definiu a "Revolta do Quebra Milho” na entrevista dada a “Folha de Londrina": "O único movimento de luta armada vitorioso no Brasil".



As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

MAIS QUE UM JOGO – O lugar do posicionamento político no futebol

Debate-se muito se clubes de futebol e suas torcidas carregam ou não pensamento político e ideológico. Há casos em que as atitudes das torcidas são refletidas na visão de mundo de dirigentes das instituições. Em 2017, O presidente da Lazio, tradicional clube italiano, convocou torcedores a visitarem o local do antigo campo de concentração de Auschwitz, como medida educativa após a Irriducibili, torcida mais famosa da Lazio e conhecida por suas afiliações nazi-fascistas, colar adesivos com uma montagem de Anne Frank (jovem de origem judia assassinada na 2ª Guerra Mundial) vestida com camiseta da Roma, em uma tentativa de "provocar" os rivais. A tentativa do presidente Claudio Lotito de educar os torcedores terminou sendo um pouco ingênua, já que essa parcela dos torcedores laziale é consciente dos horrores do Holocausto e leva o ódio ao povo judeu e a minorias para seus cantos e faixas nas arquibancadas.

Adesivo de Anne Frank com camiseta da Roma. | Foto: Reprodução


Em outros casos, há times de bairro como o espanhol Rayo Vallecano, que tem sua torcida formada por moradores do bairro de Vallecas, em Madrid, um barrio obrero, ou seja, de trabalhadores. Uma localidade que viveu a Guerra Civil Espanhola quando tropas do então presidente italiano Benito Mussolini, em apoio ao general Francisco Franco, atacou o bairro, o qual tinha forte atuação da A Confederação Nacional do Trabalho (CNT) (em espanhol, Confederación Nacional del Trabajo) e da Federação Anarquista Ibérica. Este contexto histórico, em que sindicatos e organizações trabalhistas espanholas são de esquerda – e combativos, é que marcam a personalidade do bairro, do seu povo e também da torcida do Rayo – clube que recentemente expulsou o atacante ucraniano Roman Zozulya por desconfiança que o mesmo teria ligações com organizações da extrema-direita em seu país.

Outro exemplo de clube com posicionamento político bem definido é o alemão St. Pauli, hoje amplamente reconhecido como um dos times mais à esquerda no planeta. Esse discurso teve início na década de 1980, com a aproximação dos moradores dos subúrbios de Hamburgo com o clube: estas pessoas eram ligadas às ocupações por moradia existentes na cidade e, inclusive, diz-se que nestes locais e momento histórico surgiu a prática da tática conhecida como black block. Esses moradores das ocupações nos subúrbios começaram a compor as arquibancadas do clube e levar novidades no modo de torcer. Hoje, o St. Pauli abriga refugiados, já teve o primeiro presidente declaradamente homossexual de um clube de futebol e se posiciona amplamente contra a homofobia, o racismo e a xenofobia, coisa que poucas outras instituições do meio do futebol fazem.

Faixa na torcida do St. Pauli com os dizeres: “Vamos lutar contra o racismo e o ‘orgulho branco’. | Foto: Reprodução


Fica claro que a maioria dos clubes não se posiciona politicamente, mas as torcidas são compostas por pessoas com os mais variados pensamentos, sendo difícil taxar ideologicamente os grupos que compõem um clube. Ainda que alguns países, como Itália, Espanha e Alemanha, tenham tradição em clubes e torcidas com lados bem marcados, a falta de um posicionamento por parte das instituições faz com que várias demandas populares fiquem do lado de fora dos estádios e arenas. A falta de políticas para ingressos a preços acessíveis, bem como o escanteamento das mulheres dentro do futebol como um todo, são exemplos de temas que deveriam ser trabalhados por todos os clubes, independentemente de posicionamentos políticos.

Movimento Grêmio Antifascista

Fonte: Repórter Popular

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Nessa Copa vamos torcer para...


Que a Caixa continue 100% pública.

Que o Banco do Brasil não seja privatizado.

Que a esquerda vença e o petróleo volte para o Brasil.

