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sábado, 12 de fevereiro de 2022

De técnico da Seleção à luta de camponeses: conheça a história de João Saldanha

Saldanha integrou a "Revolta do Quebra Milho" e foi o responsável por montar o esquadrão considerado como o melhor time de futebol da história

Por EDNILSON VALIA

No Brasil de Fato


Entre 1948 e 1951,‌ camponeses‌ no norte do Paraná ‌desbravava‌m ‌terras‌ ‌que‌ ‌ninguém‌ ‌queria‌, acreditavam ser ‌a‌ ‌parte‌ ‌que‌ ‌lhes‌ ‌cabia‌m ‌no‌ ‌latifúndio.‌ Os "grileiros" exigiram ao governo estadual que o solo fértil não fosse mais dividido e uma cova nem rasa e nem funda fosse dada para quem abrisse boca. 


Esse foi o enredo da Revolta do Quebra-Milho ou Guerrilha de Porecatu, um conflito entre posseiros e "grileiros" com apoio do governo estadual nas margens do Rio Paranapanema, envolvendo as cidades de Centenário do Sul, Guaraci, Jaguapitã, Miraselva e Porecatu, na divisa dos estados do Paraná e de São Paulo.


A luta em Porecatu pode ser considerada uma precursora do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), no final da década de 40 e no início de 50, quando muitas ligas de trabalhadores rurais haviam se organizado.

Reprodução/Twitter "Nem eu escalo o ministério, nem o presidente escala time”, afirmou Saldanha

O Partido Comunista Brasileiro teve um papel crucial no movimento de resistência dos posseiros. Os comunistas atuavam na clandestinidade, o presidente Marechal Eurico Gaspar Dutra cassou o registro do partido em 1947. O apoio do "Partidão" aos camponeses foi alinhado pelo vereador de Londrina (PR), Manoel Jacinto. 


Os integrantes do PCB convenceram os lavradores que o único caminho era a resistência armada. O "Partidão" entendeu ser o momento de militantes experientes dar o suporte necessário em treinamento com armas, logística e estratégia para a resistência armada. 

O militante que faria o contato direto com o comitê central, o camarada João Alves Jobim Saldanha, se fixou na cidade de Londrina como repórter do jornal comunista "Hoje". João Saldanha foi o responsável por montar o esquadrão considerado o melhor time de futebol da história, eleito por Franz Beckenbauer, Bobby Charlton e Vicente Del Bosque, a Seleção Brasileira tricampeã do Mundo em 1970. 

A campanha de João como treinador na Seleção Brasileira foi espetacular, com 100% de aproveitamento nas eliminatórias para o Mundial de 70. Em seis jogos, seis vitórias, marcando 25 gols e não sofrendo nenhum. 

O Brasil vivia sob a presidência de um ditador, Emilio Garrastazu Médici, que pressionava para a convocação do então centroavante do Atlético Mineiro, Dario Maravilha.

Saldanha considerava Médici o maior assassino entre os presidentes militares e, perguntado sobre a polêmica, respondeu: "eu e o presidente temos muitas coisas em comum. Somos gaúchos. Somos gremistas. Gostamos de futebol. E nem eu escalo o ministério, nem o presidente escala time". Oito dias antes de embarcar para o México, João foi demitido. 

Angelo Priori, Doutor em história e professor da pós-graduação da Universidade Estadual de Maringá (UEM), descreveu as responsabilidades de Saldanha em Porecatu: "Organização política dos camponeses, apoio Logístico, organização dos grupos armados e elo dos camponeses com a direção do comitê central".

No início da década de 1940, o estado paranaense proporcionou que pequenos agricultores tomassem posse de parcelas de território, com a promessa de emitir o título de propriedade, caso esses confirmassem a posse efetiva.

Posteriormente, o governador Moisés Lupion incentivou os grileiros a utilizar toda categoria de violência. Mesmo apoiados pela força policial, acreditavam ser preciso ter mais rigidez para expulsar os camponeses das terras e assim contrataram jagunços para realizar o "serviço".

Celestino, cujo nome verdadeiro era José Ferreira de Souza, foi o escolhido para jagunço chefe. Acusado de roubo, despejos violentos, estupros e assassinatos. Celestino cruzou a linha da tolerância dos resistentes. 

O líder da Liga de Lavradores de Jaguapitã, Francisco Bernardo, foi espreitado pelo Departamento de Ordem Social e Política (DOPS) de São Paulo, que alegando o perigo de fuga, quebraram às duas pernas, ferido foi entregue aos jagunços onde foi torturado e morto sob o comando de Celestino. 

João Saldanha percebeu que a situação tomou tal tento entre os camponeses que não haveria tempo para consultar o comitê Central. Os campesinos decidiram o "futuro" de Celestino pelo voto direto. Por 15 votos a favor e 3 abstenções, o assassinato do Jagunço não seria mais discutido.

Celestino, uma vez por mês, ia sozinho à casa de uma amante perto da cidade de Apucarana, a 100 quilômetros de Porecatu.

Os resistentes ficaram de sentinela por três dias. O terceiro dia se despedia e a escuridão da noite os cumprimentava, quando vagarosamente era avistado no horizonte um "caboclo" com todas as feições conhecidas do jagunço chefe. 

Os campesinos decidiram aguardar o clarão do dia para o ataque. O amanhecer não demorou por vir, um "piá", de no máximo quinze anos, deu água ao cavalo, verificou o estribo, a sela e o arreio calmamente, esperando pelo rude montador. 

Celestino surge a frente da casa, se despede, caminha lentamente retirando a rédea da mão do "piá". No primeiro trote do cavalo, Martinzão do grupo dos resistentes deu dois tiros, o animal caiu, o garoto correu e Celestino recebeu dezenas de tiros.

João Saldanha junto aos "guerrilheiros de Porecatu" transportaram o corpo de Celestino da cidade de Apucarana ao cruzeiro que separava as cidades de Porecatu e Centenário do Sul, pendurando o morto junto a uma faixa escrita: morte aos jagunços. 

A repercussão da disputa na mídia causou um desgaste público e o poder estadual foi obrigado a elaborar um acordo. O governo do Paraná estava sob nova administração, a do ex-deputado Bento Munhoz. 

O professor Priori revelou como o político encaminhou a proposta para o fim da "Revolta": "Em 15 de março de 1951, Munhoz instituiu uma tal de Comissão de Terras e sugeriu a transferência dos lavradores. Munhoz também usou das forças da polícia política e da Polícia militar, com o apoio do exército, para fazer a limpeza da área, ou seja, a expulsão dos posseantes".

A resolução do impasse no norte paranaense progrediu devido à participação dos líderes do PCB: "Sei que meu pai participou dessa articulação. Considerando que havia sincronia no pensar e nas opiniões entre eles (Manoel e Saldanha)", concluiu Elza Correia, filha de Manoel Jacinto.

João Saldanha, conhecido no jornalismo pela capacidade de síntese em situações mais improváveis, definiu a "Revolta do Quebra Milho” na entrevista dada a “Folha de Londrina": "O único movimento de luta armada vitorioso no Brasil".



As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul 

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

A história do Blog que irritou Sergio Moro e a Lava Jato

Publicado no Blog da Cidadania



Imagem: Blog da Cidadania



















Essa é a história improvável do comerciante que criou uma página na internet para desabafar e acabou interferindo na macropolítica brasileira com opiniões e notícias que muitos não queriam que fossem dadas, chegando a irritar o poderoso juiz Sergio Moro e a "força-tarefa" inteira da Operação Lava Jato simplesmente por  fazer JORNALISMO. Assista a esse mini documentário.









domingo, 14 de agosto de 2016

Elevado Presidente João Goulart

Foto: Perfil João Vicente Goulart



Foto:Perfil João Vicente Goulart


Nesse Domingo (14) aconteceu a CAMINHADA CÍVICA POR JANGO E A DEMOCRACIA em São Paulo.

O Elevado mudou de nome. Sai o general carrancudo da ditadura, entra o presidente popular derrubado pelo Golpe de 1964. 

Assim como proposto na convocação do evento, civicamente foi comemorada essa mudança.




No RBA
por Vitor Nuzzi em 25/07/2016

Mudança de nome de rua é resposta a violência e 'transição do esquecimento'

Dois logradouros da cidade de São Paulo, um dos quais o Minhocão, perdem referência à ditadura. Prefeito cita Brilhante Ustra, critica movimento Escola sem Partido e fala em "fragilidade" democrática


Minhocão: sai o ditador Costa e Silva, que abriu o período mais violento da ditadura em 1968, entra o presidente deposto em 1964
Imagem: RBA


São Paulo – O anúncio de que o Elevado Costa e Silva, a partir daquele momento (11h27), passava a se chamar Elevado João Goulart foi o momento mais comemorado na cerimônia de hoje (25) em que o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), sancionou dois projetos que mudam nomes de logradouros da cidade e assinou um decreto tornando permanente o programa Ruas de Memória. Mais conhecido como Minhocão, inaugurado há 45 anos para compor a ligação leste-oeste da capital, cortando a região central, a via passa a homenagear o presidente deposto em 1964, em vez do general-presidente do período do AI-5, ato publicado em 13 de dezembro de 1968 que abriu o período mais violento da ditadura. Foram quase dois minutos de palmas, com todos no auditório em pé – o primeiro a se levantar foi o ativista e ex-senador italiano José Luiz Del Roio.

Na sanção, o prefeito disse ter lembrado do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, morto em 2015, chefe do DOI-Codi paulista. "Acho que esta é uma resposta à altura a todas as atrocidades que ele e todos os seus comparsas cometeram contra a liberdade de expressão, a liberdade de opinião e contra a democracia", afirmou Haddad, destacando ainda o momento atual, em que, segundo ele, a democracia "dá sinais de fragilidade".

O projeto que muda o nome do Minhocão, de 2014, foi aprovado há apenas um mês. "Na Câmara, foi dificílimo passar", disse o vereador Eliseu Gabriel (PSB), autor da proposta. "Não passava na Comissão de Constituição e Justiça, o pessoal não deixava votar, falava que era inconstitucional... Muito difícil de votar." Segundo ele, temas como esse, além das comissões da verdade, são "uma questão civilizatória" para o país.

O outro projeto de lei, do vereador Arselino Tatto (PT), mudou a Avenida General Golbery do Couto e Silva, no Jardim Lucélia (Grajaú), na zona sul, para Giuseppe Benito Pegoraro – missionário italiano atuante nas comunidades paulistanas e professor da Faculdade de Teologia da Arquidiocese de São Paulo. Apresentado em junho do ano passado, o PL foi aprovado há pouco mais de um mês.

Impunidade

A prefeitura paulista identificou quase 40 logradouros com nomes de pessoas identificadas com violações de direitos humanos. "Símbolos que reiteram a sensação de impunidade", diz a coordenadora de Direito à Memória e à Verdade da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania do município, Carla Borges. Do total, 22 são considerados prioritários para a mudança, com preferência para nomes de mulheres – o decreto assinado hoje fala que "os nomes nomes devem priorizar homenagens a personalidades do gênero feminino, tendo em vista a grande quantidade de homens homenageados em logradouros públicos municipais".

O texto se baseia no relatório da Comissão Nacional da Verdade e no Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). O Executivo paulistano tem outros projetos de lei relativos ao tema em tramitação. O PL 411/2015 muda o nome do Viaduto 31 de Março para Therezinha Zerbini, enquanto o 410/2015 veta novas homenagens a violadores de direitos humanos.

"A cidade está se reconciliando com sua memória. Está escolhendo de que lado está", acrescentou o secretário Felipe de Paula.

Haddad citou ainda o movimento Escola sem Partido, que considera um eufemismo para "escola sem história", "como se fosse possível suprimir a história de uma cidade". Segundo ele, a proposta lembra a ditadura e sua política de "formação de cidadãos acríticos". "Queremos que as nossas escolas discutam a vida como ela é. Mais do que nós, acho que a juventude está mobilizada para evitar esse tipo de retrocesso."

Diretor do Instituto Vladimir Herzog, Ivo Herzog também citou o Escola sem Partido como exemplo de avanço conservador, além do "rebaixamento" da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. "É uma resposta objetiva a todo esse movimento de retrocesso", comentou, sobre os projetos sancionados hoje.

"A gente tem de marcar a cidade com símbolos da democracia", afirmou a presidenta de Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, a procuradora da República Eugênia Gonzaga. Para ele, o Brasil tem a peculiaridade de ter feito uma transição – da ditadura para a democracia – "com base no esquecimento".

Codiretora do documentário Verdade 12.528, sobre a Comissão Nacional da Verdade, a jornalista Paula Sacchetta contou ter nascido no ano da Constituição (1988) e citou os casos do deputado Rubens Paiva (desaparecido em 1971) e do pedreiro Amarildo Dias de Souza (desaparecido em 2013) para lembrar que o país "continua cometendo crimes".

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Paralelo Brasil-Chile, herança do Golpe

As asas do socialismo cobriam a América Latina, quando recebem ventos e furacões vindos do Norte.
Em cadeia, vários países que aspiraram sonhos de uma verdadeira independência e soberania nacional aliados aos seus anseios de firmamento de identidades também nacionais, sofrem então com grandes investimentos dos Estados Unidos, amparados pelas respectivas mídias e elites locais, afim de que se fossem esquecidos quaisquer planos que não fossem alinhados à cartilha de Washington.

Como uma prostituta que chega numa cidade grande sem dinheiro para alimentação e moradia, e mesmo assim encontra quem a banque, porque esse saberá quem determinará se a sua enxoviada virará na rua à esquerda ou à direita.

Segue excelente análise do que foi o Golpe e o que sobrou de dívida para o Chile, serve tudo para o Brasil é só trocar os nomes.


Ilustração @1lxndr


Foto: Hélio Sassen Paz - Réplica do óculos de Allende



Dívida Externa do Chile 
O novo rosto do colonialismo

Claudio Pérsico


 "Há pessoas que continuam vivendo com o peso brutal das dívidas que nos empurraram para obter 75 bilhões de dólares, com essa dívida países em desenvolvimento jamais poderão cumprir os compromissos decorrentes dos requisitos de capital e juros; pessoas com fome, com desemprego, falta de moradia, com ignorância, as massas tem que passar fome para cumprir os compromissos que pairam acima do nosso potencial."

(Salvador Allende, na terceira reunião da UNCTAD, Santiago do Chile, em abril de 1972.)


Há alguns meses atrás, Luis Escobar Cerda, ex-ministro das Finanças do regime militar chileno, confessou que "o crescimento econômico ao longo dos próximos cinco anos é comprometido com o pagamento da dívida externa." Além disso, os números oficiais indicam que o Produto Geográfico Bruto (PGB) entre 1981 e 1985 caiu 5,1%, o que representa uma diminuição média anual de 1%.1 Em Junho de 1985, a imprensa chilena informou o acordos alcançados na renegociação da dívida externa, destacando o fato de que eles foram produzidos em grande parte, pelo desempenho do governo chileno com os ditames de bancos credores.2 Pode-se perguntar como Pinochet tem funcionários para agradar bancos estrangeiros e o Fundo Monetário Internacional (FMI) em meio a tão acentuada crise como o Chile tem experimentado nos últimos anos.

