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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

"Pegadinha" no Estadão: só é imbecil completo quem se acha um gênio
































No Tijolaço




















Um imbecil só o é por completo quando se crê genial.

A imprensa brasileira caminha a passos céleres para essa completa idiotia, a de crer que as todas as pessoas acreditam nas bobagens que diz e que, pensa ela, devem ser vistas como verdades absolutas.

Gustavo Conde,  linguista, professor e colaborador deste blog, fez um "teste" rápido esta semana com o Estadão.

Deixou incorporar-se do espírito da Eliane Cantanhêde – poupando as redundâncias enxundiosas da "musa" tucana – e fez uma carta ao jornal repetindo todos os argumentos tolos e toscos que sobram nas notícias e comentários "de verdade" que ele publica.

O crescimento de 0,1% do PIB aliado à popularidade crescente do presidente Temer – não captada pelas pesquisas – e à retomada de todos os setores da economia alegram o brasileiro. Os salários estão em alta, o emprego está a todo vapor e os investimentos seguem a tendência de confiança. Em meio a tudo isso, temos ainda a excelente notícia de que a Lava Jato está cumprindo seu papel de acabar com a corrupção de maneira transparente e republicana. O eleitor também entendeu esse momento alvissareiro, como as pesquisas mostram: Alckmin, Huck, Bolsonaro e Temer lideram a preferência dos eleitores mais qualificados – pois eles representam o novo na política – ao mesmo tempo em que as candidaturas que representam o atraso vão caindo cada vez mais. Parabenizo o Estadão pela excelente cobertura, imparcial e técnica, estendendo a saudação a todos os seus colaboradores que nos brindam diariamente com textos instigantes e bem escritos.

Entre as centenas de cartas que recebe, o jornal, claro, selecionou a de Gustavo, com o rapaz que escolhe o que vai ser publicado de olhos rútilos, com o achado. Até que enfim alguém aparece para concordar conosco e saudar este período brilhante que o Brasil atravessa!

Não conseguem ver nos seus próprios textos – como veriam no de Gustavo? – que crescimento de 0,1% é piada, que a Lava Jato descamba para o arbítrio, que a corrupção segue solta neste Governo de "maleiros", que o emprego não existe e as taxas de desocupação só têm ligeira retração, como indica o IBGE, porque aumentou o número de "bicos, biscates e virações". Ignoram o fato de que Lula anda folgado nas intenções de voto e que seus adversários empacam, incapazes de sensibilizar o povão.

Verdades óbvias, invisíveis a quem mergulhou tanto nos ódios e no partidarismo que não percebe mais nada senão os bordões "mercadistas".

Nem perceberam o corolário de ironia atroz dos parabéns pela cobertura  "imparcial e técnica" e aos "textos instigantes e bem escritos"de um jornal que se tornou reprodutor dos press-releases que lhe vêm nos procuradores da Lava Jato, dos delegados da Polícia Federal ou da cantilena mil vezes repetida do mercado. Pouco há ali, senão raras exceções como Marcelo Rubens Paiva, José Roberto de Toledo e Jamil Chade (há outros, mas não muito), que não seja a repetição do "partido único"  da imprensa brasileira.

Mas, reconheça-se, creem na genialidade de sua própria estupidez e confiam na máxima de Joseph Pulitzer, de que "com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma".

Um público que seria capaz de escrever, a sério, o que Gustavo fez como gozação.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Para advogado, derrota de Kamel em ação contra ex-editor do JN é referência importante

Marco Aurélio Mello é um dos blogueiros de quem o executivo da Globo cobra indenização por "danos morais". Para advogado, ao julgar pedido improcedente, TJ cria referência em favor do jornalismo independente



Imagem da RBA



O jornalista Marco Aurélio Mello conseguiu uma importante vitória para a liberdade de expressão no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Em decisão unânime, os desembargadores da 10ª Vara Cível consideraram improcedente pedido de indenização por danos morais em processo movido pelo diretor-geral de Jornalismo da Rede Globo de Televisão, Ali Ahmad Kamel Harfouche. Em ação iniciada em 2013, Kamel pleiteou, sem sucesso, o pagamento de R$ 30 mil por se considerar ofendido por textos publicados por Mello em seu blog DoLadoDeLá.

Marco Aurélio Mello tem larga experiência em televisão e foi por 12 anos funcionário da Globo, até ser demitido, em março de 2007, depois de ocupar por quatro anos a função de editor de Economia do Jornal Nacional. Na casa, trabalhou também como editor no Jornal da Globo e do Bom dia Brasil. Mello fez parte do grupo de jornalistas que se recusou a firmar abaixo-assinado que circulou na emissora em defesa da conduta do jornalismo global nas eleições presidenciais do ano anterior.

O diretor-geral de Jornalismo da empresa reclama em seu processo considerar-se ofendido moralmente pelo fato de o "réu" ter escrito no blog, já desativado, que Kamel manipulava as notícias de forma inescrupulosa e desonesta, além de assediar moralmente os subordinados, grampear telefones e invadir e-mails.

