segunda-feira, 8 de junho de 2015

De Chateaubriand a Marinho

Até meados do século passado, ainda prevalecia certa privacidade na artesanal mídia impressa do país. Levantamento do Departamento Nacional de Estatísticas, de 1931, registrou a existência de 2.959 jornais e revistas - sendo 524 no Rio de Janeiro e 702 em São Paulo. Não havia veículos de expressão nacional num território de dimensões continentais. Os jornais pertenciam às pequenas empresas.

No início do rádio, nos anos 1920, a pulverização também dominou. Aos poucos aproveitando-se da ausência de normas restritivas à propriedade cruzada, alguns donos de jornais adquiriram rádios e montaram departamentos de publicidade.

"Na proporção e no ritmo em que se desenvolvem as relações capitalistas, desenvolveu-se a empresa jornalística", explica Sodré.

A ascensão dos Diários Associados marca o colapso da fase concorrencial. Assis Chateaubriand será o primeiro barão da mídia no país. Ele ingressa no setor com a compra do pequeno O Jornal do Rio de Janeiro, em 1924.

Utilizando-se de brechas legais e com seus métodos agressivos da chantagem e do jornalismo denuncista, ele rapidamente prosperou. Em 1959, Chatô já era dono do maior império jornalístico da América Latina, com 40 jornais e revistas, mais de 20 estações de rádio, uma dezena de emissoras de televisão, uma agência de notícias e outra de publicidade - "além de um castelo na Normandia, nove fazendas espalhadas por quatro estados, de indústrias químicas e laboratórios farmacêuticos", segundo balanço do Atlas da Fundação Getúlio Vargas.

A ausência de "herdeiros legítimos" e, principalmente, o golpe militar de 1964 abalaram o poder dos Diários Associados.

Chatô é desbancado pelas Organizações Globo, que passam a deter a total hegemonia até os dias atuais.

Irineu Marinho também estreou num jornal, A Noite, fundado em 1911. A partir dos anos 20, o grupo estendeu os seus tentáculos às rádios. Mas a sua ascensão ocorre, de fato, com a criação da TV Globo, em 1965.

Ela é beneficiada pela ditadura militar, que ergue toda a estrutura de telecomunicações para garantir a "segurança nacional". O regime militar também foi cúmplice de várias negociatas do grupo, como na obscura associação com a multinacional estadunidense Time-Life, o que era proibido pela legislação em vigor.

A ditadura cristaliza a concentração da mídia. "O projeto de integração nacional, perseguido pelo regime militar, adquiriu maternidade nas redes de televisão e encontrou sua melhor tradução no modelo constituído pela Rede Globo. Ao longo de quase quatro décadas, enquanto expandiam-se país adentro, com a patriótica missão que lhes foi atribuída, as redes de tevê aberta forjaram um mapa do Brasil baseado nos interesses políticos e comerciais privados dos seus proprietários...

O resultado foi a criação de um Brasil refém das grandes empresas da mídia, imunes a qualquer forma de controle público, comandadas de forma vertical e sustentadas em alianças regionais que reproduzem e amplificam ideias, concepções e valores para 170 milhões de habitantes.


Foto: @1lxndr






segunda-feira, 1 de junho de 2015

Se Eduardo Cunha fosse surfista



Foto: Blog Combate Racismo Ambiental


Patrocínio provém do latim 'patrociniu(m)', significava, entre outra coisas, proteção dos patrícios para com os plebeus.

Nos dias de hoje, incisivamente usa-se como; contribuição em dinheiro ou serviços de uma instituição ou pessoa física para determinado projeto, programa, evento, personalidade, artista ou desportista afim de contrapartidas publicitarias.

Trazendo para o campo da política, não há candidato a qualquer cargo político, majoritário ou não, que fique de fora das contribuições vindas de pessoas físicas ou jurídicas.
A pergunta é: Seria isso também uma forma de patrocínio?