Certamente responder a essa pergunta envolve uma revisão da política econômica dos últimos anos e descrever as mudanças que ela teve sobre a economia nacional. Nossas próprias limitações e falta de espaço nos impede de fazer tal análise. O objetivo destas notas é elucidar o abertamente reacionário, anti-nacional e prejudicial para os interesses da política econômica do Chile que tem sido impulsionado pela ditadura em lidar com a própria crise de personalidade gerada. Para fazer isso, vamos nos concentrar em um aspecto que nós acreditamos que expressa o caráter de classe das políticas econômicas dos Pinochet. Acreditamos que a contradição posou  numa economia arruinada, com um terço de sua força de trabalho desempregada e atolada em uma recessão profunda, ter que pagar uma dívida que excede o PGB de um ano, resume a situação trágica que tem sido Chile depois de anos de fascismo dependente.

I. A dívida é o legado de Chicago

A crise da dívida não é apenas no Chile, é também na América Latina. Mas o caso chileno tem algumas peculiaridades que devemos apontar:

a) Entre 1975 e 1983, o Chile quase quintuplicou sua dívida externa.

b) A maior parte desta dívida adicional correspondia ao setor privado.

c) O setor privado, foi privilegiado com recursos externos do setor financeiro.

d) A dívida no final de 1984 chegou a 22.610 bilhões de dólares e o PGB de quase 21 bilhões de dólares.

e) O Chile possui atualmente uma dívida per capita de mais de US$ 2.000, e é uma das mais altas do mundo.

f) Os pagamentos de juros são responsáveis ​​por mais de metade do valor total das suas exportações e exceder a renda de cobre, seu principal produto de exportação.

A lógica que permitiu tal dívida é conhecida: Ao Chile foi alegado não gerar a poupança interna necessária para financiar o seu desenvolvimento. Os dólares que foram inundadas desde 1978 na expansão inesgotável para cimentar um milagre que rumava para um estouro, para chegar a todos e torná-lo possível pagar empréstimos às fontes estrangeiras. Esse foi o argumento que incentivou ainda mais a dívida privada porque "se emprestar privado, privado pago", nas palavras do ex-ministro de Pinochet, Miguel Kast. Claro, a história tem mostrado que a dívida privada foi transferida para todos os chilenos.

A TABELA 1 mostra os valores da dívida e do crescimento que experimentou entre 1977 e 1983. A dívida pública ou privada é gravada separadamente e oficialmente garantido dívida privada; Além disso, este último que se diferenciou foram créditos financeiros contraídos. Não devemos esquecer todas as garantias dadas pelo governo chileno para que tal processo ocorresse. Incluindo a manutenção da taxa de câmbio a partir de junho 1979 como no mesmo mês do ano de 1982, foram particularmente importantes.3

Em relação às causas de endividamento da América Latina, há produções acadêmicas consideráveis onde o tema tem sido amplamente discutido.4 Distinguir as causas das enormes dívidas de países latino-americanos parece importante para refletir o fato de que os mecanismos que operam na acumulação de dívidas, posteriormente, condicionou a crise que aconteceu. Como um exemplo, a capital que entrou na América Latina, principalmente superávits financeiros dos bancos transnacionais e, portanto, o seu movimento operaram sob as regras do capital financeiro essencialmente especulativa. O que está claro é que, com poucas exceções, a dívida não contribuiu para o financiamento do desenvolvimento.

TABELA 1
Chile: Dívida Externa (em bilhões de US$)
1977197819791980198119821983
A dívida pública ou com garantia pública3,54.44.84.74.44.14.3
Corporates1.4213. 4610,813,714,4
Créditos importar fornecedores de crédito. bens PAC. crédito financeiro1.21.93.15.49.512,311,9
A dívida externa total4.96.58.210,715,217,818,7
Fonte: Banco Central do Chile. 


Considere a dívida externa tradicional, ou seja, a dívida da dívida do setor público com o FMI, a dívida do sector privado direto, créditos financeiros para o setor privado (Lei de câmbios, art: 14, 15 e 16) e as linhas de Curto Prazo do sistema monetário.

Há consenso mencionados como causas da dívida externa do terceiro mundo, pelo menos o seguinte:

a) A lacuna causada pela deterioração dos termos de troca.

b) A recessão econômica do capitalismo industrial e da ascensão do protecionismo e

c) de liquidez causada pela subida do preço do petróleo, os petrodólares que moveram uma massa colossal de capital para corporações financeiras transnacionais.

Estas condições foram criadas no âmbito da economia do capitalismo mundial não teria sido suficiente, na ausência de história nacional, no caso do Chile entre 1977 e 1982 permitiu o crescimento da dívida externa a uma taxa anual de 26 por cento. Na manutenção da taxa de câmbio nominal, o que resultou em uma queda na taxa de câmbio real acima mencionado, você deve adicionar:

1. A alteração da Lei Cambial, que forneceu livre entrada de capital por empresas e indivíduos.

2 desenvolvimento e privatização do sistema financeiro nacional.5

3. A determinação da taxa de juros pelo sistema bancário privado. Que já tinha um monopólio distintamente.6

4. Abertura violenta e indiscriminada da economia chilena ao comércio internacional.7

O destino de recursos externos foi basicamente a importação de bens de consumo de luxo para os setores ricos e especulação financeira. Não houve praticamente nenhum aumento do investimento produtivo no período. As taxas de investimentos que eram muito deprimidos, não mostrou nenhum sinal de recuperação (ver TABELA 2). Esta tendência explica por que a poupança externa substituiu a poupança interna.8


                    TABELA 2
Formação bruta de capital fixo em% do PCB
197020,4197814,5
197118,3197915,6
197214,8198017,8
197314,7198118,1
197417,4198214,0
197515,4198312.1
197612,7198412,5
197713,3

Fonte: Banco Central do Chile, Relatório Anual de 1984.


Não existem estatísticas precisas, mas estima-se que entre 1978 e 1984 deixaram o país cerca de 8 bilhões de dólares ilegalmente. Orlando Caputo observa que "grande parte da dívida latino-americana é explicada pela fuga de capitais".9 Nos Estados Unidos, a imprensa especializada diz que o surgimento da crise e da dívida, é pela fuga de capitais e também pelo aumento das taxas de juros e outras condições financeiras.10

Isso deve ser levado em conta na elaboração da crise da dívida a partir de uma perspectiva democrática e nacional, porque então será uma tarefa prioritária para determinar o montante da dívida real e estabelecer o que era pagar adequada e justa.

A política econômica dos "Chicago Boys" tornou possível para emprestar a grupos econômicos ilimitados para especularem no mercado interno, transferindo recursos de capital produtivo para o capital financeiro através de altas taxas de juros cobradas, e mais tarde para fora do país em operações enormes somas de dinheiro fraudulentas. Isto levou à falência de muitas indústrias e empresas, que por sua vez se arrastavam numa crise de todo o sistema financeiro nacional. A enorme dívida externa, a falência do sistema financeiro criolo e enfraquecendo a base industrial já magro são heranças que deixaram ao Chile um conluio de monopólio dos economistas de Chicago.

II. Os lucros são privados e perdas são socializadas


Um dos princípais ideias defendidas pelos sucessivos ministros da indústria, elevados a um dogma de fé, foi a de que o Estado não deve intervir no mercado livre. Atividades econômicas devem desenvolver em sintonia com o princípio da subsidiariedade do Estado. O mercado seria responsável pelos recursos através do sistema de preços, em punir ou gratificar os operadores, pelos resultados que eles fossem capazes de obter. Na verdade, argumentou-se no momento re-privatizar o banco, devolvendo terras agrícolas nas mãos do Estado a seus antigos donos e liberalizar a entrada de capital estrangeiro. Todos os inquéritos sobre o enorme concentração de poder econômico que ocorreu no Chile desde precisamente mencionar essas regras e medidas como a sua causa raiz. Fortunas enormes foram acumuladas, enquanto quase um terço da força de trabalho foi empurrada para o desemprego (ver TABELA 3) e diminuição dos salários reais dos trabalhadores.11


TABELA 3
Taxa de desemprego nacional
197019711975197619771978197919801981198219831984
5,73.116,419,918,617,917,717,316,326,934,225,5
Nota: Considerado como desempregados do PEM e POJH.12 Fonte: Ministério das Finanças. INI Departamento de Economia da Universidade do Chile.


Em 1981, o então ministro Sergio de Castro informou ao país o estado das finanças públicas nos seguintes termos: "O ano de 1981 começou com base em uma economia saudável e vibrante que consolida cada vez mais os frutos do trabalho realizado entre 1973 e 1980"13. Mais tarde, ele reafirmou que "... o Chile tornou-se uma das economias mais saudáveis, fortes e vibrantes que podem ser encontrados no mundo"14. Em meados de 1982 veio o colapso da indústria CRAV, saiu Castro das Finanças e o peso foi desvalorizado depois de três anos para manter uma taxa de câmbio a $ 39 por dólar. Em maio desse ano foram dois bancos intervidos pelas autoridades. Que se seguiu final do ano uma série de medidas relacionadas com a taxa de câmbio e em janeiro de 1983, além da liquidação de dois bancos e uma financeira, o resto do sistema financeiro envolvido. Como um todo, o sistema financeiro estava naquele momento realizando empréstimos de três e meia o seu capital e reservas, e uma grande parte eram devedores duvidosos. Isso é quando o governo transferiu para bancos em falência técnica, recursos até à data, totalizando mais de 3 bilhões de  dólares. O mesmo foi feito com os grupos empresariais e empresas endividadas no exterior por meio de dólar preferencial (estima-se que esta transferência significou até agora cerca de 2 bilhões de dólares para o Estado)15. Assim, enquando o setor privado fez grandes lucros, o Estado ficou de lado, mas quando correspondeu ter perdas, ele interveio traspassando a todos os chilenos.

O mercado financeiro internacional refletiu a crise aguda experimentado o capitalismo. Um aumento significativo nas taxas de juros e um aperto dos fluxos monetários para os países do terceiro mundo identificada crise na balança de pagamentos da maioria dos países latino-americanos. Lembre-se que a maior parte da dívida externa do Chile foi contratado entre 1978 e 1981, a preços flexíveis e com prazo de 5-8 anos de idade, muito típico de movimentos especulativos de capital dinheiro. A ditadura foi, assim, forçada a renegociar com seus credores com vencimento da dívida externa e da assinatura de acordos com o FMI. Estes acordos de refinanciamento de compromissos bancos transnacionais, os ministros de Pinochet garantiram o apoio do governo chileno para garantir aos monopólios contratados a dívida que setor privado teve. E como eles não poderiam pagar, o governo prometeu pagar por eles assinaturas de acordos e cláusulas que feriram de forma séria a soberania do Chile.16 Neste caso, também optou-se pela solidariedade ​​pelas dívidas da oligarquia de ajuda financeira criola a todo o povo do Chile. Mais uma vez, os lucros foram privatizados e os custos e perdas foram transferidos para todos os chilenos com a cumplicidade do Estado chileno.

III. A dívida externa do Chile é impagável

Várias obras de economistas e especialistas na área mostraram a impossibilidade técnica de pagar a dívida externa chilena.17 Esta conclusão também atingiu muitos banqueiros estrangeiros e até mesmo funcionários da administração Reagan. Um exemplo disto foi a proposta de tornar secretário do Tesouro americano James Baker em Seul, em Outubro de 1985. Há, na reunião de governadores do Banco Mundial e do FMI, Baker mostrou de pronto o que foi chamado de "Programa de Crescimento Sustentado", a proposta de aumento de empréstimos do Banco Mundial para os principais países devedores. No entanto, os ministros de Pinochet e da indústria se comprometeram a pagar a dívida de monopólios, mesmo ao custo de condenar o povo chileno a miséria.

Na TABELA 4 aparecem as projeções oficiais para 1985 e 1986, a conta corrente do balanço de pagamentos. Até o ano de 1985, o superávit comercial foi superestimada em pouco mais de 100 bilhões.18 Para 1986, os resultados preliminares dos quais sugerindo que o superávit comercial não excederá 1,15 bilhão. Isto significaria que o déficit em conta corrente foram ainda maiores do que os indicados.

     TABELA 4
Projeções da Balança de Pagamentos 1985 1986 (milhões de US $)
19851986
Exportações39494529
(Cobre)(1738)(1974)
(Descansar)(2211)(2555)
Importações29143211
Balança comercial10351319
Serviços financeiros20582222
Serviços não financeiros-458-457
Transferências unilaterais100100
Déficit em conta corrente13811250

Estes déficit em conta corrente deve ser acrescentado correspondente a depreciação anualmente. Em 1985, foi para a amortização de 2.293 bilhões dólares americanos e, em 1986, 2.846.000 antes da renegociação anunciado em junho de 1985. Ou seja, antes da renegociação. Recursos externos Chile necessário para 3.674 e 4.176 bilhões em 1985 e 1986 respectivamente. O Banco Central também tinha projectado reembolsos até 1990. Estes números indicam que entre 1987 e 1990 deve ser amortizado 11.068.000 bilhões de dólares, independentemente da participação. A renegociação que levou o ministro Hernan Buchi permite o equilíbrio das contas externas no curto prazo, ficando basicamente diferimento reembolsos e novos empréstimos financiados através das lacunas causadas por pagamentos de juros. Esta dinâmica continuaria a pedir dinheiro emprestado para pagar juros continuaria por muitos anos, com o agravante de que os novos empréstimos não são para aumentar a capacidade produtiva do país, mas para ajustar as contas externas. Note-se que muitos dos novos empréstimos obtidos são nada mais do que anos financeiros e contábeis, uma vez que nem um daqueles dólares vão para os cofres do Banco Central.

Esta é a realidade do Chile, como a maioria dos países latino-americanos. Eles devem ajustar suas economias para pagar dívidas em que incorreram a burguesia e da oligarquia em seus respectivos países, uma situação que leva a aprofundar a dependência do capital transnacional. Apenas sucesso renegociações é adiar o problema, aumente comissões, raramente uma queda na Spread carregada e aumentar significativamente o volume da dívida externa. Claro que não é o caminho. A gravidade da situação, a abordagem oficial não reconhece, requer uma solução diferente, a avaliar uma a uma as premissas sobre as quais tem vindo a levantar a questão, e, claro, o reconhecimento de que a dívida externa lisa e simplesmente não pode ser paga.

IV. O Câncer da dívida deve ser removido

Os números são categóricos. Não admitindo lugar para equívocos: pagar a dívida e os juros que impõe condena Chile para prestar uma homenagem aos bancos transnacionais que a estrutura econômica nacional frágil não suporta. Para fazer isso, os chilenos terão de continuar a pedir emprestado e cada vez pior. Eles vão ter que parar de comer, muitos daqueles que hoje ainda podem fazer algo para continuar a pagar juros. Cademartori e Palma19 mostram que em quase 50 anos o Chile teria de pagar cerca de 177 bilhões sendo incapaz de pagar um único centavo para a dívida original. Esse é o mecanismo que foi submetido aos chilenos nas renegociações e acordos pelos banqueiros e seu protetor, o FMI. Certamente, essas contas surpreendentes provocariam inveja ao próprio rei Midas.