O conteúdo crítico ao jornalismo dirigido por Kamel esteve também presente, sobretudo, após as eleições de 2006, em textos de outros jornalistas que passaram a adotar a internet como veículo de informação independente, como Rodrigo Vianna (Blog Escrevinhador), Luiz Carlos Azenha (Viomundo), Paulo Henrique Amorim (Conversa Afiada), Luis Nassif (Jornal GGN) – todos são alvos de processos movidos por Ali Kamel. Em seu despacho, o desembargador Celso Luiz de Matos Peres assinala que o executivo da Globo é "demandante contumaz na seara da reparação moral" em pleitos dirigidos em face de blogueiros e jornalistas, que a partir de 2009 teriam iniciado uma "campanha difamatória" contra ele. "Pretensão autoral manifestamente improcedente", afirma o acórdão.

A decisão, proferida no último dia 25, segue o relatório do desembargador Celso Luiz de Matos Peres, e anula a de primeira instância, que acolhia o pedido de Ali Kamel. Segundo o advogado de defesa de Mello, Vitor Cardoso, a unanimidade alcançada no colegiado do TJ dificultará a revisão da sentença em instâncias superiores e pode representar uma importante vitória em para o exercício da liberdade de expressão e o exercício da crítica, contra a judicialização do debate político.

"O texto do acórdão relatado pelo desembargador revela uma decisão muito consistente tecnicamente. O desembargador demonstrou ter dado importância de fato ao processo, com muito conhecimento do que está nos autos e também com a realização de pesquisas por conta própria", diz Cardoso.

O relatório cita que tanto Mello como Kamel são jornalistas conhecidos e respeitados nos meios de comunicação e observa que Kamel também divulga opiniões e trabalhos como escritor. Depois de citar diversas obras do diretor da Globo, o desembargador Matos Peres afirma: "Percebe-se, portanto, que como jornalista e escritor, o autor (Kamel) bem sabe da necessidade da construção de um pensamento crítico a respeito das questões da sociedade e o quanto é saudável para a população poder confrontar opiniões e posicionar-se em tal ou qual sentido justamente em função desse direito constitucional de liberdade de expressão e de imprensa".

Ao elogiar o acórdão da segunda instância, o advogado avalia com ponderação a decisão de primeira instância que havia acolhido o argumento do diretor da Globo. "Os processos envolvendo as empresas de mídia não são fáceis porque existe uma cultura propagada por elas próprias na sociedade de que são isentas e não têm posição política e ideológica. Nem sempre a sociedade percebe que isso é um mito. Há uma uma geração de juízes formados sob essa cultura e a primeira instância não tem culpa de acreditar em algo que a própria imprensa cultiva", analisa Cardoso. "Judicializar a luta e o debate político deseduca. Não existe mídia isenta, e caberia ao atores da mídia assumir que têm lado e posição, e chamar a atenção para e existência do contraditório é serve até para que não prospere a autoproclamação de isenção dos que não são isentos."

Em seu relatório, o desembargador menciona uma "seção especial" em que a página de Ali Kamel na internet lista "ações" de blogueiros que, a partir de 2009 teriam iniciado campanha difamatória, "todos jornalistas, assim como o apelado, ao estilo de uma verdadeira Teoria da Conspiração, não se podendo, contudo, classificar todos os posts, em bloco, como difamadores, devendo cada conduta ser analisada isoladamente", pondera o magistrado para então considerar "não haver qualquer possibilidade de acolhimento da pretensão autoral, tendo em vista que pretende o autor reprimir o conteúdo da publicação de autoria do réu, tão-somente porque inserido num cenário de crítica, seja contra seu atual empregador, seja contra a própria figura do demandante como diretor jornalístico de uma das maiores redes de TV, não podendo se extrair efetivo dano experimentado pelo apelado, nem mesmo grave constrangimento decorrente dos termos utilizados pelo réu no texto impugnado, a justificar a condenação ao pagamento de indenização a título de reparação moral".

Em sua conclusão, ao negar pedido de indenização de Kamel e reconhecer a atuação de Mello como manifestação do livre exercício do direito de expressão e manifestação do pensamento, amparado na Constituição, o desembargador anota: "A situação fática pode ser classificada como mero dissabor, até porque o autor também é jornalista e como tal também expressa opiniões polêmicas em suas publicações. Assim, a sentença de primeiro grau merece reparo, impondo-se a total improcedência do pleito autoral".

O advogado Vitor Cardoso considera que se as empresas de comunicação assumissem sua parcialidade – em função dos interesses políticos e econômicos em jogo – seriam mais coerentes com a credibilidade que o negócio da comunicação exige. "O problema é que a multiparciliadade das narrativas põe em xeque essa credibilidade, o que passa a ser visto pelas empresas como risco de prejuízos comerciais. O contraponto político não só é saudável como também cria um incômodo comercial. Daí a judicialização do debate político e da exposição do contraditório."


Para o jornalista Marco Aurélio Mello, hoje gestor de conteúdo na TVT, a decisão abre um precedente importante "para reverter dezenas de outras ações que tentam calar jornalistas independentes" em todo o país. "Por esta razão, mais do que uma vitória pessoal, considero um passo importante para a garantia de um direito consagrado em nossa Constituição Federal." 

Fonte: redebrasilatual.com.br



Saiba mais

revistaforum.com.br
viomundo.com.br
conversaafiada.com.br




segunda-feira, 23 de novembro de 2015

FHC deu a Vale,
Serra bateu o martelo.