O Partido dos trabalhadores lutou com todas as forças no Congresso Nacional para que fosse derrubado o histórico financiamento privado de campanha política (financiamento por empresas), mas com uma manobra também histórica o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha PMDB/RJ, conseguiu (por enquanto) que o patrocínio continue.

Se realmente a grande mídia no Brasil trabalhasse pela informação, separaria extensas grades em sua programação não só para denunciar o fato, mas também para mostrar ao brasileiro como funciona a contrapartida no campo político quando um candidato recebe dinheiro de uma empresa para se eleger e como certos parlamentares estão jogando no lixo a Reforma Política.

Cunha tem a gravata presa. Aqui você pode ver com quem e aqui também!

Se o presidente da Câmara fosse um surfista profissional exibiria em sua prancha invejáveis patrocinadores, deixando até Gabriel Medina, campeão mundial de surf, de boca aberta.
Em seu quarto mandato recebeu valores, dentre esses de pretensiosas empresas, algo na ordem de 6,8 milhões de reais. Nada mal.
Assim fica difícil de largar o osso.


Ilustração @1lxndr


P.S. Quem conhece um pouco do surf profissional sabe que o patrocinador principal ocupa o bico da prancha do surfista, lugar de mais destaque.
Na ilustração acima não aparece. Lembra algo?
Aloha!! 

sábado, 30 de maio de 2015

Se Eduardo Cunha fosse da F1


Ilustração do Facebook


Em 2014, a equipe de Eduardo Cunha declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter gasto R$ 6,4 milhões de reais, cerca de 50% a mais do que na disputa de 2010. A receita foi da ordem de R$ 6,8 milhões. Desse total, R$ 4,6 milhões foram doados principalmente pela indústria da bebidas, bancos, mineradoras e a Telemont. O restante do caixa foi composto por transações feitas pelo Comitê Estadual/Distrital do PMDB do Rio de Janeiro.

Os doadores de Cunha em 2014:


Jornal GGN


Algumas contribuições chamam atenção por partirem dos setores que Cunha defendeu no Congresso. Caso da Telemont, que opera sistemas de internet banda larga. O deputado deu muita dor de cabeça ao governo Dilma Rousseff (PT) na tramitação do Marco Civil da Internet. A lei foi aprovada com dispositivos que contrariam os interesses do setor de telecomunicações, como o que impede a cobrança de um pedágio para facilitar ou dificultar o acesso a certos conteúdos web.

Código de Mineração

Edição da revista CartaCapital sobre a “rica campanha” de Eduardo Cunha destacou que o peemedebista “escalou o relator da proposta de um novo Código da Mineração, enviada pelo governo ao Congresso com o objetivo de cobrar mais impostos do setor e condicionar a exploração do solo brasileiro a licitações prévias. Não é uma lei dos sonhos da Vale e da Rima”, doadora da campanha de Cunha. “O texto está parado há mais de um ano na Câmara, graças ao relator indicado por Cunha, Leonardo Quintão, do PMDB de Minas, ele mesmo financiado por diversas mineradores na eleição.”

Em 2014, o comitê estadual do PMDB afirmou ter arrecadado pouco mais de R$ 55 milhões. Entre os doadores estão construtoras como OAS, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez; bancos, grupos hospitalares, operadoras de planos de saúde e do ramo de bebidas e mobiliário. Boa parte dos fundos das empreiteiras foram transferidos pelo comitê nacional.

MP dos Portos

Entre os empresários figura Richard Klien, que doou ao PMDB um cheque de R$ 100 mil. Klien protagonizou, há dois anos, uma crise na Santos Brasil, a dona do maior terminal de contêineres da América do Sul. À época, o governo Dilma (que também foi financiado por Klien) acreditava que a Santos Brasil atuava nos bastidores do Congresso na tentativa de barrar a MP 595.

Cunha, ao longo de 2013, atuou contra a chamada MP dos Portos, na tentativa de impedir o governo de realizar novos leilões para concessão dos terminais portuários. Segundo reportagem da revista Isto É, mais de R$ 240 mil doados foram destinados à campanha do deputado em 2010, por meio do PMDB do Rio. A AMC Holding, do grupo Libra, foi a signatária. A empresa é responsável pelo Porto de Santos.