Os acordos assinados pela ditadura e o FMI e os acordos de reescalonamento da dívida com bancos credores definiram uma política econômica que, na essência inclui:

1. desvalorizações periódicas, a fim de manter uma alta taxa de câmbio real.

2. A eliminação dos aumentos salariais no setor público e a não interferência nas negociações do setor privado.

3. Eliminação gradual do déficit do setor público não-financeiro, para chegar a 1987 com um orçamento equilibrado.

4. Reduzir o déficit em conta corrente de 10,5% do PGB em 1984 e em 4,5 para 1987. Isto é afirmado no acordo, é necessário manter uma mudança de política realista e flexível e tarifas baixas e uniformemente.

5. Reduzir a inflação chegar a 1987 com uma taxa anual de 15%, através de uma "política monetária de estabilização." Limites à variação do crédito interno e da eliminação de linhas de crédito seletivas também são definidas.

6. Manutenção de estoques que existiam no final de 1983.

É evidente que estas restrições da política econômica são claras recessivo. Eles definem o que são chamadas, no jargão fundo monetarista, programas macroeconômicos de "austeridade" ou "ajustes recessivos". Mas a austeridade é para as pessoas e a recessão vividos por massas de desempregados e os trabalhadores assalariados.20 Para reduzir o déficit do setor público, por exemplo, significou baixar responsabilidades com pensões (que, em um contexto de inflação meios progressivamente diminuir), obrigando os hospitais de auto-financiamento e centros de saúde e os orçamentos de corte de escolas e universidades.

O Chile é obrigado a pagar toda a dívida que contraiu com os clãs econômicos que antes mesmo tinham assumido o aparelho econômico, obtendo enorme riqueza. Para isso, o governo chileno concedeu o apoio público à dívida privada, assumindo por meios diretos ou indiretos os pagamentos. Então ministros de Pinochet e seus capangas se ajoelharam diante de seus pais, o imperialismo e as classes dominantes locais, traindo os interesses do Chile e seu povo.

Na verdade, o interesse do Chile requer este verdadeiro câncer que significa que a dívida seja liquidada com a responsabilidade que a situação exige. O futuro governo democrático para substituir a ditadura do general Pinochet deve primeiro declarar nulos os acordos de reescalonamento e (incluindo garantias governamentais para a dívida privada) com os bancos credores e o FMI. Em seguida, eles devem rever as obrigações do Estado com cuidado e descartar aqueles decorrentes da compra de armas e materiais de repressão contra a população. Ele também deve aproveitar os ativos dos grupos econômicos para recuperar as transferências substanciais ao longo dos anos fez-lhes o estado fascista. Mesmo assim, você não será capaz de continuar a servir a dívida e, simultaneamente, implementar um verdadeiro programa de recuperação econômica. Portanto, acreditamos que o futuro democrático Chile vai decretar uma moratória mundial sobre a dívida externa, organização e negociação com os credores no prazo que atinge as condições para retomar o pagamento. Chile deve procurar a cooperação com outros países da região, a fim de alcançar condições mais vantajosas e evitar centros financeiros com suas represálias. Deve prevalecer generalizada de que os custos da crise deve ser compartilhada entre o devedor e o critério do credor. Assim como juros e amortização ligação às possibilidades de acumulação e da capacidade de exportação da economia nacional. Este é, em última instância para negociar de forma independente e de uma posição de força para as melhores condições possíveis que permitam dar prioridade exigindo problemas agudos da economia nacional.

V. Notas finais

O regime de Pinochet, que tem sido apoiado pelas forças armadas chilenas, levou o país à ruína financeira e condenou centenas de milhares de chilenos à pobreza extrema. Mas ele cometeu na nossa opinião um crime maior: ele entregou a soberania do Chile aos banqueiros internacionais e do Fundo Monetário Internacional para administrar o país como um negócio, extraindo tudo o que puder dele, mesmo à custa da dignidade e a vida de seus habitantes.

O Chile precisa de um novo governo. A política do ministro Buchi é ainda mais reacionário do que o personagem de gabinete Escobar-Jarpa. Isto é destinado a melhorar a capital financeiro nacional e transnacional, exacerbando as contradições do regime de Pinochet com o povo. Os salários reais continuam a cair, os mutuários de hipotecas não têm nenhuma solução para o problema vital, -a taxa de desemprego, apesar de há números oficiais para baixo, as estatais seguir o caminho da privatização e da saúde e da educação continuar o seu declínio dramático. Mesmo a melhoria conjuntural no cenário internacional (baixas taxas de juros, a queda dos preços do petróleo, a estabilização dos preços do cobre e dólar fraco) permitem alívio para ser uma maioria sobrecarregado pela crise. Porque, assim como o ex-ministro Sergio Bitar disse: "O dilema é saber se esses recursos são usados ​​para pagar a dívida, importação idiota, a fuga de capitais ou aquisição de armas, caso em que são inúteis, ou são canalizados para o investimento social, habitação para os mais necessitados, melhorar salários, vencimentos e pensões e entrega de crédito para os setores produtivos, o que obviamente irá resultar em crescimento"21. A venda de bancos internacionais e Concessão e a transferência das Administradoras de Fundos de Pensões (AFP) mais importantes capitais estrangeiros são sinais claros de o caminho escolhido pelo Ministro Buchi: austeridade para o povo e garantias para os banqueiros e do capital estrangeiro .

Em qualquer caso, o saldo atual é precária. Parte do princípio de que o sistema é capaz de conter e acabar com as demandas causadas pela grande dívida interna, a enorme massa de desempregados, trabalhadores por melhores salários reais e da defesa das empresas estatais, estudantes com mensalidades mais baratas e profissionais para as suas más condições de trabalho. Esse é o calcanhar de Aquiles, o flanco mais fraco da subjugação política do povo. A mobilização social conjunta, coordenada e simultânea em defesa das aspirações legítimas do povo pode derrotar esta política e o sistema que o suporta.

O problema da dívida externa continua a ser a contradição principal que determina o regime de reprodução do regime, mas esta contradição manifesta-se mais especificamente internamente. O desemprego foi condenado a quase um milhão de trabalhadores chilenos, a enorme massa de devedores de hipotecas, pequenos comerciantes e empresários arruinados, aposentados empobrecidos pela política econômica de Pinochet exigem solução séria para seus problemas. Tal solução é objetivamente ligada com a necessidade de uma moratória mundial sobre a dívida externa. Para todo o ônus do ajuste que significa pagar os juros e principal da dívida recai sobre os chilenos hoje, especialmente nos setores mais pobres. A moratória global suportada por cada vez mais amplos setores é, portanto, uma demanda concreta que atrai o apoio da maioria esmagadora nacional.

Notas:

Claudio Pérsico é um economista. Ele vive em Santiago

1. Antecedentes Em Banco Central do Chile, citado pelo suplemento "Economia" revista a No. 12 APSI. Julho de 1986. A queda de números do Produto Interno Bruto per capita são ainda mais alarmantes. De acordo com Patricio Meller, o PIB per capita caiu de 14,3% desde 1981, ou seja, média anual superior a 2,7. Revista de notícias CIEPLAN No. 2, Dezembro de 1985.

2. O regime de Pinochet recebeu felicitações dos representantes do governo e do FMI Reagan repetidamente. O próprio FMI em abril de 1985 enviou um telegrama de felicitações ao governo chileno "por seu comportamento exemplar." O subsecretário do Tesouro dos EUA, David Muldorf, falando no encontro anual da Associação de Bancos do Comércio Internacional, fez a ditadura de Pinochet como um exemplo para outras nações endividadas. Mesmo o Plano Baker foi implementado no Chile, em antecipação ao anúncio em Seul pelo secretário do Tesouro dos EUA.

3. Essa fixação da taxa de câmbio nominal era altamente rentável para os bancos a emprestar na taxa de juros internacional (10 ou 12%), entrando em grandes quantidades de moeda estrangeira, e colocá-los no mercado nacional com taxas reais de até 50 por cento ao ano (em 1976 a taxa de colocação atingiu 51,2% em 1981 e 38,8% em 1982 para 35,1%. Coleção "Estudos CIEPLAN" No. 18, as estatísticas de síntese). Além disso, essa mudança favoreceu a fixação importação indiscriminada de bens produzidos no país. com consequente prejuízo para a indústria nacional (ver CEPAL, Estudo Econômico da América Latina e do Caribe, 1983. Tabela No. 20, p. 298, sobre a composição das importações).

4. Ver revista New Society, 68 e 69 de 1983, especialmente dedicado ao assunto. Além disso, a obra publicada pela CEPAL, especialmente relatórios sobre renegociação da dívida externa e do progresso.

5. Ver o artigo de Hugo Fazio "Os mercados de capitais e concentração financeira" em Araucária Revista No. 5, 1979, pp. 43-68.

6. Hugo Fazio. Op. Cit .. p. 53.

7. A partir do segundo semestre de 1977, as tarifas foram fixadas em 10% para a maioria dos produtos, crescimento de Chile, em seguida, uma das estruturas tarifárias mais baixas do mundo. Posteriormente, a entrada e saída de capital foi liberado, assim que a liberalização comercial e financeira era quase absoluta.

8. De acordo com o Escritório Nacional, Escritório de Planejamento, Planejamento para o período 1977-1981 poupança externa substituído 38% da poupança nacional. ODEPLAN "Target Capital Renda", de março de 1983.

9. Orlando Caputo Leiva: "moratória da dívida externa e na América Latina" em Araucária Revista nº 30, 1985, pp. 47-61.

10. Referido Caputo. Op. Cit., P 51.

11. A taxa real de salários e vencimentos em 1970 assume um valor de 100, alcançado em 1971 para 122,7, alcançando 62,9 em 1975 e ainda não chegar a atingir o valor de 1970. Em 1984, atingiu 87 1 e no 1.985-80,2. (Fonte: INE).

12. O PEM (Programa Mínimo de Emprego) e POJH (Programa de Emprego para chefes de família) são programas de governo que empregam empregos não produtivos e meio dias para desempregados com salários que não ultrapassam US$ 25 em média mês. No final de 1985 estes dois programas emprega 295 555 trabalhadores em uma força de trabalho de 3.648.827 pessoas. Assim, as estatísticas mostram uma taxa de desemprego subestima pelo menos 8,1% de desemprego eficaz. (Coleção de "Estudos CIEPLAN", No. 18 Estatísticas resumidas. Tabelas 5 e 6.)

13. Boletim do Banco Central do Chile, em agosto de 1981.

14. Boletim do Banco Central do Chile, em agosto de 1981.

15. As estimativas de SOFOFA, transferência ascende a 2.200 bilhões de dólares e Valparaiso Business School coloca a 2.500 bilhões. O subsídio dólar entrou em vigor em agosto de 1982, quando foi desvalorizado e, em seguida, o mercado de câmbio foi liberalizado. Inicialmente, ele começou como um 23% do valor do dólar e terminou oficialmente em Junho de 1985 de 40%.

16. Veja os acordos assinados entre o regime de Pinochet e da comissão de doze bancos credores para renegociar assinado em 1983. Nos termos desse acordo. Chile submetido aos tribunais do Estado de Nova York e toda a sua propriedade ser apreendidos excepto navios de guerra e as sedes das representações diplomáticas. É ilustrativo de submissão e servilismo que foi alcançado em que a renegociação ler as cláusulas assinadas pelos representantes da ditadura.

17. Veja os documentos publicados na Área Instituto Chile Economia Alejandro Lipschutz Ciência, ICAL, sobre a questão. Para uma análise quantitativa do problema, lido em Araucária No. 34 de 1986, a obra de José Patricio Palma Cademartori e "O impagável dívida externa do Chile", p. 17-32. Em relação à dívida externa da América Latina, ver as entrevistas de imprensa e documentos escritos por Fidel Castro desde 1982, que tem mantido a necessidade de uma moratória geral ou o cancelamento da dívida externa dos países em desenvolvimento. Para uma base de uma proposta concreta de moratória global, concertada e negociou, em Araucária ver No. 30 de 1985, o artigo de Orlando Caputo citados acima.

18. Os dados preliminares colocar o superávit comercial em 1985 em pouco mais de $ 900 milhões.

19. Op. cit., p. 27.

20. De acordo com El Mercurio de Santiago, mensal suplemento "Economia e Negócios" No. 6, Junho de 1985; mais de 60 por cento dos empregados recebem renda bruta inferior a 110 dólares (após descontos que se torna $ 87). Tenha em mente que este valor é claramente volumosos, porque se trata de um universo de trabalhadores listados na segurança social e cujas empresas declarar e pagar as contribuições. É seguro supor que, entre aqueles que trabalham sem contrato ou cujas empresas não cumpram as disposições relativas à segurança social, a situação é ainda pior do que o informado pelo porta-voz dos clãs econômicos. O salário mínimo bruto, que foi recentemente redesenhada, equivale a pouco menos de $ 50.


21. jornal Fortin Mapocho, No. 353, p. 06 de março 17., 1986


Editado eletronicamente por C.D.Blest em 30/maio/2003


Fonte: www.blest.eu


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Beijo Do Lado Direito Do Gordo

Ilustração Jorge Dutra



Eu só queria saber qual é moral que o Jô Soares tem para falar qualquer coisa a respeito do ex-presidente Lula, da presidenta Dilma Rousseff ou ainda do PT.

Enquanto o humorista leva para o seu sofá alguns deformadores de opinião pública como, Carlos Vereza, Reinaldo Azevedo, Eliane Cantanhêde, entre outros, para hostilizarem o Partido dos Trabalhados e ao mesmo tempo colocarem num pedestal de palha partidos de direita do país como o PSDB, os quais são aliados dos seus patrões o "Gordo" se esquece do que são capazes essas pessoas que ele protege:



Carta completa: http://www.jblog.com.br/hojenahistoria




quinta-feira, 11 de julho de 2013

Brasil e CIA



CounterSpy , abril - maio de 1979, pp 4-23.