O surf na lama é livre, estourou na Samarco.


→ O Profeta FHC e as Previsões Feitas a Diplomacy EE UU
openermedia.blogspot.in 

→ Como Serra e o FHC venderam o Brasil
conversaafiada.com.br 





sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Lula: o Estadão mente invariavelmente




O Estadão sobrevive porque os credores deixam... - PHA

Estadão inventa declaração de Lula



Postado no Conversa Afiada em 24/09/2015

Nesta quinta-feira (24), o jornal Estado de S. Paulo inventa e atribui ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falsas afirmações na matéria "Para Lula, ‘melhor perder ministérios do que a Presidência’". Lamentamos que um jornal, que tem por objetivo informar, se ache no direito, baseado em supostas fontes anônimas, de atribuir e divulgar frases que simplesmente não existiram. O uso desse tipo de subterfúgio pela imprensa brasileira é desrespeitoso, não contribui para o debate político nacional e presta um desserviço aos leitores e cidadãos brasileiros.

Assessoria de Imprensa do Instituto Lula




segunda-feira, 19 de outubro de 2015




A todos os companheiros, amigos e colegas do Facebook que não desistem da luta!

Como muitos devem perceber, uma das coisas que mais faço (dentre tantas outras), é enviar convites para curtir páginas de blogs de esquerda, progressistas e de movimentos e figuras comprometidas com um mundo melhor. Alguns companheiros já me indagaram sobre a razão desse trabalhão todo, já que implica convidar um por um... e isso toma um tempo considerável! É simples. Acredito que a transformação no sentido de um outro mundo é possível, e passa, inevitavelmente, pela luta política e pela difusão de ideias que rompam o "interdito" imposto pela grande mídia. Trata-se da boa e velha luta de classes; a luta cultural que busca a hegemonia moral e intelectual na sociedade, passo indispensável para uma nova ordem mais fraterna, igualitária e justa.

Longe das pequenas disputas internas às esquerdas, (criticamos muito a pequena política da direita, mas a temos entre nós também) vejo, e procuro discernir, as contradições fundamentais (inegociáveis) das secundárias. 
Acredito que, numa sociedade de mercado (a ordem vigente atual), a política se faz, de forma crescente, com aumento de audiência também, e, por consequência, verba para manter estrutura mínima e projetos. A audiência ajuda a financiar páginas de pessoas e organizações comprometidas com a luta (não necessariamente do ponto de vista financeiro, mas também do reconhecimento) e dá fôlego para prosseguirem na luta, sendo um contraponto à voz dos barões midiáticos e seus ventríloquos.

Desde o Governo Lula se debate (com avanços e retrocessos) a descentralização de verbas publicitárias, que ainda são escandalosamente concentradas numa mídia que não entrega mais o que promete (a audiência e circulação das tevês aberta e paga, e dos “jornalões” e revistas semanais, vêm caindo vertiginosamente em relação à internet). Portanto, redes sociais, blogs e páginas de órgãos e instituições que lutam contra o mainstream, são ferramentas da salutar e legítima batalha das idéias. Não é por outra razão que as vozes dos donos, e de suas penas amestradas, se incomodam tanto, mesmo com a pequena fatia do bolo publicitário destinada a blogs, páginas, rádios e pequenos jornais que compõem o contraponto à sua hegemonia. 

Quem observa o outro lado, sabe bem do que estou falando.
Meu apelo é no sentido de ajudarmos com a nossa modesta contribuição de frequentadores das redes sociais com o aumento dessa força. A audiência é medida pelas visitas individuais às páginas, mas o número de “curtidas”, comentários e repostagens (linkagens às redes sociais), são indicadores fortes do alcance dessas páginas.
Vamos curtir, companheirada. Mas também convidar todos os nossos amigos a fazer o mesmo. Pra quem não sabe, no Face existe a ferramenta “Convidar amigos”. Basta ir marcando um a um e depois enviar os convites. É simples e está ao alcance de um “click”. Venho fazendo isso há bastante tempo e vejo que o resultado é muito positivo...mas sempre pode ser melhor!
E mais: companheiros que têm uma contribuição a dar nos campos da redação e do audivisual podem abrir suas páginas de blog e começar a interagir divulgando suas idéias, notícias e opiniões no Face, YouTube, Twitter, etc. Esse é um “campo de batalha” privilegiado que podemos explorar cada dia mais e melhor.

Na Luta por um mundo melhor, e consciente de que o futuro só chega para quem ousa e luta, um abraço fraterno e companheiro!
“Tamo junto” nas trincheiras!

Sergio Notari

terça-feira, 14 de julho de 2015

O PIG da Grécia recebeu o NÃO!

Embora em mares distantes, mais uma vez pôde-se observar o peso da grande mídia na tentativa de decidir a política de um país.

Mais quente do que a costa do Mediterrâneo, a decisão pelo "OXI", NÃO ao entreguismo pela nação grega, foi a atuação do PIG daquele país tentando influenciar negativamente os eleitores do plebiscito.

Golpe no Brasil contra a presidenta Dilma, golpe na Grécia contra o premier Tsípras, sempre os mesmos atores, sempre os mesmos métodos e objetivos.