A empresária Celina Borges Torrealba Carpi, neta de Wilfred Penha Borges, fundador do grupo Libra, entrou com R$ 250 mil na campanha do PMDB do Rio em 2014. Ela transferiu mesmo valor à campanha presidencial de Marina Silva (PSB). Outro neto de Wilfred, Gonçalo Borges Torrealba, repetiu os passos de Celina: doou R$ 250 mil para o PMDB e R$ 250 mil para o PSB nacional.

JBS e planos de saúde

As doações dos herdeiros do grupo Libra foram feitas ao Comitê Financeiro Único do PMDB no Rio, que declarou ao TSE receita de R$ 72,1 milhões. Desse total, R$ 22 milhões foram doações únicas do JBS. O grupo, segundo reportagem do Estadão, foi beneficiado pelo Ministério da Agricultura diversas vezes, por intermédio da Secretaria de Defesa Agropecuária, sob comando de Rodrigo Figueiredo, um "apadrinhado de Cunha".

Ainda entre as doações ao Comitê Financeira Único do Rio consta o montante de R$ 180 mil, injetado pelo bilionário do setor energético Antonio José Almeida Carneiro. A empresa Almeida e Filho Terraplanagens Ltda. doou mais de R$ 1 milhão. Empresas de mineração aparecem com mais de meio milhão. A Amil investiu o dobro disso, após Cunha ter atuado também contra a MP 627, com o objetivo de aliviar a barra das operadoras de planos de saúde em relação às multas aplicadas por abusos contra o consumidor.

Evolução

Na eleição de 2010, o Comitê Financeiro Único do PMDB no Rio arrecadou R$ 32,4 milhões - quase 58% do que foi arrecadado na última eleição. Já a campanha de Eduardo Cunha arrecadou, em 2010, R$ 4,7 milhões - 69% da arrecadação de 2014. 


Com tantos recursos, o PMDB no Rio elegeu, além de Cunha, mais sete deputados para a nova legislatura. Minas Gerais, o segundo estado com melhor desempenho do PMDB, elegeu 6. A bancada peemedebista hoje no Congresso soma, ao todo, 66 deputados. Está atrás apenas do PT, que tem 70, e à frente do PSDB, com 54.



Ilustração @1lxndr



Fonte:jornalggn.com.br

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Seguro Desemprego do Serra (Versão Globo)

Ficou célebre a frase "Uma mentira repetida mil vezes se torna-se verdade" ─ Joseph Goebbels.
Tantos fatos vividos no Brasil dá-me condições de parafraseá-lo, "Mas quando passa pela tela da Globo basta uma vez".

Assistindo um vídeo antigo, daquele jornal que pega o trabalhador brasileiro cansado depois de um abençoado dia de trabalho, jantado e já amortecido com uma ou duas novelinhas, pude até me comover com o então deputado federal apresentando o seu Projeto de Lei...

Serra é do bem, Serra é do bem...

Dentre as mentiras de José Serra; Luta contra a Ditadura, pai dos genéricos, a aqui tratada é a da criação do Seguro Desemprego.
Passados 26 anos, o vídeo abaixo é mais letal do que em 1989 quando foi produzido pela Central Globo de Notícias.

À época, sem internet e sem o devido respaldo do desfecho negativo do PL de Serra na Câmara, muitos foram enganados. Nos dias de hoje essa imagem solta na rede também engana e serve de combustível para as paródias do então senador.