Brasil e CIA

por Peter Gribbin

Na corrida para consolidar o seu papel como o novo líder do chamado mundo livre, o governo dos EUA viu como uma tarefa fundamental a contenção de países que, durante a Segunda Guerra Mundial, tinham começado a perseguir um curso independente do desenvolvimento. Se e quando a mudança era para acontecer, que era para ser de uma variedade made-to-order, dirigido a partir de Washington.Para este fim, o estabelecimento de poderosos, forças policiais centralizados na Ásia, África e especialmente América Latina tornou-se uma prioridade.A pessoa que a administração Eisenhower encarregado de organizar uma força-tarefa na formação da polícia foi Byron Engle. 1 Ele foi escolhido por causa de suas experiências de formação polícia japonesa após a Segunda Guerra Mundial ea criação de um conselho consultivo da polícia na Turquia. Financiamento para o novo programa policial supostamente veio do Departamento de Estado, apesar de Engle tinha sido com a CIA desde 1947. Isto levou FBI J. Edgar Hoover cabeça para reclamar que o programa de polícia era apenas mais um cover CIA. 2
Quando a administração Kennedy mudou-se para Washington, o programa de Engle ganhou vida nova. O nível de gabinete Contra-Inteligência (CI) grupo foi liderado por Maxwell Taylor, um ex-general que mais tarde foi nomeado embaixador dos EUA no sul do Vietnã. O Grupo CI, juntamente com a CIA foi responsável pela criação das Forças Especiais (Boinas Verdes), novo treinamento em contra-insurgência nas escolas militares do National War College, em baixo, e novos cursos no Instituto do Serviço Exterior, todos concebidos para tornar membros do Departamento de Estado, a CIA e os ramos militares com conhecimento em técnicas de contra-insurgência. Além disso, uma comissão especial da Polícia e da Polícia de Formação foi criado sob a direção de U. Alexis Johnson, que tem trabalhado de mãos dadas com a CIA ao longo de sua carreira. Johnson mais tarde se tornou vice-embaixador do Vietnã do Sul, mas em sua capacidade atual, nomeou Engle como chefe do programa de polícia novo, expandido. Afinal de contas, não tinha Engle uma vez treinou 100 mil polícia japonesa em apenas dois meses? 3


No Outono de 1961, assim como João Goulart estava assumindo a presidência, os Estados Unidos começaram um influxo expandido de agentes da CIA e oficiais de ajuda ao Brasil. AJUDA conselheiros de segurança pública, como Dan Mitrione foram responsáveis ​​por "melhorar" as forças policiais brasileiras. Engle enviado CIA oficial Lauren J. (Jack) Indo para o Brasil sob o disfarce de "conselheiro em investigações científicas." Antes de vir ao Brasil, Goin montou a primeira equipe de assessoria da polícia na Indonésia, que foi fundamental para o golpe apoiado pela CIA, que culminou com a morte documentada de mais 3-100,000 indonésios. Ele também tinha servido com Engle quando a primeira equipe de assessoria policial foi criado na Turquia. 4


Enquadramento Econômico

O regime Goulart de 1961-1964 representou a "contradição fundamental entre a responsabilidade de um governo para os cidadãos que o elegeram, e à obediência às exigências dos credores estrangeiros expressas no programa de estabilização do FMI." 5 Um governo que se recusa a fazer qualquer gesto para satisfazer as suas condições freqüentemente encontra o seu crédito internacional para as importações cortar o qual, por sua vez, aumenta a probabilidade de uma CIA-induzida, golpe de direita.
Um país no meio de uma crise do balanço de pagamentos é geralmente incapazes de obter crédito necessário a menos que "mudanças políticas significativas são feitas." 6 Por exemplo, os novos empréstimos só podem ser obtidos através de uma mudança longe de políticas econômicas nacionalistas em relação a medidas que favoreçam o investimento estrangeiro . Como está sendo cada vez mais corroborado por outros países do Terceiro Mundo, o sistema democrático do Brasil no início da década de 1960 provou desigual para o difícil desafio colocado pela restrição de divisas. Desde Goulart foi eleito por uma coalizão "populista" dos eleitores que abrangem linhas de classe, o próprio sistema partidário desanimado estratégias que possam colocar qualquer grupo significativo em desvantagem. Neste ambiente, o golpe de '64 tornou-se uma condição sine qua non para o novo crédito nos EUA.
Anteriormente, em 1958, o presidente Juscelino Kubitschek tinha sido forçado a chegar a um acordo com o Fundo Monetário Internacional sobre certas medidas de estabilização, a fim de garantir um empréstimo de US $ 300 milhões. 7 (Seu antecessor, Getúlio Vargas, havia cometido suicídio em 1954. Atrás dele ele deixou um documento no qual ele culpou forças externas para ajudar a criar as circunstâncias que o levaram a tomar a sua vida : "As empresas estrangeiras obtiveram lucros de até quinhentos por cento Eles comprovadamente privou o Estado de mais de cem milhões de dólares. falsas avaliações de mercadorias de importação. 8 ), mas o presidente do Banco do Brasil recusou-se a ir junto com a proposta de aperto de crédito do governo, que teria causado uma depressão no setor privado. Após debatendo em torno de a maior parte de 1958, instituindo meia forma mede inaceitável para o FMI, Kubitschek rompeu as negociações e deu esperança para o empréstimo americano. Ele conseguiu obter o crédito externo necessário, por meio de um empréstimo de curto prazo, de alto custo a partir de fontes privadas no exterior. Mas seu sucessor, Janio Quadros, herdou uma crise de amortização da dívida em grande escala que não podia mais ser adiada.
Quadros imediatamente chegou a um acordo com o FMI e os credores estrangeiros. Ele aboliu os "leilões de troca", que o governo brasileiro, por leiloando suas reservas cambiais para o maior lance / importador, tinha anteriormente utilizados como fonte de receita. nove foram estabelecidos certos controles cambiais (subsídios) para as importações "necessários", efetuar uma desvalorização do cruzeiro brasileiro em cinqüenta por cento. O FMI ainda não estava satisfeito, no entanto, e em julho de 1961, conseguiu forçar Quadros para abolir todos os controles cambiais e peg todas as operações de câmbio à taxa de mercado mundial (gratuito). 10
Ao atender as exigências do FMI, Quadros foi capaz de negociar novos créditos e reescalonamento de pagamentos devidos com seus credores europeus e dos EUA. Inflação ainda rugia, no entanto, e quando Quadros crédito limitado (como Kubitschek antes dele) ele veio contra fortes contra-pressões políticas. Na esperança de ganhar apoio popular e um novo mandato para liderar o país, Jânio Quadros renunciou depois de apenas oito meses no cargo.
Embora algumas fontes viu sua renúncia como sendo imposta a ele pela CIA, Quadros tinha, de fato, foi a última esperança do governo dos EUA para trazer a sua marca de estabilidade para o Brasil dentro de um contexto democrático. No New York Times de 26 de agosto de 1961, o humor do Departamento de Estado foi descrito como "um medo de que a partida do Presidente Quadros do cenário político do Brasil, se não for revertida, mergulharia o país em graves dificuldades políticas que ameaçam a sua estabilidade, e interferindo com o programa de estabilização financeira e económica ".
Sucessor de Jânio Quadros, João Goulart, cuja força política repousava sobre os laços estreitos que havia fomentado com os sindicatos, enquanto Ministro do Trabalho sob Vargas, foi à esquerda do espectro político brasileiro. A ameaça real - para os industriais, o exército e os investidores estrangeiros - foi a probabilidade de que o trabalho organizado sob Goulart se tornaria a força política dominante no Brasil. 11 Se Quadros não poderia realizar seu programa de estabilização, parecia ainda menos a esperança de , a esse respeito, de Goulart.
Durante a presidência de Goulart, as contradições inerentes ao desenvolvimento do pós-guerra no Brasil atingiu o ponto de ruptura. Goulart tinha herdado os problemas acumulados de 15 anos de inflação e de endividamento externo, que nenhum de seus antecessores havia enfrentado com sucesso. Último esforço do Brasil na estabilização da economia dentro de um quadro democrático foi feito em 1963. O Plano Trienal, elaborado pelo ministro das Finanças, Santiago Dantas, eo ministro de Planejamento Econômico, Celso Furtado, foi feita com um olho no eleitorado brasileiro e outro no FMI. 12
Por um lado, este plano prometeu realizar reformas fiscais e agrária e retoma uma alta taxa de crescimento. Simultaneamente, no entanto, procurou conter a inflação, que era uma condição prévia para receber novos créditos e / ou diferimento de pagamentos devidos. Em 1963, este esmagamento carga de amortização da dívida ameaçou comer um aumento de 45 por cento das receitas de exportação do Brasil. 13Quando o plano foi apresentado ao FMI, este último queria condições mais rigorosas. Estas foram : a desvalorização do cruzeiro, a reforma cambial que significava a abolição de subsídios sobre a importação de trigo e petróleo, e, as restrições sobre o déficit do orçamento (que se traduziu em uma redução nos serviços do governo) e os aumentos salariais. Estas restrições foram projetados para contrair a oferta de moeda e deprimir os custos de bens e de trabalho. Produtos mais baratos e mão de obra (à custa dos trabalhadores) tornaria os produtos brasileiros mais competitivos no mercado mundial. Mas os elementos contraditórios do Plano Trienal logo explodiu.
O Brasil foi capaz de afastar o desastre iminente, quando a Agência para o Desenvolvimento Internacional (AID) concordou em liberar 400 milhões dólares americanos com a condição de que a vara do governo para seu programa de austeridade. 14 O programa do governo estava fadada ao fracasso, no entanto, por causa de uma proposta de 70 por cento aumento salarial para os funcionários do governo - o militar entre eles - cujo apoio é necessário se Goulart era para permanecer no poder. Travados entre uma rocha e um lugar duro, Goulart deu para o aumento salarial e realizada fora na estabilização proposto. Os EUA suspenderam imediatamente os seus desembolsos de ajuda.
Goulart exacerbou ainda mais a hostilidade americana em direção a ele, quando ele assinou a Lei de Remessa de Lucros. 15 Essa lei, o que enfureceu os investidores estrangeiros, desde que as remessas de lucros pode ser calculado apenas sobre o montante do capital originalmente trazido para o país, e não no (muito maior ) unremitted lucros passados, que foram reinvestidos no Brasil. Desgosto dos EUA para Goulart foi expressa no corte-off de ajuda ao seu governo e ao mesmo tempo dando apoio a determinados governadores conservadores (Carlos Lacerda na Guanabara e Adhemar de Barros, em São Paulo), com quem ele pensou que poderia fazer o negócio.
O ato final da tentativa fútil de Goulart para aplacar os interesses nacionais e estrangeiros foi jogado para fora no primeiro trimestre de 1964. No início do ano, Goulart realizou discussões sobre outra reforma cambial e renegociação da dívida externa do Brasil com uma equipe de três homens do FMI. Mas essa tentativa de chegar a um acordo com seus credores caiu através quando, em um gesto para a esquerda, ele anunciou a expropriação e redistribuição de terras de propriedade privada e da nacionalização das refinarias de petróleo privadas. Infelizmente, estes movimentos fez mais para mobilizar o direito do que eles fizeram para ganhar o apoio da esquerda. Em 1 º de abril de 1964, os militares rapidamente deposto Goulart e instalou seu próprio governo interino.
Os seguintes 15 anos têm mostrado que, com a derrubada de João Goulart, a democracia no Brasil chegou a um ponto insuportável. Após trêmulas 20 anos, os direitos políticos básicos foram abandonados.Disposições do primeiro Ato Institucional, elaborada após o golpe de Estado criou uma cassacao morte, ou políticos por dez anos. Estes poderes de emergência logo deu lugar a um segundo Ato Institucional.O Ato Institucional Quinta fechar o Congresso, suspendeu o habeas corpus para a atividade política, e deu poder autocrático completo para o presidente. 16 leis trabalhistas promulgadas após o golpe rescindido praticamente todos os direitos relacionados ao trabalho : o direito de greve, para negociar diretamente com os empregadores em vez de o Estado, e para estabelecer a representação sindical dentro das fábricas. 17 A destruição da democracia no Brasil era uma evidência da impossibilidade de servir a dois senhores. Goulart nunca foi capaz de conciliar as demandas legítimas dos grupos de pressão domésticos com as restrições económicas externas dos credores do Brasil. Como uma ironia final, a recusa de Goulart a sucumbir às pressões estrangeiras só serviu para irritar as forças antidemocráticas dentro do Brasil até o ponto onde eles viram em seu interesse de se livrar da democracia e Goulart em uma só penada.