 Segue a descrição da feição do PIG grego ao NÃO e suas consequências...



Intervenção Ministerial 'para a propaganda dos canais privados e seus "jornalistas" com feições de horror em seus rostos que receberam o maior NÃO'


Está em andamento uma investigação preliminar encomendada pelo Chefe Procurador do Tribunal Primeira Instância de Atenas, Elias Zagoraios para determinar se as estações de televisão privadas e outros meios de comunicação violaram a lei eleitoral na forma como eles trataram a questão do plebiscito.


O arquivo formado após reclamações escritas chegou nas mãos da justiça e do promotor Dimitris Gizis que irá lidar com o caso e investigará se houve crimes de tentativa de influenciar os eleitores e o resultado do plebiscito. O Ministério Público irá analisar.

Não pode-se dispensar a possibilidade da investigação chegar ao Conselho Nacional de Radiodifusão, para investigar se houve má conduta de seus membros.

Segundo autoridades judiciais, não intervir nos últimos dias, apesar das reclamações, foi para que a investigação não seja vista como uma tentativa de amordaçar a imprensa.

Deve-se ter em mente que Newsbomb.gr desmascararou os planos traiçoeiros de Kanalarchon propaganda.

Contra o terrorismo, que tentou impor sobre o povo grego, o Newsbomb.gr foi a voz mais forte de resistência e denúncia da propaganda. A derrota sofrida pelo status quo de ontem [após votação] não tem precedentes.

Os kanalarches do relacionamento, os "jornalistas" do terror e pânico, os entrevistadores... serviços e todos os tipos mnimoniakoi* representantes dos interesses nacionais e estrangeiros, receberam em seus rostos o maior "NÃO" que nunca poderia ser enfrentado por uma pessoa que não fosse terrorista.
[*www.skai.gr]
Veja mais em www.newsbomb.gr

Casa: Verifique se há qualquer violação da legislação eleitoral por parte da mídia!


O Parlamento vai analisar se a mídia violou a legislação eleitoral durante o processo do plebiscito - tanto em plenário como na Comissão das Instituições e Transparência, como também o presidente da Casa, Vida Konstantopoulou que disse que a questão deve ser motivo de preocupação para Casa, dada ordem do procurador de exame preliminar e o processo de análise das imagens.

Após o pré-anúncio do representante parlamentar do SYRIZA, Thanasis Petrakoy, que exerceu todos os direitos dos membros decorrentes do Regulamento "para encontrar a culpa para a guerra psicológica de orgia e violação da lei eleitoral pelos canais de integração sistêmica", a senhora deputada Konstantopoulou, informou que acompanha o tema. "A questão não é apenas sobre a liberdade de imprensa e o direito do cidadão para acessar informação, mas também diz respeito à direito de votar em um plebiscito importante. Estou certa de que o Ministro verá o clima da casa, a fim de responder à República sobre essa propaganda, desinformação e aterrorizamento do povo grego" disse Konstantopoulou.
"É dever do Parlamento para proteger a República, através de suas instituições, tomar medidas para assegurar que as violações da lei eleitoral não fiquem sem punição," disse sr. Petrakos.
Fonte: ΑΠΕ – ΜΠΕ

Fonte geral: panosloutraki.blogspot.com

sábado, 9 de maio de 2015

Mujica desmente Globo



Mais uma vez, a mídia decadente que ainda não decidiu se está no terceiro turno das eleições de 2014 ou no 1° turno de 2018, sai a campo em ataque sórdido ao PT e à pessoa do ex-presidente Lula.

Depois de O Globo destilar a mentira, em cadeia a "Declaração de Lula sobre o 'mensalão' à Mujica" correu solta, e de tão, foi tomando corpo de verdade.

Aquele velho ditado "Uma mentira repetida mil vezes..." 

Pessoalmente acompanhei raivosos jogando fora uma preciosa noite e madrugada de sono postando e atacando Lula, porque "Deu na Globo".

Coitados.


Mujica desmente reportagem do jornal ‘O Globo’
Publicação com suposta "confissão" de Lula sobre o "mensalão" também foi negada pelo autor do livro sobre Mujica


Por: Agência PT, em 9 de maio de 2015

O ex-presidente do Uruguai José Mujica negou, em entrevista publicada pelo jornal “Estado de S. Paulo“, neste sábado (9), ter tido uma suposta conversa sobre o “mensalão” com o ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva.

“Ele me falou das pressões e das chantagens. Mas nada de dinheiro ou de corrupção”, contou Mujica.

Em matéria publicada também na sexta, o jornal “O Globo” citava uma conversa entre os ex-presidentes. No entanto, o assunto já havia sido negado por um dos autores do livro “Una oveja negra al poder”, sobre Mujica, em entrevista ao portal “G1”.

“Aparece o amigo Lula ali conversando comigo sobre o ‘mensalão’, mas nunca falei com um brasileiro sobre o ‘mensalão’, por questões minhas”, explicou Mujica, em entrevista publicada pela agência “France Presse” na noite de sexta-feira.

“Lula não é corrupto como foi (o ex-presidente Fernando) Collor de Mello e outros presidentes brasileiros”, avaliou Mujica, segundo a a biografia.