Mentira tem perna curta, repare como mais essa do Serra é desmascarada no Amigos do Presidente Lula  


(...)
Fomos então pesquisar a data exata da criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) já que Serra diz que foi uma emenda sua que propiciou a criação do fundo. Está lá nos anais da Câmara. O FAT foi criado pelo Projeto de Lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS). O projeto diz textualmente: “DISCIPLINA A CONCESSÃO DO SEGURO DESEMPREGO, NA FORMA QUE ESPECIFICA, E DETERMINA OUTRAS PROVIDÊNCIAS. NOVA EMENTA: REGULA O PROGRAMA DO SEGURO DESEMPREGO, O ABONO SALARIAL, INSTITUI O FUNDO DE AMPARO AO TRABALHADOR - FAT, E DA OUTRAS PROVIDENCIAS”.

Como José Serra seguia insistindo em afirmar que foi ele o autor da lei que criou o FAT, fizemos então uma extensa pesquisa nos arquivos da Câmara dos Deputados da década de 80 e 90. Lá confirmamos que José Serra não está falando a verdade. Ele apresentou o projeto de lei nº 2.250, de 1989, com o objetivo de criar o Fundo de Amparo ao Trabalhador. Foi apresentado em 1989. Portanto, não foi na Constituinte, como ele diz. O seu projeto tramitou na casa e foi considerado PREJUDICADO pelo plenário da Câmara dos Deputados na sessão do dia 13 de dezembro de 1989. O resultado da tramitação pode ser visto no link abaixo, da Câmara Federal: (www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=201454). Os deputados consideraram o projeto prejudicado pelo fato de já ter sido apresentado o PL 991/1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB). Ou seja, um ano antes de Serra já havia a proposta de criação do FAT.

Nem o FAT foi criado por Serra e nem o Seguro Desemprego “saiu do papel” por suas mãos, como afirma a sua propaganda. A campanha tucana sobre Serra ter criado o FAT e “vestir a camisa do trabalhador” está, portanto, toda ela baseada numa farsa e numa mentira. Escrito por Sérgio Cruz/Hora do Povo

sábado, 9 de maio de 2015

Mujica desmente Globo



Mais uma vez, a mídia decadente que ainda não decidiu se está no terceiro turno das eleições de 2014 ou no 1° turno de 2018, sai a campo em ataque sórdido ao PT e à pessoa do ex-presidente Lula.

Depois de O Globo destilar a mentira, em cadeia a "Declaração de Lula sobre o 'mensalão' à Mujica" correu solta, e de tão, foi tomando corpo de verdade.

Aquele velho ditado "Uma mentira repetida mil vezes..." 

Pessoalmente acompanhei raivosos jogando fora uma preciosa noite e madrugada de sono postando e atacando Lula, porque "Deu na Globo".

Coitados.


Mujica desmente reportagem do jornal ‘O Globo’
Publicação com suposta "confissão" de Lula sobre o "mensalão" também foi negada pelo autor do livro sobre Mujica


Por: Agência PT, em 9 de maio de 2015

O ex-presidente do Uruguai José Mujica negou, em entrevista publicada pelo jornal “Estado de S. Paulo“, neste sábado (9), ter tido uma suposta conversa sobre o “mensalão” com o ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva.

“Ele me falou das pressões e das chantagens. Mas nada de dinheiro ou de corrupção”, contou Mujica.

Em matéria publicada também na sexta, o jornal “O Globo” citava uma conversa entre os ex-presidentes. No entanto, o assunto já havia sido negado por um dos autores do livro “Una oveja negra al poder”, sobre Mujica, em entrevista ao portal “G1”.

“Aparece o amigo Lula ali conversando comigo sobre o ‘mensalão’, mas nunca falei com um brasileiro sobre o ‘mensalão’, por questões minhas”, explicou Mujica, em entrevista publicada pela agência “France Presse” na noite de sexta-feira.

“Lula não é corrupto como foi (o ex-presidente Fernando) Collor de Mello e outros presidentes brasileiros”, avaliou Mujica, segundo a a biografia.

Além disso, Mujica classificou o ex-presidente petista como “o maior presidente que o Brasil já teve” e manifestou solidariedade à presidenta Dilma Rousseff.

“Pelo passado de Dilma, a essa altura da vida, ela não tem o perfil de uma pessoa corruptível”, avaliou Mujica ao “Estado de S. Paulo”.