Aliados internos do imperialismo: Inimigos nacional do Brasil

No outono de 1961, assim como João Goulart estava assumindo a presidência, os Estados Unidos começaram a fazer contato com a oposição de direita. Ao mesmo tempo, a CIA começou a penetração multifacetado da sociedade brasileira projetada para influenciar a política interna daquele país. Lincoln Gordon, embaixador dos EUA no Brasil, foi nomeado no mesmo dia em que o antecessor de Goulart, Jânio Quadros renunciou. Logo após sua chegada, em outubro, Gordon encontrou-se com um almirante de direita chamado Silvio Heck. Heck informou Gordon de uma sondagem das forças armadas que revelou que mais de dois terços dos homens alistados contra Goulart. Heck também esperava que, quando chegou a hora de derrubar Goulart "os EUA iriam ter uma visão entendimento." 18 Embora Gordon, mais tarde determinada figuras que de Heck foram exageradas, ele nunca advertiu Goulart ou seus conselheiros desta conspiração.
A CIA, por sua vez, levou mais do que um interesse passivo em ajudar as forças militares de direita chegar ao poder no Brasil. A derrubada de Goulart ea destruição da democracia no Brasil foi realizada através da manipulação de diversos grupos sociais. A polícia, os militares, os partidos políticos, sindicatos, federações e associações de estudantes donas de casa foram todos explorados no interesse de agitar oposição a Goulart. No entanto, enquanto a intenção original de Washington pode ter sido para substituir Goulart com o homem forte general Castello Branco, a garantia de sucesso a longo prazo do golpe exigiu um aumento no material de EUA e treinamento para as forças de segurança brasileiras, que continua até hoje.
O golpe militar teve como seu primeiro presidente Humberto Castello Branco, um homem que teve uma longa e estreita relação com o exército dos Estados Unidos. Durante a invasão aliada da Itália, em 1945, um número de oficiais brasileiros de destaque que participam na campanha tornou-se expostos a idéias militares americanos e táticas. 19 companheiro de quarto de Castello Branco na Itália era um engenheiro CIA-golpe, o então tenente-coronel Vernon (Dick) Walters . Em 1964, Walters foi adido militar da embaixada os EUA, e o homem mais intimamente ligado com a liderança militar do Brasil.
Desde o fim da II Guerra Mundial, Washington usou seu papel como policial do chamado mundo livre para justificar a expansão de sua influência nas forças brasileiras. Planejamento militar entre os dois países, foi coordenado por um Brasil Estados Unidos Comissão Militar Conjunta (JBUSMC). Em 1949, o Pentágono ajudou o Brasil a montar e funcionários da Escola Superior de Guerra (Advanced War College), uma cópia do National War College, EUA. 20
The War College Advanced é responsável pelos estudos de segurança nacional, desenvolvimento de estratégia militar, e idéias sobre construção da nação -. Último a ser retirado do Pentágono e da experiência do Exército dos EUA na reconstrução do Japão pós-guerra 21 Para este dia, a escola já formou mais de três mil civis e gestores militares doutrinados na ideologia militar de direita ea crença de que apenas as forças armadas pode levar o Brasil a seu destino apropriado como a grande potência da América Latina. 22
Outro general do exército brasileiro, que foi fundamental para o golpe foi Golbery do Couto e Silva. Como Castello Branco, Couto e Silva era um membro da elite militar do Brasil, que se apaixonou por pensamento militar dos EUA, enquanto um membro da Força Expedicionária Aliada na Itália, em 1945. 23 do Exército Brasileiro "eminência parda intelectual", Couto e Silva foi particularmente influente na formação do War College avançada, popularmente conhecido como "Sorbonne brasileira". Em um ponto o chefe da seção brasileira da Dow Chemical, Couto e Silva tornou-se chefe de serviços do Brasil primeiro nacional de inteligência, o SNI, após o golpe de Estado em 1964. 24
No início dos anos 60, o agora aposentado general Couto e Silva tornou-se o chefe de gabinete do Instituto de Estudos de Pesquisa Sociais (IPES, em Português). A inspiração levando em IPES foi Glycon de Paiva, 25 engenheiro de minas do estado de Minas Gerais. Para evitar a detecção, IPES posou como uma organização educacional que doou dinheiro para reduzir o analfabetismo entre as crianças pobres.Verdadeiro trabalho IPES ', no entanto, estava organizando a oposição Goulart e manutenção de dossiers de ninguém de Paiva considerado um inimigo.
Fazendo as rondas de grandes industriais do Brasil, de Paiva foi capaz de apelar para os seus interesses, traduzindo o seu ódio visceral do comunismo em uma mensagem simples que poderiam entender :Goulart quer tirar de você o que é seu. Desta forma, de Paiva conseguiu angariar cerca de US $ 20.000 por mês em doações. 26
Um alvo imediato da campanha anti-Goulart IPES 'eram donas de casa, a quem de Paiva reconhecidos como sendo receptivo às advertências sobre a ameaça que o comunismo representava para a família brasileira, e os valores da sociedade em geral. Ele criou sociedades de mulheres em todas as grandes cidades. No Rio de Janeiro era chamado de Campanha da Mulher pela Democracia (CAMDE). 27Durante a semana do golpe de Estado em março de 1964, IPES organizou uma grande marcha contra Goulart. Em São Paulo, 10 mil pessoas se uniram à Marcha da Família com Deus pela Liberdade.Mulheres São Paulo apresentou um manifesto em nome da democracia cristã e, ao mesmo tempo, o arcebispo de São Paulo proibiu seus bispos de participar na marcha, porque ele disse que tinha sido financiado pela agência de publicidade dos EUA, McCann Erickson. 28
A maior preocupação de De Paiva, no entanto, foi a ameaça representada pela abertura de Goulart para a esquerda. A este respeito, o papel do Couto e Silva em manter arquivos em IPES era duplo. Por um lado, ele colocou agentes pagos no serviço militar brasileiro para se certificar de que os homens ao longo dos principais serviços manteve-se fiel à "nação" brasileira e não a Goulart. Ao mesmo tempo, IPES colocado informantes pagos em fábricas, escolas e escritórios do governo para informar sobre apoiantes de Goulart. Petrobras, a companhia estatal de petróleo, recebeu atenção especial, como de Paiva estava convencido de que Goulart tinha muitos adeptos lá. Antes de Couto e Silva terminou, IPES tinha arquivos em 400 mil "inimigos" do Brasil. 29
Outra parte do esforço da CIA para criar um sentimento anti-Goulart no Brasil foi o aparelhamento das eleições. Trabalhando através de um grupo da frente chamado de Instituto Brasileiro de Acao Democrática (IBAD), a CIA canalizou dinheiro em campanhas políticas locais. IBAD, por sua vez, passou o dinheiro através de seus dois ramos, Ação Democrática Popular (ADEP) e promoção de vendas, Inc. 30 Nas eleições de 1962, IBAD não só financiou mais de mil candidatos, mas recrutou-os para que a sua primeira lealdade seria com o IBAD ea CIA. Em todos os níveis, a partir de deputados estaduais até governadores, a CIA empilhados os votos a favor de seus candidatos.
Em fevereiro de 1964, a CIA estava quase "queimado" por uma investigação parlamentar sobre a sua violação das leis eleitorais em 1962. 31 A CIA tinha gasto cerca de US $ 20 milhões, mas um escândalo foi evitado por três empreendimentos : cinco dos nove membros do o comitê de investigação tinha-se recebido fundos da CIA, três dos bancos envolvidos - First National City Bank, o Bank of Chicago, e do Royal Bank of Canada - recusou-se a revelar as fontes estrangeiras de o dinheiro depositado no IBAD e as contas ADEP e, por último, Goulart, ainda na esperança de apaziguar Washington, fez com que o relatório final foi lavado.
A CIA também manipulou alguns membros do movimento estudantil. Os benefícios de ter ativos nas universidades, no entanto, não foram realizados até depois da derrubada de Goulart. Embora em grande parte ineficazes antes do golpe, o Grupo de Acao Patriótica (GAP) foi posteriormente usado para espionar membros da união nacional de estudantes (UNE). GAP foi fundada por Aristoteles Luis Drummond cujo herói era o almirante direitista Silvio Heck. 32 Durante um programa de rádio que ele fez no Rio de Janeiro, Drummond expôs sobre determinado defesa do GAP da liberdade e da propriedade, que ele alegou apenas o militar poderia salvaguardar . Não surpreendentemente, a entrevista foi retransmitido pela Voz da América. Mais tarde, a CIA forneceu Drummond com 50 mil livros e panfletos da Guerra Fria sobre a ameaça comunista e, mais ao ponto, diatribes contra a UNE. Ainda assim, segue o GAP era pequeno e sempre que Drummond colocar cartazes dizendo "GAP com Heck," ele fez certeza de que foi na calada da noite.
Nos quatro anos que se seguiram ao golpe, no entanto, Drummond e GAP passou a desempenhar um papel fundamental na nova junta. Por exemplo, durante uma manifestação estudantil de Maio de 68, em protesto contra o custo de discriminação da educação, um jipe militar foi derrubada e incendiada. Na manhã seguinte, Drummond foi convidado para falar sobre o incidente com o presidente Costa e Silva.Embarcar em um avião militar, Drummond foi levado para Brasília, onde passou uma hora com o presidente identificação de líderes da manifestação e assegurando Costa e Silva que eram comunistas, que não representam a maioria dos alunos. 33


Operações Policiais

Como oposição à junta militar aumentou o controle do aparelho do Estado tornou-se sinônimo de aumento da vigilância, detenções e tortura de quem se envolver em atividade política. Em resposta, Couto e Silva, o chefe de equipe do IPES, tomaram as suas centenas de milhares de arquivos a Brasília para configurar o primeiro serviço nacional de inteligência, o SNI. 34 Tal como acontece com a criação de DINA no Chile, SNI do Brasil foi criado imediatamente após um golpe militar apoiado pela CIA. Inevitavelmente, o SNI se virou para o seu homólogo mais poderoso no Norte. No quartel da polícia em todo o Brasil que era de conhecimento comum que muitos oficiais pegou o dinheiro de, e se reportava diretamente ao, as estações da CIA. Em troca, a CIA eo SNI começou a empurrar a polícia por resultados. Duramente pressionado para provas incriminatórias em subversivos, a polícia concluiu que nada fez um detento mais dispostos a falar de um pouco de tortura. Além disso, trabalhar em estreita colaboração com a CIA abriu um até lojas especiais de equipamento. Tudo a partir de gás lacrimogêneo para telefones de campo (usado para administrar choques elétricos) podem ser entregues imediatamente a partir do ramo Panamá Divisão de Serviços Técnicos da CIA (TSD). Solicitando tais materiais através dos canais normais pode levar meses.
No entanto, as informações sobre dissidentes em arquivos do Couto e Silva foi inconclusivo, e ao tratamento dos prisioneiros era complicado. Um recurso alternativo tinha que ser encontrado. O sentido das limitações por parte da polícia brasileira logo deu origem a grupos de vigilantes que procuravam apaziguar os temores de novos líderes do Brasil e seus apoiadores dos Estados Unidos. Um dos homens que atuavam nessas preocupações foi Henning Albert Boilesen, presidente de uma companhia de gás líquido. A suspeita de que Boilesen foi a soldo da CIA cresceu quando ele começou a solicitar o dinheiro de ricos industriais para uma nova organização chamada Operacao Bandeirantes (OBAN). 35 OBAN uniu os vários serviços militares de inteligência da polícia em uma organização paramilitar que não conhecia limites.
Esquadraos da Morte (Esquadrões da Morte) não foram um fenômeno novo no Brasil. Antes do golpe que tinha sido uma fonte de renda extra para policiais fora de serviço. Se um bandido precisava de uma rival eliminada, ele poderia mandar para um membro de um esquadrão da morte para começar o trabalho feito. Apesar dos aumentos salariais da AID, seis anos após o golpe Death Squad execuções por policiais fora de serviço ainda estavam ocorrendo. E agora, uma nova ruga tinha sido adicionado. O "Dez por Um" dictum significa que, para cada morte de um membro do Esquadrão da Morte, dez pessoas morreriam. Quando um investigador da polícia de São Paulo foi morto em 1970, cerca de vinte pessoas foram executadas pela polícia. 36
Funcionários da ajuda dos Estados Unidos sabia e participação da polícia apoiados em grupos de extermínio. No Uruguai, um oficial de operações da CIA, William Cantrell, usou a capa de uma ajuda pública ao Conselheiro de Segurança para ajudar a criar o Departamento de Informação e Inteligência (DII). 37 motorista de Cantrell, Nelson Bardesio foi ele próprio um membro do Esquadrão da Morte, em Montevidéu . Sob interrogatório por guerrilheiros Tupamaros, em 1972, Bardesio testemunhou que a DII serviu como uma cobertura para o Esquadrão da Morte. O testemunho de Bardesio revelou ainda que um diplomata brasileiro se ofereceu para configurar as comunicações de rádio entre Brasília e Montevidéu. Autoridades de inteligência uruguaios, afirmou Bardesio, recebeu Death-tipo Esquadrão de treinamento no Brasil. O link para viver entre esquadrões da morte dos dois países é Sergio Fleury, um oficial superior da polícia política no Brasil. Um líder na eliminação da esquerda brasileira, Fleury foi identificado por centenas de presos políticos como o homem que supervisionou a sua tortura. 38 Através de seu trabalho nos esquadrões da morte, a infâmia do Fleury se espalhou a partir de São Paulo para todo o Brasil e para Uruguai. Em pelo menos duas ocasiões, ele se reuniu com grupos de policiais uruguaio através de contatos da CIA. 39
O uso sistemático da tortura também foi tolerada se não for incentivada por oficiais de ajuda dos Estados Unidos. Polícia no Brasil, uma vez especulou sobre o que a Segurança Pública Advisor Dan Mitrione faria se fosse testemunhar a tortura de um preso. Um deles disse que iria embora. Outro perguntou: "Onde, o país?" "Não", disse o primeiro, "sair da sala." 40 Para este dia, o Programa de Segurança Pública dos EUA no Brasil ajudou na formação de mais de 100 mil policiais federais e estaduais. Além disso, 600 oficiais de alta patente receberam treinamento na extinta Academia Internacional de Polícia (IPA), no campus da Universidade de Georgetown, em Washington DC. 41 Os Estados Unidos também é responsável pela construção, equipamento e desenvolvimento do currículo e corpo docente da Academia Nacional de Polícia do Brasil, o seu Centro Nacional de Telecomunicações e do Instituto Nacional de Criminalística e de Identificação. 42
Na tortura real de presos, os policiais civis e militares trabalharam lado a lado. Era uma prática comum para os prisioneiros a serem tomadas a partir de uma prisão gerida pela polícia civil para uma corrida por um ramo das Forças Armadas e, em seguida, de volta para uma instalação de correr pela polícia. CENIMAR, a seção de inteligência da Marinha, teve sua principal prisão e centro de tortura no porão do Ministério da Marinha, perto do cais do porto, no Rio de Janeiro. Oficiais da Marinha dos EUA com base na missão naval muitas vezes ouviu gritos de todo o pátio. Mas nenhum deles - nem mesmo comandante da missão, o contra-almirante C. Thor Hanson - já levantou o assunto com seus anfitriões. 43
A partir da instalação CENIMAR, os prisioneiros foram enviados através da Baía de Guanabara por lancha para uma prisão na Ilha das Flores. No interior dos edifícios brancos baixos eram interrogadores que se especializou em tortura. O pessoal lá foi composta por membros do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). O comandante da ilha era Clemente José Monteiro Filho, um graduado da Escola das Américas (comumente referido como a escuela de golpes , a escola de golpes) em Fort Gulick no Panamá Zona do Canal. 44 O líder do interrogatório e tortura era Alfredo Poeck, um comandante da marinha que tinha feito um curso de três meses na Escola de Guerra Especial em Fort Bragg em 1961. 45
A rotina de tortura comum consistia de uma surra preliminar por uma pá de madeira plana, com buracos perfurados por ela chamado de palmatória . Isto seria seguido por uma aplicação mais concentrada de fios eléctricos para os órgãos genitais concebidas para provocar informação da vítima. Se este método falhar, o prisioneiro foi submetido a mais uma rodada com a palmatória -. muitas vezes durante seis horas em um momento 46 Hoje, a tecnologia terror do Brasil avançou além do bastão elétrico ea pá de madeira. Depoimento de presos políticos verificados pelo Colégio Brasileiro de Advogados lista entre os mais novos inventos um cubículo refrigerado chamado de Geladeira . Prisioneiros nus são encaixotados na Geladeira por vários dias em um tempo e freqüentemente encharcados com água gelada. Todo o tempo, alto-falantes emitem sons ensurdecedores. Um prisioneiro descreveu isso como uma "máquina de enlouquecer as pessoas." 47
Os egressos dos programas policiais CIA conectadas em os EUA são uma preocupação inegável para o povo brasileiro. CounterSpy , falando a esta preocupação, está apresentando os nomes desses graduados durante os períodos de 1961-1964 :
  Datas indicar quando a pessoa estava em os EUA
Abreu, Antonio Candido (4/15/63-7/15/63)    Ferreira, Rubens Jose (7/15/63-10/15/63)    
Affonso, Leonel Archanjo (4/15/63-7/15/63)    Firmo Sereno, João (4/15/63-7/15/63)    
Almeida, Eudes Batista (7/15/63-10/15/63)    Hostin, José Mario (4/15/63-7/15/63)    
Almeida, José Tabosa (4/15/63-7/15/63)    Lage, Raimundo Valerio Dias (7/15/63-10/15/63)    
Andrade, Neylor Vasconcellos (4/15/63-7/15/63)    Mafra, Heitor Martins (7/15/63-10/15/63)    
Araujo, José Eduardo (7/15/63-10/15/63)    Nascimento, Ricardo Frazao do (4/15/63-7/15/63)    
Araujo, Taltibio Delivalle y (4/15/63-7/15/63)    Nogueira, Hever da Silva (1/15/63-2/15/63)    
Arnaut, Vilmar Leal (7/15/63-10/15/63)    Oliveira, Alceu Drummond (7/15/63-10/15/63)    
Barbosa, Joaquim (4/15/63-7/15/63)    Pereira, Paulo Fernandes (1/15/63-4/15/63)    
Boffa, Carlos Alberto (7/15/63-10/15/63)    Ribeiro, Arlindo Bento (7/15/63-10/15/63)    
Brandão, Raul (4/15/63-7/15/63)    Rosa, Hélio Pestana (1/15/63-4/15/63)    
Costa, Jose Luiz (7/15/63-10/15/63)    Saraiva, Iaci Cruz (1/15/63-2/15/63)    
Da Costa, Concalves Ismar (1/15/63-4/15/63)    Silva, Paulo Souza da (4/15/63-7/15/63)    
Dantas, Walter (1/15/63-4/15/63)    Silva, Wilson Gomes da (7/15/63-10/15/63)    
De Abreu, Eudes Coutinho (1/15/63-4/15/63)    Silveira Filho, Paulo Agemiro da (7/15/63-10/15/63)    
De Almada, Antonio Soares (4/15/63-7/15/63)    Sousa, Saulo Nunes (4/15/63-7/15/63)    
De Arruda, Firmiand Pacheco (1/15/63-4/15/63)    Souza, Dilson de Almeida (1/15/63-4/15/63)    
Fernandes, Antonio (7/15/63-10/15/63)    Teixeira, Dioran (7/15/63-10/15/63)    
Fernandes, Oezer Carvalho (1/15/63-2/15/63)       