Além disso, Mujica classificou o ex-presidente petista como “o maior presidente que o Brasil já teve” e manifestou solidariedade à presidenta Dilma Rousseff.

“Pelo passado de Dilma, a essa altura da vida, ela não tem o perfil de uma pessoa corruptível”, avaliou Mujica ao “Estado de S. Paulo”.

Em nota, o Instituto Lula disse lamentar que “mais uma vez mais a imprensa brasileira se utilize de imprecisões para gerar interpretações equivocadas e divulgar mentiras”.

Da Redação da Agência PT de Notícias



segunda-feira, 27 de abril de 2015

Eu era mais à esquerda, mas, diante do que vejo eu me rendo.

Ando tendo ultimamente muitos sinais que tem me chegado nos momentos em que mais me sinto triste e sem estímulo para lutar.

Pois é, imagino que qualquer pessoa que faça seu trabalho para, pelo e com o povo tem de vez em quando esses momentos. A diferença é que são apenas momentos, onde a gente se pergunta se está de fato fazendo o melhor, se nossas estratégias estão dando resultado e se tudo que fazemos vale a pena…

Esses dias recebi um recado no Facebook de uma trabalhadora, esposa de um trabalhador do segmento de distribuição de gás de cozinha que me emocionou e me estimulou muito. Ela não sabe o bem que me fez naquele momento. Hoje, recebi de uma pessoa esse depoimento do Walter Ferreira no Facebook.

Ele é funcionário público, bacharel em Direito e está fazendo licenciatura em História. Ele não recebe bolsa-família, é de esquerda – e vota no PT.

Quanta força recebi dessas e de várias outras pessoas nos últimos dias. São sinais de que a luta está grande, mas, que o Brasil e o povo estão mudando e vendo o que está acontecendo…


Vejam o que ele diz:

Eu nem era tão Lula assim. Sou mais à esquerda. Mas, votei nele em 2002. Contudo, esperava mais, muito mais. Tolice. Em um Brasil com a pior e mais podre elite política e social do mundo, com parte de uma classe média fascista, que já depôs presidente popular, que já fez presidente popular suicidar, esse homem, sem derramar sangue, sem criar abalos, esse homem fez a mais profunda reforma na estrutura social brasileira – votei nele em 2006 novamente.

Eu nem era tão Dilma assim. Sou mais à esquerda. Mas, votei nela em 2010. Todavia, esperava mais.

Dilma enfrentou Globo, enfrentou Veja, enfrentou facistas. E ganhou. E venceu o golpe sujo da direita brasileira. Aprofundou a reforma na estrutura social brasileira. E então lembrei-me – é a mesma que venceu câncer, que venceu torturadores, que venceu ditadura. E permanece com um governo admirado pelo mundo inteiro. E amada por seu povo (falei povo). Acredita, firmemente, que o sonho não acabou. Enquanto os abutres da direita, almas pequenas, enlouquecem ao perceberem que, embora façam de tudo, não atingem a nobre dama – votei nela em 2014 novamente.

Eu nem era tão PT assim. Sou mais à esquerda. Entretanto, tenho visto esse partido apanhar inacreditavelmente da parte facista brasileira e manter-se de pé. E com dignidade. Apanha de canal de televisão corrupto, apanha de juiz financiado pelo golpe, apanha de tucanos financiados pelos EUA, apanha da máfia. Ninguém resistiria a tudo isso. E no entanto, inacreditavelmente, resistem.

Lula mantém o mesmo sorriso de esperança por um Brasil melhor, como no início. A mesma emoção.

Dilma segue adiante, realizando um governo voltado para o bem estar do povo. Fazendo do golpe – que derrubaria qualquer um – em algo que não a atinja. Faz crer que o sonho não acabou.

Ambos, Lula e Dilma, tiraram milhões da miséria. Deram nova perspectiva à sociedade brasileira. Fizeram do Brasil um país do presente.


Volto às urnas em 2018 para votar no Lula. Entendendo que, finalmente, depois de 500 anos, minha pátria encontrou seu caminho.


Fonte: ligiadeslandes.com.br

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Além da marcha da hipocrisia

Enquanto tevês e jornais do mundo todo congelam-se naquela "comovente" imagem dos líderes mundias de braços dados marchando, ainda não sei por qual dos seus egocêntricos e as vezes comuns ideais, nos bastidores da UE não há mídia que congele uma sequer vírgula de acordos uni-bi-laterais como o TTIP que tem em seus CAPUTS a fonte de inspiração para outro acordo já falado AQUI.

Virtual candidato à Presidência da República do Brasil, Aécio Neves, sinalizou em sua última campanha simpatia à tais Acordos, nada de anormal para um neoliberal.

Enquanto isso na Europa incongeláveis cidadãos se mobilizam para desamordaçarem o TTIP em busca do poder para o Estado sobre as Transacionais contrariando o agressivo CAPUT "ISDS".




NO 2 ISDS!

NÃO À ISDS: não agora, não aqui e não para nós!

DEIXE A COMISSÃO EUROPEIA saber que você rejeita o direito privilegiado para investidores privados!