Em nota, o Instituto Lula disse lamentar que “mais uma vez mais a imprensa brasileira se utilize de imprecisões para gerar interpretações equivocadas e divulgar mentiras”.

Da Redação da Agência PT de Notícias



segunda-feira, 27 de abril de 2015

Eu era mais à esquerda, mas, diante do que vejo eu me rendo.

Ando tendo ultimamente muitos sinais que tem me chegado nos momentos em que mais me sinto triste e sem estímulo para lutar.

Pois é, imagino que qualquer pessoa que faça seu trabalho para, pelo e com o povo tem de vez em quando esses momentos. A diferença é que são apenas momentos, onde a gente se pergunta se está de fato fazendo o melhor, se nossas estratégias estão dando resultado e se tudo que fazemos vale a pena…

Esses dias recebi um recado no Facebook de uma trabalhadora, esposa de um trabalhador do segmento de distribuição de gás de cozinha que me emocionou e me estimulou muito. Ela não sabe o bem que me fez naquele momento. Hoje, recebi de uma pessoa esse depoimento do Walter Ferreira no Facebook.

Ele é funcionário público, bacharel em Direito e está fazendo licenciatura em História. Ele não recebe bolsa-família, é de esquerda – e vota no PT.

Quanta força recebi dessas e de várias outras pessoas nos últimos dias. São sinais de que a luta está grande, mas, que o Brasil e o povo estão mudando e vendo o que está acontecendo…


Vejam o que ele diz:

Eu nem era tão Lula assim. Sou mais à esquerda. Mas, votei nele em 2002. Contudo, esperava mais, muito mais. Tolice. Em um Brasil com a pior e mais podre elite política e social do mundo, com parte de uma classe média fascista, que já depôs presidente popular, que já fez presidente popular suicidar, esse homem, sem derramar sangue, sem criar abalos, esse homem fez a mais profunda reforma na estrutura social brasileira – votei nele em 2006 novamente.

Eu nem era tão Dilma assim. Sou mais à esquerda. Mas, votei nela em 2010. Todavia, esperava mais.

Dilma enfrentou Globo, enfrentou Veja, enfrentou facistas. E ganhou. E venceu o golpe sujo da direita brasileira. Aprofundou a reforma na estrutura social brasileira. E então lembrei-me – é a mesma que venceu câncer, que venceu torturadores, que venceu ditadura. E permanece com um governo admirado pelo mundo inteiro. E amada por seu povo (falei povo). Acredita, firmemente, que o sonho não acabou. Enquanto os abutres da direita, almas pequenas, enlouquecem ao perceberem que, embora façam de tudo, não atingem a nobre dama – votei nela em 2014 novamente.

Eu nem era tão PT assim. Sou mais à esquerda. Entretanto, tenho visto esse partido apanhar inacreditavelmente da parte facista brasileira e manter-se de pé. E com dignidade. Apanha de canal de televisão corrupto, apanha de juiz financiado pelo golpe, apanha de tucanos financiados pelos EUA, apanha da máfia. Ninguém resistiria a tudo isso. E no entanto, inacreditavelmente, resistem.

Lula mantém o mesmo sorriso de esperança por um Brasil melhor, como no início. A mesma emoção.

Dilma segue adiante, realizando um governo voltado para o bem estar do povo. Fazendo do golpe – que derrubaria qualquer um – em algo que não a atinja. Faz crer que o sonho não acabou.

Ambos, Lula e Dilma, tiraram milhões da miséria. Deram nova perspectiva à sociedade brasileira. Fizeram do Brasil um país do presente.


Volto às urnas em 2018 para votar no Lula. Entendendo que, finalmente, depois de 500 anos, minha pátria encontrou seu caminho.