Operações de trabalho

Nesta seção final, examinaremos como a subversão de líderes trabalhistas brasileiros e outros funcionários sindicais da CIA ajudou a derrubar Goulart. Como tal, estamos disponibilizando ao povo do Brasil, os nomes das pessoas que participaram em sessões especiais de formação em os EUA 1961-1964. Estes cursos foram realizados pelo Instituto Americano para o Desenvolvimento do Trabalho Livre (AIFLD), que, de acordo com Philip Agee, é um "centro de trabalho controlada CIA financiadas através de auxílios." 48 Antes de ir para os nomes, no entanto, é importante para traçar a história de conluio do Trabalho dos EUA com a política externa norte-americana na América Latina.
Desde meados da década de 1950, a Federação Americana do Trabalho e Congresso das Organizações Industriais - uma vez que eles tinham se uniram para formar a AFL-CIO - têm assumido um papel cada vez mais activo na implementação da política externa americana. Quando a Confederação Internacional dos Sindicatos Livres (CISL) foi estabelecido como um rival anti-comunista para a Federação Sindical Mundial (FSM), o "Mundo Livre", reconheceu que a América Latina se tornaria o domínio exclusivo do AFL-CIO em sua Guerra Fria contra-ofensiva contra o seu inimigo percebido, expansionismo soviético. 49
Filial da CIOSL no hemisfério ocidental foi a Organização Regional Interamericana de Trabalhadores (ORIT). Em ambos ideologia e prática, ORIT espelhava a AFL-CIO, que ambos os fundos e os lucros de sua irmãzinha para o sul. "O objetivo principal da ORIT é lutar contra o comunismo e promover a" democrática sindicalismo. Ela prega a reforma dentro do sistema capitalista existente, negando a existência do antagonismo de classe .... pontos ORIT para os EUA como um exemplo dos benefícios que o sistema pode acumular sobre a classe operária e os trabalhadores organizados. " 50 As principais fontes de ORIT de financiamento têm sido a AFL-CIO, Fundo Internacional de Solidariedade da CISL, e outras agências norte-americanas. Em 1961, seu orçamento anual ascendeu a 125.000 dólares, excluindo os subsídios. 51 A CIA exerceu um controle considerável sobre ORIT. No início dos anos 60, Morris Paladino foi Diretor da ORIT da Educação, Diretor de Organização e Secretário-Geral Adjunto. Ao mesmo tempo, Paladino também foi o principal agente da CIA no ORIT, trabalhando fora de Organizações Internacionais da CIA (IO) Divisão em Cidade do México. 52
Outra criatura de trabalho da AFL-CIO no cenário internacional é o Instituto Americano para o Desenvolvimento do Trabalho Livre (AIFLD). Inaugurado em 1962, o conselho de administração da AIFLD atesta a comunhão de interesses compartilhados pela CIA e pela elite industrial e de trabalho dos Estados Unidos. Diretor-executivo até 1966 de AIFLD foi Serafino Romualdi, ex-representante do Inter-Americana para o AFL-CIO. Outros membros do conselho incluem chefe AFL-CIO George Meany; Joseph Beirne, chefe dos Trabalhadores da América de comunicação e um colaborador em operações de trabalho da CIA através do Post, Telegraph and Telephone Internacional dos Trabalhadores (PTTI); J. Pedro Graça, um ex-presidente e atual presidente do conselho de AIFLD, e chefe da WR Grace Company, que tem interesses extensivos na América Latina. Outros líderes empresariais que ocupe ou tenha ocupado cargos executivos incluem Charles Brinckerhoof, presidente do conselho de administração da Anaconda Companhia; William M. Hickey, presidente da United Corporation, Robert C. Hill, diretor, Merck and Company; C. Juan Trippe, presidente do conselho, Pan American World Airways,. Henry S. Woodbridge, presidente do conselho, Tru-Temper Copper Corporation 53 Um novo membro do conselho de administração da AIFLD foi Nelson Rockefeller, que juntou pouco antes de sua morte. Além deste grupo ilustre, os executivos Completando a liderança da AIFLD vêm de Gulf Oil International, Johnson e Johnson International, Owens-Illinois, e os membros do Instituto de Educação Internacional e do Fundo de Educação Social e Econômica Internacional, ambos os beneficiários dos fundos da CIA frentes. 54
A medida em que AIFLD está sob a égide da CIA é indicado pelo fato de que Serafino Romualdi, enquanto AIFLD, ainda era um agente de Organizações Internacionais da CIA (IO) Divisão. Através da Divisão de IO, Romualdi e William Doherty - ex-deputado Inter-americano do Post, Telegraph and Telephone Internacional dos Trabalhadores (PTTI) e agora Diretor de Projetos Sociais da AIFLD -. Controle do dia-a-dia de AIFLD exercida pela CIA 55
Ao contrário de papel fora frente da ORIT na promoção do comércio pró-ocidental sindicalismo, AIFLD é dedicado a "fortalecer o setor de trabalho democrático em termos de ... assistência técnica e projetos sociais ... principalmente nas áreas de educação e formação, estudos de recursos humanos, cooperativas e habitação. " 56 William Doherty é menos ambígua quando ele aponta que AIFLD é um exemplo do desejo de cooperação entre empregadores e trabalhadores. Assim, ele enfatiza a principal meta da AIFLD : para dissipar a hostilidade dos trabalhadores latino-americanos para as corporações norte-americanas. 57
Uma avaliação menos otimista, mas mais realista do papel do AIFLD é dada por Philip Agee, em seu livro Inside the Company . Falando de sua criação, em 1962, ele afirma que AIFLD é "a resposta de Washington às limitações dos programas de trabalho actualmente realizados através da ajuda, bem como através de estações da CIA e ORIT." O problema, diz Agee, foi "como acelerar a expansão das atividades de organização do trabalho na América Latina, a fim de negar trabalhadores aos sindicatos dominados pela extrema esquerda e para reverter a penetração comunista e castrista." 58
"Programas de ajuda", diz Agee, "são limitados por causa de sua dependência direta do governo dos EUA .... programas ORIT são limitados porque suas afiliadas são fracas ou inexistentes em alguns países .... Os programas da CIA são limitadas por problemas pessoais, mas muito mais pelos limites para a quantidade de dinheiro que pode ser canalizada de forma encoberta pelas estações e através de organizações internacionais, como a ORIT e CISL. " 59
Sob a capa oficial de "educação de adultos", AIFLD configura projetos sociais como a habitação, sindicatos e cooperativas de crédito dos trabalhadores. Principal tarefa do AIFLD, no entanto, é semelhante ao da ORIT na medida em que visa a organizar sindicatos anti-comunistas na América Latina. Para este fim, AIFLD criar institutos de formação que levaria sobre o ensino de cursos actualmente a ser dadas por membros AIFLD. E, embora o controle de administrar os institutos de formação em Washington seria por AIFLD, esperava-se que os institutos de si seria chefiado por agentes da CIA assalariados sob controle operacional da estação local da CIA. 60
A conseqüência lógica da obsessão de AIFLD com anti-comunismo foi a participação direta de seus trainees na derrubada de João Goulart. Mesmo antes Goulart chegou ao poder, os líderes da AFL-CIO criticaram força crescente comunista, tanto no movimento sindical e no governo de Juscelino Kubitschek. Em 1956, Romualdi, juntamente com o trabalho adido Irving Salert e embaixador dos EUA James C. Dunn, providenciou para que os líderes trabalhistas brasileiros visitam o objetivo de os EUA AIFLD foi o "desenvolvimento de um núcleo de dirigentes sindicais que, ordenando o apoio entusiástico da classificação e arquivo, pudesse voltar tentativas comunistas de capturar o movimento sindical brasileiro. " 61
As eleições de 1960 viu Jânio Quadros eleito presidente e vice-presidente Goulart. Durante este tempo, Romualdi começou a tribunal Carlos Lacerda, o governador de direita de Guanabara, cujo capital é o Rio de Janeiro. Quando Quadros tentou deter a inflação fúria do Brasil, limitando a oferta de crédito, a pressão contra ele montada. Em agosto de '61, depois de apenas oito meses no cargo, Quadros renunciou inesperadamente. Ao fazer isso, ele esperava para unir a nação por trás dele e, assim, dar-se um novo suporte popular. Mas Lacerda, com base no parecer de Romualdi, fez com que a chamada comunista esperado para uma greve geral seria derrotado. Falando na sessão da convenção ORIT sendo realizada no Rio de abertura, Lacerda disse que iria renunciar, a fim de levar "das ruas" a luta contra Quadros. 62 durante a convenção, Romualdi e AFL-CIO secretário-tesoureiro William F. Schnitzler pressionaram os líderes trabalhistas em boicotar a greve proposta. 63
Quando a chamada para uma greve geral foi emitido em 26 de agosto, os trabalhadores marítimos, o Comitê Central dos Sindicatos ferroviárias eo Comité de Comércio da União para a defesa da democracia, o que representa mais de quatro milhões de trabalhadores, impediu os seus membros de honrar a greve, assim causando sua falha. 64
Quando a notícia da cumplicidade da ORIT com planos contra o governo de Lacerda tornou-se conhecido, o Ministro do Trabalho Quadros ameaçou proibir ORIT no Brasil. Só a renúncia de Jânio Quadros impediu de emitir o decreto. 65
As relações da ORIT com o sucessor de Jânio Quadros eram ainda piores. No início de 1962, uma delegação da ORIT chefiada pelo secretário-geral Arturo Jauregui, o senador mexicano Manuel Pavon e Romualdi foi a Brasília para conversar com Goulart. Depois de esperar o dia inteiro para falar com o presidente, a delegação deixou sem sequer ter tido a chance de ver Goulart. Quando Goulart veio para Nova York no final do ano, ele inocentemente perguntou o diretor AIFLD: "Meu querido Romualdi, quando você vem me visitar em Brasília?" 66
Goulart popularidade declinou a inflação corroeu os salários dos trabalhadores brasileiros. Entre 1958 e 1963, o custo de vida aumentou mais de 600 por cento. 67 Para combater as críticas combinado de indústria, comércio, dos militares e da Igreja, Goulart começou a levar seu caso para os trabalhadores e povos oprimidos de campo do Brasil. Mas Romualdi e seus aliados tinham outros planos.
Para minar o apoio de Goulart em trabalho organizado, ORIT, AIFLD, ea embaixada americana trabalhou para quebrar a CGT esquerda dominado (Comando Geral dos Trabalhadores), a maior organização do trabalho progressivo da nação. Seus esforços culminaram na Terceira National Labor Congress de 1962. Um especialista de trabalho dos EUA voou especialmente para a ocasião estratégia traçada para os líderes sindicais "democráticos". Eles convenceram este bloco minoritário retirar da reunião, comprometendo assim os esforços da CGT para unificar o trabalho.
Enquanto isso, o Movimento Sindical Democrático (MDS), sob o lema "Deus, da propriedade privada e da livre iniciativa", recebeu ajuda AIFLD e aconselhamento em patrocinar reuniões e criação de cursos sindicais. Além disso, o Instituto Cultural do Trabalho (ICT) - filial do AIFLD local, parcialmente financiado por interesses empresariais dos EUA - Uma equipe de trabalho treinada e disseminado propaganda anti-comunista. Em resposta à crescente movimentos camponeses radicais no Nordeste rural, AIFLD iniciou uma série de programas de treinamento e ajuda para os grupos reformistas e líderes. 68
Os laços estreitos entre AIFLD ea CIA foi além da utilização de estagiários AIFLD em golpes patrocinados pela CIA. É o desejo da CIA para continuar a sua penetração dos sindicatos como forma de silenciar um dos principais focos de oposição à presença dos EUA na América Latina. No Brasil, a CIA canalizou US $ 30.000 a Federação Internacional de Petróleo e Química Trabalhadores (IFPCW) através de seu canal a Fundação Andrew Hamilton. 69 Era o plano de AIFLD para obter o IFPCW a filial com o seu homólogo IFPCW anti-comunista na América do Norte.
Como uma medida do sucesso de seu retorno, os principais sindicatos de petróleo dezesseis no Brasil não conseguiram se unir em uma Federação Nacional dos Trabalhadores de petróleo que a CIA opostos.AIFLD foi capaz de obter esses sindicatos para se alinhar com o IFPCW conservador através da concessão de ajuda financeira aos sindicatos tomar tal curso. Em um ponto, o representante do IFPCW no Brasil, Alberto Ramos, escreveu para um A. Noguria: "Eu tenho comigo 45 milhões de cruzeiros (cerca de US $ 17.000) para que você possa distribuir aos sindicatos para as campanhas de acordo com nossos planos." Uma folha de pagamento detalhada anexada à nota listou os seguintes destinatários: $ 875,00 para Dr. Jorge Filho, do Ministério do Trabalho, um bônus de $ 312,50 a um repórter para a cobertura jornalística favorável, e $ 140,63 para dois líderes trabalhistas para ajudar a IFPCW derrotar a oposição candidato a um cargo sindical. No entanto, por causa dessas revelações, o IFPCW foi forçado a acabar com seus esforços de organização do Brasil. 70
No outono de '63, vice-presidente Romualdi e AIFLD Berent Friele - "um velho lado brasileiro pertencente à comitiva Rockefeller" - reuniu-se com um dos principais opositores de Goulart, Adhemar de Barros, governador de São Paulo. 71 De Barros disse que os dois homens de planos já em andamento para mobilizar a polícia e contingentes militares contra Goulart. Quando ele se queixou de que a Embaixada dos EUA não estava ouvindo, Romualdi escreveu ao trabalho adido da embaixada, John Fishburne. "A reação da embaixada", diz Romualdi, "foi, é claro, sem compromisso." 72
Mesmo diante dos seus apelos à embaixada caiu em ouvidos surdos, Romualdi tinha decidido que "um setor substancial de classificação e arquivo de trabalho foram alimentados com o regime Goulart." 73 A partir de 1963, AIFLD "treinados em Washington uma classe-brasileira especial de trinta e três participantes. " 74 Depois de viajar para a Europa Ocidental e Israel com Romualdi, eles voltaram para o Brasil.Após a chegada, alguns foram para o campo para organizar e realizar seminários. Outros foram para o Rio, São Paulo e vários centros industriais. Aqui, então, são os nomes das pessoas que participaram da CIA-dirigida cursos de formação de trabalho em os EUA de 1961-1964 :
  Datas indicar quando a pessoa estava em os EUA
  * designa a participação na sessão de treinamento AIFLD em Washington DC, nos primeiros três meses de 1963