Embora os acordos de comércio e investimento sempre tiveram um impacto substancial sobre quase todos os aspectos da vida quotidiana dos cidadãos, dos trabalhadores e dos consumidores, a Comissão Europeia, no entanto, prefere negociar secretamente por trás de portas fechadas. Os sindicatos e as organizações da sociedade civil não estão ativamente envolvidos em negociações comerciais. Isto é particularmente verdadeiro para o processo em curso negociações comerciais sobre a Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP) entre a União Europeia e os Estados Unidos da América - o maior comércio bilateral e acordo de investimento jamais negociado.

Democraticamente injustificável e inaceitável

Um dos elementos mais contestados é a chamada "solução de controvérsias investidor-Estado (ISDS)". Solução de controvérsias investidor-Estado é uma disposição que autoriza os investidores estrangeiros processar os estados onde eles fizeram investimentos em tribunais internacionais secretos. Isso permite que os investidores a questionar medidas regulamentares introduzidas pelo país anfitrião, que reduzem o potencial de investimento (incluindo lucros esperados) de investidores. Isso limita a capacidade das democracias para passar a legislação resposta às preocupações públicas legítimas, como os direitos trabalhistas, de saúde e de proteção do ambiente ou direitos humanos. Além disso, arbitragens investidor-Estado são realizadas a portas fechadas com os advogados das empresas (árbitros com fins lucrativos), que não são responsáveis ​​perante o público e têm um interesse comercial em manter este sistema prejudicial vivo (o que cria um conflito de interesses importante). Arbitragem investidor-Estado coloca, assim, empresas privadas e governos no mesmo nível. De um ponto de vista democrático, isso é totalmente injustificável e inaceitável.

As negociações a portas fechadas, sem a participação dos cidadãos, 
sindicatos e sociedade civil

Os argumentos contra a resolução de litígios entre investidores e Estado são conhecidos há muitos anos. Apesar disso, a Comissão Europeia tentou empurrá-lo silenciosamente através de suas negociações comerciais em curso com os EUA. Foi só depois de protestos contínuos e substanciais por parte de cidadãos, sindicatos e grupos da sociedade civil que a Comissão Europeia lançou uma consulta pública sobre o mecanismo. No entanto, esta consulta - que foi vendido inicialmente pela Comissão Europeia para o público como uma forma de envolver os cidadãos, sindicatos e sociedade civil - acaba por ser uma mera caricatura.

Primeiro de tudo, a consulta não pede o público se querem de resolução de litígios entre investidores e Estados ou não em TTIP. Além disso, os cidadãos comuns estão sobrecarregados com um questionário altamente técnico e demorado. Para piorar a situação, o público são obrigados a ficar exclusivamente a este questionário eletrônico que não é muito fácil de usar. Não são permitidas cartas ou e-mails. Isso contradiz a própria essência da consulta pública e torna extremamente problemática a partir de um ponto de vista democrático.

Por todas estas razões, AK EUROPA (o escritório de Bruxelas da Câmara Federal austríaca do Trabalho), o ÖGB Europabüro (o escritório de Bruxelas da Federação Sindical austríaca) e Friends of the Earth Europe (a maior rede europeia de base ambientais), deseja oferecer orientação para quem gostaria de falar contra arbitragem investidor-Estado e reservado, negociações comerciais opacas que ocorrem a portas fechadas.

Acreditamos que privilégios especiais para os investidores devem ser excluídos da TTIP. Nós, portanto, também rejeitamos a proposta da Comissão para "melhorar" o sistema de solução de controvérsias investidor-Estado atualmente previsto. A única solução viável é: NÃO AO SISTEMA DE SOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS ENTRE INVESTIDOR-ESTADO!

É de fundamental importância que nós enviemos uma mensagem clara e forte para a Comissão Europeia. Participe da petição e nos ajude a empurrar para trás privilégios injustificados para os investidores privados, em detrimento das pessoas e das sociedades como um todo!

A única coisa que você precisa fazer é clicar no Agir botão!

sábado, 27 de dezembro de 2014

Retrospectiva do Otário

Mais um ano se vai e conosco fica toda a bagagem de aprendizado. Sempre aprendemos, alguém já disse que quando isso não acontece estamos mortos.

Observando alguns blogueir@s nas redes percebi a sede em trazerem a lembrança fatos que durante o ano de 2014 foram "esquecidos" pela grande mídia, ou ainda assuntos tratados com destaque pela mesma e seus zumbis, mas que devido às perscrutáveis evidências nem de longe são citadas nas suas retrospectivas.

Lê-se fatos, acima, mas tratam-se de mentiras forjadas mesmo. Baseado nesses(as) pessoas que me inspiram trouxe também o que carinhosamente apelidei de Retrospectiva do Otário.
E é claro, em 2015 faço votos que sejam menos os que se sujeitem a isso.