...
















P.S - Nessa camisa foi mantido o logo de uma das Teles, uma dessas campeãs de reclamações, para que apoiadores de políticas entreguistas pensem um pouco.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

FOX COMEÇA A TIRAR EXCLUSIVIDADE DA GLOBO NO FUTEBOL

Gravura de Richard Hodge


Fox acaba com a farra da Rede Globo no futebol Brasileiro, a batalha nos bastidores está começando e agora é pra valer!
Edu Zebini quando trabalhava no Departamento de Esportes da Record, foi quem conquistou direitos de transmissão das Olimpíadas, Jogos Pan-americanos e da Champions League, deixando a Globo na poeira, foi com a cara e a coragem e falou com as pessoas certas, quando a Globo percebeu já tinha levado a bola no meio das pernas… hoje está na Fox, e é quem traça a estratégia da emissora para enfrentar e desbancar a ‘toda poderosa’.

A Fox transmitiu com exclusividade o jogo do Corinthians na Libertadores, às 20h, bem diferente da Globo que insiste em marcar para às 22h, pouco se importando com o torcedor e sua logística.

Tudo estava muito tranquilo para a TV Globo e os canais Sportv até 2011. Desde 1995 no mercado Latino, a empresa do bilionário Australiano Rupert Murdoch, não incomodava, conseguiram comprar os direitos de transmissão dos principais torneios das Américas e do mundo, foi assim que atropelou a Globo e se tornou ‘dona’ da Libertadores e da Sul-Americana, em 2011.

Resolveu impor os seus direitos que agora possui da transmissão dos jogos, na confecção da tabela exigiu, exclusividade em dois jogos do Corinthians, com isso a Globo foi surpreendida, pois, assim como o Flamengo, são os principais carros chefes da emissora nas transmissões do futebol. A ideia é mostrar sempre que possível, as partidas dos dois, sem a concorrência da até então “toda poderosa”.

“A televisão é hoje o principal faturamento, sem o qual os clubes não sobrevivem” é quem dá publicidade e transmite os jogos (se referindo a TV Globo). “Corinthians e Flamengo são times. O resto é merrrrrda”!
As revelações da paixão Global por Corinthians e Flamengo foi divulgada ano passado pelo então vice-presidente do Grêmio, Nestor Hein.

“Estou dando essa entrevista porque tô saindo do Grêmio, se fosse continuar como dirigente do clube, provavelmente não levaria a público tais declarações.” Causando ainda mais polêmica, sem nenhum constrangimento, antes de sua saída.

A Globo ainda tentou se proteger da exigência de exclusividade da agora, sua principal concorrente, tentando colocar também os canais Sportv junto com a Fox Sports nas partidas do Corinthians, não conseguiu, seu Depto. Jurídico teve que admitir e aceitar a derrota da emissora.
Foi assim que Danúbio x Corinthians e Corinthians x San Lorenzo deixaram a quarta-feira, dia reservado às transmissões da Globo e passaram para terça-feira, dia 17 deste mês e para a quinta-feira, 16 de abril.

A expectativa foi grande em relação ao jogo do Corinthians, no Uruguai, a Fox Sports comemorou o êxito, o resultado foi marcante e expressivo, de acordo com o Ibope, foram 7,03 pontos. Entre as ‘tevês’ a cabo ficou em primeiro disparado das 20 às 22 horas, entre as abertas, só ficou atrás da Globo, passou todas as outras, suas imagens chegaram a 1,6 milhão de residências no País, no público A e B, fatia mais disputada pelo mercado publicitário, ficou encostada na Globo, tendo a segunda maior audiência do ano entre todos os canais a cabo, muito mais que os números dos jogos da ‘Champions League’ que no mesmo dia, à tarde, Atlético de Madrid eliminou o Bayer Leverkusen nas oitavas, a transmissão não chegou à metade da audiência do Corinthians.

Em 2015, a partida mostrada pela Fox Sports só ficou atrás do filme Capitão América 2, o Soldado Invernal, mostrado pelo Telecine, isso porque o canal estava em promoção com sinal aberto a todos assinantes, mesmo os que não pagam especificamente para assisti-lo, resultado histórico e muito comemorado.