Abate, Hugo (9/15/61-12/15/61)    Luiz, José Martinho (9/15/61-12/15/61)    
Abbud, Jose (7/15/61-9/15/61)    Machado Filho, Antonio Rodriguez (8/15/63-10/15/63)    
Abrita, Antonio (8/15/63-10/15/63)    Magnani, Fabio (8/15/63-10/15/63)    
Abritta, Ernane Souza (8/15/61-11/15/61)    Maluf, Edmundo Amin * (1/15/63-3/15/63)    
Almeida, Gilson Dias de (6/15/63-9/15/63)    Manzoni, Antenor (7/15/63-10/15/63)    
Almeida, José Gomes de * (1/15/63-3/15/63)    Marcassa, João * (1/15/63-3/15/63)    
Amante, Francisco Hegidio (7/15/61-9/15/61)    Marinho, Dominiciano de Sousa (6/15/62-9/15/62)    
Araujo, Paulo Henrique * (1/15/63-3/15/63)    Marques, Ivo Bento * (1/15/63-3/15/63)    
Barbosa, José Sebastião (7/15/63-9/15/63)    Mello, José Gabriel de (8/15/61-10/15/61)    
Barbosa, Onofre Martins (8/15/62-10/15/62)    Mello Jr., Theodore Narciso (5/15/63-7/15/63)    
Bareta, Nelson (7/15/63-10/15/63)    Moreira, João Gonçalves Balbino (6/15/62-9/15/62)    
Barreto, Benjamin Bittencourt (9/15/61-12/15/61)    Moreira, Pedro Martins (8/15/61-10/15/61)    
Barreto, Vicente de Paulo (5/15/63-7/15/63)    Mueller, Cezar Francisco (9/15/61-12/15/61)    
Barros, Luiz Capitolino (7/15/63-10/15/63)    Nascimento, Luiz (8/15/61-3/15/62)    
Bastos, Carlindo Martins (1/15/63-3/15/63)    Nascimento, Zózimo Gomes * (1/15/63-3/15/63)    
Bastos, Thodiano Conceição da Silva * (1/15/63-3/15/63)    Nascimerto, Djalma Paiva fazer * (1/15/63-3/15/63)    
Bayer, Wilfredo Marcos (9/15/61-12/15/61)    Neves, José Ferreira (8/15/61-11/15/61)    
Bottega, Abilio (6/15/62-9/15/62)    Nina, Celso Afonso (8/15/63-10/15/63)    
Braga, Nelson (5/15/63-7/15/63)    Nogueira, Paulo * (1/15/63-3/15/63)    
Branco, Aparicio de Cerqueira (7/15/62-10/15/62)    Oliveira, Deodato (7/15/61-9/15/61)    
Branco, Eliseu Castelo * (1/15/63-3/15/63)    Oliveira, Eduardo Ximenes de (8/15/61-11/15/61)    
Brasiel, Wanderly Pimenta * (1/15/63-3/15/63)    Oliveira, Elieser da Silva * (1/15/63-3/15/63)    
Busse, Ralf (8/15/62-10/15/62)    Oliveira, José Luiz de (7/15/63-10/15/63)    
Carvalho, Antonio Nelson (10/15/62-12/15/62)    Oliveira, Solon de * (1/15/63-3/15/63)    
Carvalho, Aureo * (1/15/63-3/15/63)    Oliveira, Vbirajara Ferreira de (7/15/63-10/15/63)    
Castanheira, Bento * (1/15/63-3/15/63)    Paiva, Carlos de * (1/15/63-3/15/63)    
Cerqueira, José de Arimateira (7/15/61-9/15/61)    Paiyao, Miguel Santos de (1/15/61-4/15/61)    
Cesar, José Oliveira (8/15/61-11/15/61)    Paula, Elison Galdino de * (1/15/63-3/15/63)    
Contesino, Erico Antonio (7/15/61-9/15/61)    Pereira, Antenor (7/15/63-10/15/63)    
Correa, José Benedicto (7/15/63-10/15/63)    Pereira, Vitalino Alexandre (10/15/63-12/15/63)    
Costa, Fortunato Batista de (6/15/63-9/15/63)    Pinto, Geraldo Sérvulo (10/15/62-12/15/62)    
Costa, José Alives da (7/15/63-10/15/63)    Priess, Carlos Fernando (9/15/61-12/15/61)    
Crocetti, Mario Domingos * (1/15/63-3/15/63)    Provensi, Mario Jose (8/15/61-10/15/61)    
Cruz, Serafim Ferreira da (11/15/60-12/15/60)    Queiroz, Martinho Martins (7/15/61-11/15/61)    
Cunha, Euclides Veriato da (7/15/63-10/15/63)    Rego, Ormilo Moraes (8/15/63-10/15/63)    
Cunha, João Manoel (7/15/63-10/15/63)    Reimer, Getúlio (8/15/62-10/15/62)    
Da Silva, Pedro Guedes (7/15/60-10/15/60)    Reinaldo, Bernardino da Silva (7/15/63-10/15/63)    
Dantas, Antonio Cavalcanti (6/15/63-9/15/63)    Reis, Leopoldo Miguel Dos (7/15/61-9/15/61)    
De Silva, Manoel Francisco (11/15/60-12/15/60)    Rezende, Osvaldo Gomes (8/15/62-10/15/62)    
Dias, Irineu Francisco (4/15/61-7/15/61);    Ribeiro, Adair (7/15/61-9/15/61)    
Dimbarre, Alfredo (7/15/63-10/15/63)    Rebeiro, Nélio de Carvalho (8/15/63-10/15/63)    
Diogo, Nelson (6/15/63-9/15/63)    Ribeiro, Vbaldino Fontoura * (1/15/63-3/15/63)    
Faraco de Morias, Hermenegildo (8/15/61-10/15/61)    Rocha, Hildebrando Pinheiro (6/15/63-9/15/63)    
Faria, Geraldo Pio de * (1/15/63-3/15/63)    Roque Netto, Sebastiao Jose (8/15/61-10/15/61)    
Ferreira, Alcides * (1/15/63-3/15/63)    Santos, Etavaldo dos Dantas (6/15/63-9/15/63)    
Ferreira, José Felix (10/15/63-12/15/63)    Santos, Reinaldo dos (9/15/61-12/15/61)    
Ferreira, Sonia Apparecida (5/15/63-11/15/63)    Scoz, Elzide (10/15/63-12/15/63)    
Florentino, Primo Berto (10/15/63-12/15/63)    Silva, Alvimar Macedo (9/15/61-12/15/61)    
Fonseca Filho, Tristão Pereira da (6/15/62-9/15/62)    Silva, Avelino da (8/15/61-10/15/61)    
Fonseca, Valdenor Flores da (7/15/63-10/15/63)    Silva, Edir Inácio da (10/15/62-12/15/62)    
Francisco, Alvise * (1/15/63-3/15/63)    Silva, Francisco Narciso da (9/15/61-12/15/61)    
Freitas, José Reis (10/15/63-12/15/63)    Silva, Helio Jose Nunes da (6/15/63-9/15/63)    
Gevaerd, Cezlos Jose * (1/15/63-3/15/63)    Silva, Horacio Arantes (6/15/62-9/15/62)    
Gil, Waldomiro (8/15/62-10/15/62)    Silva, Humberto Ferreira (9/15/61-12/15/61)    
Giro, Guilherme (6/15/62-9/15/62)    Silva, Ivan (6/15/63-9/15/63)    
Gomes, Silvio (10/15/62-12/15/62)    Silva, João Baptista Raimundo da (7/15/61-9/15/61)    
Gomes, Vicente de Paula (10/15/63-12/15/63)    Silva, Julio Trajano da * (1/15/63-3/15/63)    
Gonçalves, Darci Manoel (6/15/63-9/15/63)    Silva, Paulo da Cruz (7/15/63-10/15/63)    
Gonçalves, Osmar H. (7/15/61-9/15/61)    Silva, Waldomiro Luiz da (9/15/61-12/15/61)    
Guimarães, Benedicto Luiz (8/15/61-11/15/61)    Silva Sobrinho, Jose Domingues (8/15/62-10/15/62)    
Hauk, Helmuth (8/15/63-10/15/63)    Silveira, José Bernardino da (8/15/61-11/15/61)    
Helfenstrein, Werno (8/15/61-10/15/61)    Silveira Jr., Norberto Candido (9/15/61-12/15/61)    
Leite, Antonio Pereira (7/15/63-10/15/63)    Sousa Barbosa, Onessimo de (10/15/63-12/15/63)    
Leite, Floriano Gomes (8/15/61-10/15/61)    Souto, Carlos Ferreira (7/15/61-9/15/61)    
Lenzi, Carlos Alberto Silveira (5/15/63-7/15/63)    Souza, Adelino Rodrigues de (6/15/62-9/15/62)    
Lima, José Bezerra de * (1/15/63-3/15/63)    Torreko da Costa, Carlos Coqueijo (3/15/62-5/15/62)    
Lima, Manoel Barbosa (6/15/62-9/15/62)    Vianna, Gilberto Luiz (7/15/63-10/15/63)    
Lirani, Julio (8/15/61-10/15/61)    Waidt, Nilo (8/15/61-10/15/61)       
O papel dos estagiários de AIFLD no golpe foi esclarecido pela CIA William C. Doherty, diretor AIFLD de Projetos Sociais na época. Em uma coletiva de imprensa Trabalho AFL-CIO em julho de 1964, Doherty se que os formandos "eram muito ativos na organização dos trabalhadores .... Por uma questão de fato, alguns deles eram tão ativos que se tornaram intimamente envolvidos em alguns dos clandestino . operações da revolução [Washington da palavra código para o golpe] antes que ocorreu em 1 de Abril O que aconteceu no Brasil ... não aconteceu por acaso - foi planejado -. meses e planejada com antecedência Muitos do sindicato líderes - alguns dos quais foram realmente treinados em nosso instituto - estavam envolvidos na revolução [veja acima], e na derrubada do regime Goulart. " 75
AIFLD tinha conseguido entregar o movimento sindical brasileiro da liderança comunista. Seu suposto objetivo de criar, um movimento operário independente e democrático, no entanto, foi rapidamente abandonada. Dois anos e meio depois do golpe, os líderes sindicalistas da AFL-CIO, que foi para o Brasil no âmbito do programa de intercâmbio da AID retornou com uma acusação devastadora de condições para os trabalhadores e sindicatos no Brasil. Em New York Times expedição do Rio de Janeiro (23 de novembro de 1966), James Jones dos United Steel Workers of America afirmou que "Os líderes dos sindicatos aqui têm o maior medo que eu já vi na minha vida. Eles têm medo de levantar suas vozes em nome de seus trabalhadores por medo de represálias da polícia. " 76
Na verdade, os líderes AIFLD apoiou as medidas autoritárias tomadas pela junta militar e forneceu justificativas para suas políticas. Depois de um dos principais contatos do Serafino Romualdi, Adhemar de Barros, foi privado de seus direitos políticos por dez anos, Romualdi afirmou equivocadamente que "ainda é muito cedo para uma decisão final sobre o sucesso ou o fracasso da revolução brasileira 1964 [sic!] " 77 Para cimentar a sua solidariedade para com o novo regime, William Doherty apareceu na mesma plataforma com o presidente do Brasil, General Castello Branco, em abril de 1966, para ajudar a estabelecer as bases para um projeto habitacional AIFLD em São Paulo. Durante seu discurso, Doherty declarou que era "apropriado que as cerimônias estavam ocorrendo no segundo aniversário da revolução democrática do Brasil [sic]." 78