Junto seguem links importantes que desmentem
essas ações:

Janeiro: "Governo Dilma financia porto em Cuba com dinheiro público".
Desmentindo: www.viomundo.com.br/mariel

Março: "Dilma aprovou compra de refinaria em Pasadena muito acima do preço quando ministra".
A verdade: www.brasil247.com/pt/247/Pasadena

Maio: "O PT vai controlar a rede com o Marco Civil da Internet".
Um dos piores e mais burros boatos: www.brasil.gov.br/criador-da-world-wide-web-elogia-marco-civil-da-internet

Junho: "O Governo tirou o dinheiro da saúde, educação e segurança para fazer a Copa".
Poucos fizeram essa conta: youtu.be/7xtXEOLA7RA

Outubro: "Dilma é robô e usa ponto eletrônico em debate".
Canalhas, mentem usando Photoshop de 5a. categoria: www.e-farsas.com/dilma-rousseff-usou-ponto-eletronico

Novembro: "Eles sabiam de tudo".
Já estou espumando!!! Vamos aos fatos: www.cartacapital.com.br/veja-publica-direito-de-resposta-de-coligacao-de-dilma

Dezembro: "Dilma e o PT delapidaram o Petrobras e fraudaram as urnas! Impeachiment já!!!"
Sem provas, os golpistas viram acabar o ano divididos em golpistas hard e golpistas light: congressoemfoco.uol.com.br/camara-rejeita-pedidos-de-impeachment-de-dilma


Sinceramente não é fácil ficar lembrando de tanta palhaçada, mas vamos em frente.
Tenham todos um excelente 2015!!



terça-feira, 30 de setembro de 2014

Melancólico fim da revista “Veja”, de Mino a Barbosa

Foto do Blog Glaucocortez.com



Uma das histórias mais tristes e patéticas da história da imprensa brasileira está sendo protagonizada neste momento pela revista semanal "Veja", carro-chefe da  Editora Abril, que já foi uma das maiores publicações semanais do mundo.

Criada e comandada nos primeiros dos seus 47 anos de vida, pelo grande jornalista Mino Carta, hoje ela agoniza nas mãos de dois herdeiros de Victor Civita, que não são do ramo, e de um banqueiro incompetente, que vão acabar quebrando a "Veja" e a Editora Abril inteira do alto de sua onipotência, que é do tamanho de sua incompetência.

Para se ter uma ideia da política editorial que levou a esta derrocada, vou contar uma história que ouvi de Eduardo Campos, em 2012, quando ele foi convidado por Roberto Civita, então dono da Abril, para conhecer a editora.

Os dois nunca tinham se visto. Ao entrar no monumental gabinete de Civita no prédio idem da Marginal Pinheiros, Eduardo ficou perplexo com o que ouviu dele. "Você está vendo estas capas aqui? Esta é a única oposição de verdade que ainda existe ao PT no Brasil. O resto é bobagem. Só nós podemos acabar com esta gente e vamos até o fim".

É bem provável que a Abril acabe antes de se realizar a profecia de Roberto Civita. O certo é que a editora, que já foi a maior e mais importante do país, conseguiu produzir uma "Veja" muito pior e mais irresponsável depois da morte dele, o que parecia impossível.

A edição 2.393 da revista, que foi às bancas neste sábado, é uma prova do que estou dizendo. Sem coragem de dedicar a capa inteira à "bala de prata" que vinham preparando para acabar com a candidatura de Dilma Rousseff, a uma semana das eleições presidenciais, os herdeiros Civita, que não têm nome nem história próprios, e o banqueiro Barbosa, deram no alto apenas uma chamada: " EXCLUSIVO - O NÚCLEO ATÔMICO DA DELAÇÃO _ Paulo Roberto Costa diz à Polícia Federal que em 2010 a campanha de Dilma Rousseff pediu dinheiro ao esquema de corrupção da Petrobras". Parece coisa de boletim de grêmio estudantil.

O pedido teria sido feito pelo ex-ministro Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha da então candidata Dilma Rousseff, ao ex-diretor da Petrobras, para negociar uma ajuda de R$ 2 milhões junto a um doleiro que intermediaria negócios de empreiteiras fornecedoras da empresa.

A reportagem não informa se há provas deste pedido e se a verba foi ou não entregue à campanha de Dilma, mas isso não tem a menor importância para a revista, como se o ex-todo poderoso ministro de Lula e de Dilma precisasse de intermediários para pedir contribuições de grandes empresas. Faz tempo que o negócio da "Veja" não é informar, mas apenas jogar suspeitas contra os líderes e os governos do PT, os grandes inimigos da família.

E se os leitores quiserem saber a causa desta bronca, posso contar, porque fui testemunha: no início do primeiro governo Lula, o presidente resolveu redistribuir verbas de publicidade, antes apenas reservadas a meia dúzia de famílias da grande mídia, e a compra de livros didáticos comprados pelo governo federal para destinar a esc0las públicas.

Ambas as medidas abalaram os cofres da Editora Abril, de tal forma que Roberto Civita saiu dos seus cuidados de grande homem da imprensa para pedir uma audiência ao presidente Lula. Por razões que desconheço,  o presidente se recusava a recebe-lo.

Depois do dono da Abril percorrer os mais altos escalões do poder, em busca de ajuda, certa vez, quando era Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República, encontrei Roberto Civita e outros donos da mídia na ante-sala do gabinete de Lula, no terceiro andar do Palácio do Planalto."

"Agora vem até você me encher o saco por causa deste cara?", reagiu o presidente, quando lhe transmiti o pedido de Civita para um encontro, que acabou acontecendo, num jantar privado dos dois no Palácio da Alvorada, mesmo contra a vontade de Lula.