A Fox Sports promete repetir a dose, usar o Corinthians x San Lorenzo, no Itaquerão, a Globo desejava também mostrar essa partida, não queria Danúbio x São Paulo, no dia anterior, dia 14 de abril, não conseguiu, tendo que se contentar com mais essa vitória da Fox.

A Globo sentiu o baque, não esperava por essa, mas, por enquanto estão aliviados! Pois nesse ano, não há possibilidade de nenhuma partida do Corinthians nos ‘mata-matas’ ter a exclusividade da concorrente o que não é garantido para o próximo ano.

A Fox gostou da experiência, e caso o Corinthians se classifique para a Libertadores de 2016, a situação para a Globo pode até piorar, se a dona dos direitos de transmissão exigirem exclusividade do Corinthians, inclusive nos mata-matas, não haverá o que fazer.

Com o respaldo de centenas de milhões de dólares, a postura da Fox Sports é bem diferente, por exemplo, da Bandeirantes que aceita as imposições e mostra os jogos que a Globo permite, pois paga entre 10% e 20% do que a Globo banca, com isso fica sem direito a exigir nada.

Até a programação diária da nova concorrente tem atrapalhado a emissora, o programa de debates ‘Fox Sports Radio’ forçou o fim do ‘Arena’, depois de 12 anos, o Sportv criou o ‘Seleção’, antecipando seu espaço de conversas sobre futebol também para as 13 horas, assim como o rival. Mas apesar disso perdeu a disputa na estreia. A Fox teve 0,22 de audiência, contra o Bate Bola da ESPN Brasil, que teve 0,17, e o ‘Seleção’, ficou com 0,10.

Revoltada com o tradicional domínio “caseiro” sobre o Corinthians, a Globo reagiu como pôde, sacrificando o time, não aceitando a antecipação do jogo contra o Capivariano, tendo que jogar no domingo, porque a partida tinha transmissão da emissora, assim, o time fará quatro partidas em oito dias: Capivariano, Portuguesa, Penapolense (quinta, 26) e Bragantino (domingo, 29), maratona absurda que pode prejudicar o clube, na Libertadores (Lembrando que a FPF forçou a inscrição de apenas 28 atletas para que nenhuma equipe escalasse só ‘reservas’ para seus jogos).

A “Toda Poderosa” sentiu o golpe, e mais do que honra, é dinheiro que está em jogo: Ambev, Itaú, Johnson & Johnson, Magazine Luiza, Vivo e Volkswagen juntas representam R$ 1,3 bilhão pelo futebol da emissora. Além da audiência, a Fox Sports está de olho no capital que o principal esporte do país atrai.
A guerra entre Fox Sport e Globo mal começou, pela primeira vez, a emissora que tem o monopólio do futebol neste país desde a Ditadura Militar tem concorrência de “verdade”.

Fonte: intervalodoesporte.com.br

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A Escolha


Graphis http://www.flickr.com/photos/graphis_/













Ele escolhe um time com os piores da rua e para si chama a responsa, veste a camisa 8 e dá a dez para o seu melhor amigo.

O dono da bola não gosta dele, mas para este ele nada fez.
Os invejosos fazem as fracas cabeças, é só o dono da bola que não consegue ver isso.
O que ele vê somente é o que os outros dizem a respeito dele.

O menino bom de bola escolhe o time mais fraco e nesse mostra a sua força.
Seus adversários ficam envergonhados, o dono da bola não consegue perceber essas coisas.
Não consegue perceber nem o fato de que não joga nada, mas é feliz por causa daquele menino.

O menino bom de bola faz um passe para o dono da bola. O dono da bola perde o gol. Outro passe, outra bola perdida.
Depois de driblar três e por último o goleiro, abre mão da sua pintura e mais uma vez faz o passe.

O gerentaço do campo mais uma vez cambaleia, chuta para fora. Xinga.

- Ninguém gosta desse menino!