Conclusão

A negação de todos os direitos políticos ea supressão dos esforços da classe trabalhadora para ganhar uma partilha mais equitativa de enorme riqueza natural do Brasil desmentir "milagre econômico" do país que os investidores estrangeiros proclamam. 79 Seja qual for ganha o Brasil pode falar são realizados apenas por uma pequena elite. Além disso, os mercados que ela pode se orgulhar de são as matérias-primas, produtos agrícolas e manufaturados. Estes mercados são orientadas para a exportação e, portanto, dependem dos preços flutuantes do mercado mundial. Quando acrescentamos a isso o custo mais barato de trabalho brasileiro, que é um pré-requisito para manter esses bens competitivo, não é de admirar que o Brasil per capita do PIB é um dos mais baixos da América Latina? 80 Claramente, o custo do abastecimento "econômico do Brasil milagre "é mais do que seu povo pode tolerar.
Desde o golpe militar de 1964, houve um declínio nos salários reais dos brasileiros no valor de quase 40 por cento. 81 endividamento externo bruto do Brasil para 1978 é esperado para chegar a um espetacular $ 40 bilhões, com juros e amortização de pagamentos, totalizando US $ 8 bilhões. 82 A razão para o aparente paradoxo entre um país tão rico em recursos naturais, mas aquele cujo povo sofre ao longo da vida miséria é bastante simples, porém : para os capitalistas, tanto nacionais e estrangeiros, as massas são vistas como custos e não clientes : quanto menor os seus salários reais, maiores os lucros da venda para a classe alta local, e no mercado internacional. 83
Se a mão de obra barata e uma ausência de oposição política foram consideradas grandes vantagens de investimento no Brasil desde 1964, os acontecimentos dos últimos anos sugerem que a atratividade do Brasil para investidores estrangeiros podem estar em declínio. Em 1978, trabalhadores da indústria automobilística brasileira paralisou a indústria com uma grande greve. 84 Em 1969, assaltos a bancos por grupos revolucionários em São Paulo ascendeu a mais de US $ 1,5 milhão. 85
Governantes do Brasil próprios tiveram de assumir uma atitude "get-duro" para os EUA, na esteira de relatórios do Departamento de Estado sobre violações de direitos humanos. A fim de ganhar credibilidade entre seus apoiadores locais, os brasileiros mostraram o quanto eles foram ofendido : cancelando março de 1977 um tratado de assistência militar de 25 anos de idade, entre Washington e Brasília. Ao mesmo tempo, o Brasil transformou-se um crédito de empréstimo de US $ 50 milhões para a compra de material militar por causa de direitos humanos exige ligadas a ele pelo Congresso dos EUA. 86 Em setembro de 1977, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil anunciou a rescisão de um brasileiro-americano comissão militar e uma comissão naval criada em 1942 para coordenar os esforços da Segunda Guerra Mundial. Também foram cancelados um pacto de 1967 que rege o uso de armamentos importados de os EUA e um acordo de 1952 para a participação dos EUA no mapeamento aéreo do Brasil. 87 da rejeição de março, chefe de gabinete Geral Moacir Barcelos Potyguara afirmou que a decisão poderia causar problemas em preparação militar do Brasil. 88
Infelizmente, esta atitude cavalheiresca não afetará as relações militares de longo prazo entre os dois países. A março de 1977 anúncio foi acontecer um ano depois. Nenhuma menção foi feita de rejeitar o que já está na calha para o Brasil. No mínimo, o Brasil deveria se beneficiar nos próximos anos de sua amizade com os EUA Além disso, a oposição dos EUA à compra planejada do Brasil da tecnologia de reprocessamento nuclear da Alemanha Ocidental parece ter diminuído. Em uma recente visita ao Brasil, o vice-presidente Mondale recuou de criticar os planos do país para construir uma usina de reprocessamento de urânio capaz de produzir plutônio para armas. 89
Quanto à nova presidente do Brasil, João Baptista Figueiredo, e que está na loja para o povo brasileiro, algumas palavras devem ser ditas. Para a nomeação os desavisados, último mês de Figueiredo como presidente apareceu para inaugurar uma nova era de abertura para a situação política do país. Comprometendo-se a continuar as reformas (que incluiu o fechamento do Congresso por quatro meses em 1977) iniciadas pelo seu antecessor, Ernesto Geisel, Figueiredo declarou que seria o seu "propósito firme" para fazer do Brasil uma democracia. Ele garantiu a liberdade de expressão para os "muitos segmentos da opinião pública brasileira." 90 Mas, para aqueles que têm a menor familiaridade com o homem que é o chefe militar quinto do Brasil do estado, pois as forças armadas realizaram um golpe apoiado pela CIA em 1964 , João Baptista Figueiredo é para ser visto de perto.
Sua formação fala para o papel íntimo da CIA desempenhou em tornar o Brasil um dos mais repressivo e, não surpreendentemente, uma das "mais seguras" climas de investimento na América Latina. Após o golpe de 64, a CIA ajudou o Brasil criou o seu primeiro serviço de inteligência nacional, o SNI. Figueiredo tornou-se o diretor de seu escritório carioca. Mais tarde ele foi nomeado chefe da polícia militar em São Paulo, depois que ele se tornou chefe de gabinete do então presidente Emilio Medici. Antes de vir para Brasília, em 1974, para dirigir o SNI, Figueiredo comandou o III Exército, em Porto Alegre. Dada a penetração documentado e usurpação do SNI e as forças policiais por parte da CIA, pode ainda há alguma dúvida de que, com a ascensão de Figueiredo para o cargo executivo, Langley realmente tem o seu "homem no Brasil"?
Em um esforço para vestir a história sórdida de seu novo presidente, a Aliança da Renovação Nacional, o partido do governo, contratou a maior agência de publicidade no Brasil para mudar a imagem pública de Figueiredo. A agência, Al Cantro Machado, que trabalha em estreita colaboração com a agência de enorme New York anúncio, Doyle, Dane & Bernbach, substituiu óculos escuros de Figueiredo com claras, as de metal-moldado, pegou o tom baixo em insultos como "Para mim, o cheiro de cavalos é melhor do que o cheiro do povo ", e, finalmente, conseguiu projectar-lo como quase um, figura anti-establishment populista.
Mas para o povo do Brasil, a blitz de mídia em torno do tempo "eleição" contrasta com as duras condições em que viveram desde o golpe de 64. Com a criação do SNI e da imposição de sucessivos atos institucionais, as liberdades democráticas brasileiros gozavam foram destruídas. O perigo de viver em estado policial mais antigo da América do Sul, no entanto, não impediu-os de se esforçando para alcançar os direitos humanos básicos. Como Figueiredo tomou posse em 15 de março, mais de 200 mil trabalhadores industriais estavam em greve em São Paulo exigindo um aumento salarial de 78 por cento, para manter o ritmo com taxa astronômica do Brasil da inflação, um aumento de 44 por cento sobre o ano passado. 91
Contradizendo suas promessas de liberalização e nova imagem, Figueiredo, depois de apenas uma semana no cargo enviou tropas para o Rio de Janeiro na sexta-feira 23 de março. As tropas apreenderam sede do sindicato e prendeu 1.600 trabalhadores. Embora os trabalhadores foram liberados no fim de semana, o Ministério do Trabalho unilateralmente convocou novas eleições sindicais e emitiu um decreto que retirou um grupo de dirigentes sindicais de seus postos. A cabeça devidamente eleito do metal, mecânica e sindicato dos eletricitários, Luiz Inaco da Silva foi proibido de concorrer à reeleição ou participar de atividade sindical. Embora Inaco negou que a greve foi chamado para testar a liberalização prometida do regime Figueiredo, a maneira pela qual foi tratado com intolerância torna clara do governo de oposição, mesmo legal.
É na esteira deste fura-greve que a declaração de Figueiredo sobre o "fair-play" entre os poderes legislativo e executivo do Brasil devem ser avaliados. Durante seu discurso de posse, ele afirmou que "O jogo está apenas começando e, logo que eu estou no escritório a bola vai me pertence. Se os políticos jogar bem, tudo bem. Mas, se jogar mal, vou colocar a bola embaixo da minha braço e sair do campo. 92 Se este aviso não era ambígua, no momento, as ações de Figueiredo da semana passada [março 1979] ter esclarecido qualquer dúvida de que as pessoas podem ter tido. Sob o novo presidente, o futuro do Brasil 116 milhões de pessoas é um mau presságio. Pois, sem a menor hesitação, Figueiredo foi removido democracia do reino de possibilidades políticas no Brasil e já guardou-o na gaveta da escrivaninha, onde ele continuará a acumular poeira, pois tem ao longo dos últimos 15 anos, a ser trazido novamente a próxima exibição do brasileiro "liberalização".


Oficiais da CIA no Brasil a partir de agosto de 1978

Burton, D. Stewart (nascido em: 05 de abril de 1928)
  • Burton atuou no Brasil em três ocasiões anteriores : from 1952-1955, no Consulado-Geral em São Paulo, como Vice-Consul com o posto de S-11; 1962-1964 no Consulado em Curitiba como um "agente político", com o posto de R-5, e 1.967-1.970 no Consulado Geral no Rio de Janeiro como um "agente político" progredindo de R-4 e R-3. A partir de agosto de 1978, Burton foi na Embaixada em Brasília, sob a capa de "primeiro-secretário".
Graves, R. Martin (nascido em 1 Julho 1937)
  • Graves, também, teve experiência anterior no Brasil. Em 1967, ele estava estacionado em Recife como Diretor Econômico com a patente de R-6. De 1968 a 1969, ele atuou no então Embaixada no Rio de Janeiro como um oficial político com o posto de R-5. No final de 1969, ele foi transferido para São Paulo, onde atuou por três anos como Diretor de Política. Depois de uma temporada em Saigon e volta para casa no Departamento de Estado, Graves foi transferido para a Embaixada em Brasília como Diretor Político, em janeiro de 1976. Em agosto de 1978 ele foi transferido para o Consulado Geral no Rio de Janeiro.
Neves, Antonio L. (nascido em 15 Junho 1931)
  • Neves veio pela primeira vez ao Brasil em 1962, depois de sete anos no Departamento de Exército como um "analista". Sua primeira missão foi a então embaixada no Rio de Janeiro como adido com a patente de R-6. Ele atuou por quatro anos no Brasil, após o qual ele foi designado para Roma e, em seguida, o Departamento de Estado em Washington. Ele reapareceu no Consulado Geral no Rio de Janeiro em agosto de 1978.
Edger, David N. (nascido em 20 Junho 1945)
  • Edger ensinou escola pública em 1967-1968 antes de servir como um "educador" no Departamento de Exército por cinco anos. Ao aderir ao Departamento de Estado em janeiro de 1973, ele foi designado para a embaixada em Santiago, Chile como uma "política oficial", com a categoria de R-7. A partir de agosto de 1978, ele estava trabalhando na Embaixada dos EUA em Brasília. Sua posição é a de segundo secretário.
Mallet, John W. (nascida em: 10 de abril de 1945)
  • Experiência de governo de Mallet consiste de dois anos, como um "analista de programa" com o Departamento do Exército 1.972-1.974. Quando ele se juntou ao Departamento de Estado em 1975, ele foi designado para a embaixada em Santiago como um "oficial político", com o posto de R-7. A partir de agosto de 1978, ele tem sido na Embaixada em Brasília, trabalhando sob a capa de Segundo Secretário.

Colaboradores da CIA no Brasil a partir de agosto de 1978

Os seguintes funcionários do governo dos EUA têm colaborado ou trabalhou com a CIA na capacidade funcional :
Arenales, Alfonso (nascido em: 1 de março 1926)
  • Arenales se juntou ao Departamento de Estado, em 1957, onde atuou como um "analista de inteligência" por dois anos. Ele atuou no Irã, Rio de Janeiro e na República Dominicana. Deve-se notar que durante "Arenales três anos de República Dominicana (1964-67), Lyndon Johnson e da CIA derrubou o presidente democraticamente eleito Juan Bosch, invadiu a ilha com mais de 40.000 fuzileiros navais dos EUA, e enviou tropas brasileiras para esmagar o movimento de resistência popular. Arenales está atualmente servindo na seção política da embaixada os EUA em Brasília como uma Consul.
High, George Borman (nascido em 25 de julho 1931)
  • Alta juntou-se ao Departamento de Estado em 1956 e serviu por dois anos e meio como um "analista de inteligência". Serviu em Angola e no Líbano (onde ele era um "árabe-área linguística estagiário" no Service Institute campo-escola de Comércio Exterior). De volta ao Departamento de Estado, ele atuou como o agente responsável para a África do Sul, Angola, Moçambique e Madagascar, respectivamente. Ele atuou no Equador e na Argentina, e foi detalhado para a Escola de Guerra do Exército. A partir de agosto de 1978, a alta foi na embaixada os EUA em Brasília, servindo como cônsul para Assuntos Ministeriais.
Povenmire, Dale Miller (nascido em 6 de junho 1930)
  • Povenmire juntou-se ao Departamento de Estado em 1957 com a patente de R-8. Em 1958, ele estava estacionado em Santiago como um "agente político e econômico." Ele passou os próximos três anos no Departamento de Estado como um "especialista em pesquisa de inteligência." Seus próximos trabalhos foram em Zanzibar e Paraguai. Em 1966, Povenmire estava de volta ao Departamento de Estado como um "diretor de relações internacionais." Dois anos mais tarde, tornou-se um representante do Centro Nacional de Comando Militar do Joint Chiefs of Staff no Pentágono. Em seguida, ele foi designado para a Venezuela e Portugal. A partir de agosto de 1978, ele era o "oficial de trabalho" no Consulado-Geral em São Paulo.

Referências

1.   A.J. Langguth, Hidden Terrors, New York: Pantheon Books, 1978, p. 47.
2.   Ibid., p. 49.
3.   Ibid., p. 51.
4.   Ibid., pp. 71-72.
5.   Cheryl Payer, The Debt Trap: The IMF and the Third World, New York: Monthly Review Press, 1974, p. 44.
6.   Ibid., p. 15.
7.   Ibid., p. 149.
8.   Langguth, Hidden Terrors, p. 64.
9.   Payer, Debt Trap, p. 145.
10.   Ibid., p. 150.
11.   Langguth, p. 71.
12.   Payer, p. 152.
13.   Ibid.
14.   Ibid., p. 153.
15.   Ibid., p. 153.
16.   Langguth, p. 145.
17.   Helen Shapiro and Steven Volk, "Global Shift: Brazil Steals the Show," North American Congress on Latin America, Report on the Americas, Jan.-Feb. 1979, p. 25.
18.   Langguth, p. 85.
19.   Penny Lernoux, "Fascism in Brazil," Inquiry, November 27, 1978, p. 13.
20.   Langguth, p.95
21.   Lernoux, "Fascism in Brazil," p. 13.
22.   Ibid., p. 16.
23.   Ibid., p. 13.
24.   Ibid., p. 13.
25.   Langguth, p. 85.
26.   Ibid., p. 86.
27.   Ibid., p. 90.
28.   Ibid., p. 108.
29.   Ibid., p. 87.
30.   Ibid., p. 90.
31.   Ibid., p. 102.
32.   Ibid., p. 89.
33.   Ibid., p. 154.
34.   Ibid., p. 120.
35.   Ibid., p. 123.
36.   Michael Klare and Nancy Stein, "Police Terrorism in Latin America," North American Congress on Latin America, Latin America and Empire Report, Jan. 1974, p. 21.
37.   Ibid.
38.   Ibid.
39.   Langguth, p. 244.
40.   Ibid., p. 140.
41.   Klare and Stein, "Police Terrorism," p. 21.
42.   Ibid.
43.   Langguth, p. 162.
44.   Ibid. p. 163.
45.   Ibid., p. 96.
46.   Ibid., pp. 164-165.
47.   Lernoux, p. 14.
48.   Philip Agee, Inside the Company: CIA Diary, New York: Stonehill, 1975, p. 601.
49.   Hobart A. Spalding, Jr. "U.S. and Latin American Labor: The Dynamics of Imperialist Control," in Ideology and Social Change in Latin America, June Nash, Juan Corradi and Hobart Spalding, Jr. editors, New York: Gordon and Breach, 1977, p. 66.
50.   Ibid., p. 62.
51.   Ibid., p. 63.
52.   Agee, Inside the Company, p. 237.
53.   Ronald Radosh, American Labor and United States Foreign Policy, New York, Random House, 1969, p. 420.
54.   Spalding, "U.S. and Latin American Labor," p. 67.
55.   Agee, p. 244.
56.   U.S. Senate, Committee on Foreign Relations, Subcommittee on American Republic Affairs, Survey of the Alliance for Progress, Labor Policies and Programs, 90th Congress, 2nd Session, July 15, 1968, pp. 5-9.
57.   Radosh, American Labor, p. 418.
58.   Agee, p. 243.
59.   Ibid., p. 244.
60.   Ibid., p. 245.
61.   Serafino Romualdi, Presidents and Peons: Recollections of a Labor Ambassador in Latin America, New York: Funk and Wagnalls, 1967, p. 278.
62.   Ibid., p. 285.
63.   Ibid., p. 286.
64.   Ibid.
65.   Ibid.
66.   Ibid., p. 287.
67.   Ibid., p. 288.
68.   Spalding, pp. 70-71.
69.   Radosh, p. 432.
70.   Ernest Garvey, "Meddling in Brazil: The CIA Bungles On," Commonweal, February 9, 1968, pp. 553-54.
71.   Romualdi, Presidents and Peons, p. 289.
72.   Ibid.
73.   Ibid.
74.   Ibid.
75.   See Radosh, p. 427.
76.   See George Morris, CIA and American Labor: The Subversion of the AFL-CIO's Foreign Policy, New York: International Publishers, 1967, p. 95.
77.   Romualdi, p. 290.
78.   Radosh, p. 427.
79.   Payer, pp. 143-44.
80.   Ibid., p. 144.
81.   Paul M. Sweezy, "Corporations, the State and Imperialism," Monthly Review, November, 1978, p. 9.
82.   See Shapiro and Volk, "Global Shift," p. 25.
83.   Sweezy, "Corporations," p. 9.
84.   Shapiro and Volk, p. 26.
85.   Joao Quartim, Dictatorship and Armed Struggle in Brazil, New York: Monthly Review Press, 1971, p. 169.
86.   New York Times, 11 March 1977, p. A-1.
87.   Washington Star, 20 September 1977, p. A-1.
88.   New York Times, 11 March 1977, p. A-1.
89.   Washington Post, 23 March 1979, p. A-20.
90.   New York Times, 16 March 1979, p. A-3.
91.   Washington Post, 27 March 1979, p. A-10.
92.   New York Times, 16 March 1979, p. A-3.