No dia seguinte, na reunião das nove, o presidente queria me matar, junto com os outros ministros que tinham lhe feito o mesmo pedido para conversar com Civita. "Pô, o cara ficou o tempo todo me falando que o Brasil estava melhorando. Quando perguntei pra ele porque a "Veja" sempre dizia exatamente o contrário, esculhambando com tudo, ele me falou: `Não sei, presidente, vou ver com os meninos da redação o que está acontecendo´. É muita cara de pau. Nunca mais me peçam pra falar com este cara".

A partir deste momento, como Roberto Civita contou a Eduardo Campos, a Abril passou a liderar a oposição midiática reunida no Instituto Millenium, que ele ajudou a criar junto com outros donos da imprensa familiar que controla os meios de comunicação do país.

Resolvi escrever este texto, no meio da minha folga de final de semana, sem consultar ninguém, nem a minha mulher, depois de ler um texto absolutamente asqueroso publicado na página 38 da revista que recebi neste final de semana, sob o título "Em busca do templo perdido". Insatisfeitos com o trabalho dos seus pistoleiros de aluguel, os herdeiros e o banqueiro da "Veja" resolveram entregar a encomenda a um pseudônimo nominado "Agamenon Mendes Pedreira".

Como os caros leitores sabem, trabalho faz mais de três anos aqui no portal R7 e no canal de notícias Record News, empresas do grupo Record. Nunca me pediram para escrever nem me proibiram de escrever nada. Tenho aqui plena autonomia editorial, garantida em contrato, e respeitada pelos acionistas da empresa.

Escrevi hoje apenas porque acho que os leitores, internautas e telespectadores, que formam o eleitorado brasileiro, têm o direito de saber neste momento com quem estão lidando quando acessam nossos meios de comunicação.

Fonte: Balaio do Kotscho

sábado, 24 de maio de 2014

Enfeitando O Tucano

Ostentando o status de "Agregador global de informações oficiais em tempo real", o portal Noodlssediado na gelada Turim, nesse caso e em outros tem vendido um Aécio Neves fora da realidade de quem acompanha a política interna no Brasil.

Tal fonte horrivelmente assustadora serve de base para loucuras de outro deformador de opinião pública WN.com.

São muitas as perguntas: Qual o interesse em promover o candidato Tucano no exterior? Para quem trabalham? Em quem podemos confiar? Seriam sempre alguns erros de tradução? 






SEGUEM AQUI OS FATOS REAIS PUBLICADOS NO AMIGOS DO PRESIDENTE LULA EM 22 DE ABRIL DE 2014.

Lindberg "nocauteia" Aécio no Marco Civil, mesmo com tucano partindo para a baixaria.



Durante a votação do Marco Civil da Internet, os senadores do PSDB estavam embromando. Falavam que eram a favor, mas arranjavam mil desculpas para não votar.

Apesar do Marco Civil ser um projeto acima de partidos, originado da sociedade brasileira, amplamente debatido e chegando a um texto final por acordo na Câmara dos Deputados, os senadores do PSDB e DEM estavam "embaçando" para não votar, criando dificuldades.

Os tucanos não queriam se queimar com os internautas, mas queriam fazer oposição sectária para que o Brasil não tivesse ainda um Marco Civil no encontro internacional sobre governança mundial da internet promovido em São Paulo a partir de quarta-feira (22).

Aécio Neves (PSDB-MG) disse que a votação seria apenas para promover a presidenta Dilma Rousseff no encontro internacional sobre governança da Internet.

O encontro pretende abrir caminho para tratados internacionais que garantam direitos do internauta contra a espionagem ilegal, conforme ocorreu com agências de inteligência estadunidenses, denunciado pelo ex-analista Edward Snowden. Por isso o governo dos Estados Unidos não quer leis como o Marco Civil da Internet brasileiro, e nem que sirva de exemplo para outros países.

Portanto não era para a presidenta se promover, como disse Aécio. A questão é de direitos dos internautas, de soberania nacional e do nosso povo, de altivez na política externa e de protagonismo mundial do Brasil.

O PSDB tem um histórico de ser servil aos Estados Unidos em vez de servir ao povo brasileiro e de fazer uma política externa independente. O comportamento de Aécio confirmou isso.

Lindberg Farias (PT-RJ) tocou o dedo na ferida explicando tudo isso à Aécio no plenário. O tucano ficou enfurecido e partiu para agressões verbais e tentativa de desqualificar o oponente, já que havia perdido o debate político e não tinha mais argumentos para responder.

Houve bate-boca e o senador tucano Mário Couto (PSDB-PA) quis arrumar confusão para tumultuar e salvar Aécio do vexame. Tarde demais. O vexame já estava dado.

Logo em seguida o Marco Civil foi aprovado à noite. Aécio deveria ter ficado no Rio nesta terça-feira para não dar esse vexame.

O vídeo acima sintetiza o que importa. A questão política com "P" maiúsculo que estava em jogo, sem as baixarias de Aécio e Mário Couto.

Em tempo: a discussão completa com as baixarias de Aécio e Mário Couto podem ser vista aqui na TV Senado (Aécio começa a falar a partir dos 7 minutos).