Fonte: ligiadeslandes.com.br

sexta-feira, 24 de abril de 2015

FOX COMEÇA A TIRAR EXCLUSIVIDADE DA GLOBO NO FUTEBOL

Gravura de Richard Hodge


Fox acaba com a farra da Rede Globo no futebol Brasileiro, a batalha nos bastidores está começando e agora é pra valer!
Edu Zebini quando trabalhava no Departamento de Esportes da Record, foi quem conquistou direitos de transmissão das Olimpíadas, Jogos Pan-americanos e da Champions League, deixando a Globo na poeira, foi com a cara e a coragem e falou com as pessoas certas, quando a Globo percebeu já tinha levado a bola no meio das pernas… hoje está na Fox, e é quem traça a estratégia da emissora para enfrentar e desbancar a ‘toda poderosa’.

A Fox transmitiu com exclusividade o jogo do Corinthians na Libertadores, às 20h, bem diferente da Globo que insiste em marcar para às 22h, pouco se importando com o torcedor e sua logística.

Tudo estava muito tranquilo para a TV Globo e os canais Sportv até 2011. Desde 1995 no mercado Latino, a empresa do bilionário Australiano Rupert Murdoch, não incomodava, conseguiram comprar os direitos de transmissão dos principais torneios das Américas e do mundo, foi assim que atropelou a Globo e se tornou ‘dona’ da Libertadores e da Sul-Americana, em 2011.

Resolveu impor os seus direitos que agora possui da transmissão dos jogos, na confecção da tabela exigiu, exclusividade em dois jogos do Corinthians, com isso a Globo foi surpreendida, pois, assim como o Flamengo, são os principais carros chefes da emissora nas transmissões do futebol. A ideia é mostrar sempre que possível, as partidas dos dois, sem a concorrência da até então “toda poderosa”.

“A televisão é hoje o principal faturamento, sem o qual os clubes não sobrevivem” é quem dá publicidade e transmite os jogos (se referindo a TV Globo). “Corinthians e Flamengo são times. O resto é merrrrrda”!
As revelações da paixão Global por Corinthians e Flamengo foi divulgada ano passado pelo então vice-presidente do Grêmio, Nestor Hein.

“Estou dando essa entrevista porque tô saindo do Grêmio, se fosse continuar como dirigente do clube, provavelmente não levaria a público tais declarações.” Causando ainda mais polêmica, sem nenhum constrangimento, antes de sua saída.

A Globo ainda tentou se proteger da exigência de exclusividade da agora, sua principal concorrente, tentando colocar também os canais Sportv junto com a Fox Sports nas partidas do Corinthians, não conseguiu, seu Depto. Jurídico teve que admitir e aceitar a derrota da emissora.
Foi assim que Danúbio x Corinthians e Corinthians x San Lorenzo deixaram a quarta-feira, dia reservado às transmissões da Globo e passaram para terça-feira, dia 17 deste mês e para a quinta-feira, 16 de abril.

A expectativa foi grande em relação ao jogo do Corinthians, no Uruguai, a Fox Sports comemorou o êxito, o resultado foi marcante e expressivo, de acordo com o Ibope, foram 7,03 pontos. Entre as ‘tevês’ a cabo ficou em primeiro disparado das 20 às 22 horas, entre as abertas, só ficou atrás da Globo, passou todas as outras, suas imagens chegaram a 1,6 milhão de residências no País, no público A e B, fatia mais disputada pelo mercado publicitário, ficou encostada na Globo, tendo a segunda maior audiência do ano entre todos os canais a cabo, muito mais que os números dos jogos da ‘Champions League’ que no mesmo dia, à tarde, Atlético de Madrid eliminou o Bayer Leverkusen nas oitavas, a transmissão não chegou à metade da audiência do Corinthians.

Em 2015, a partida mostrada pela Fox Sports só ficou atrás do filme Capitão América 2, o Soldado Invernal, mostrado pelo Telecine, isso porque o canal estava em promoção com sinal aberto a todos assinantes, mesmo os que não pagam especificamente para assisti-lo, resultado histórico e muito comemorado.

A Fox Sports promete repetir a dose, usar o Corinthians x San Lorenzo, no Itaquerão, a Globo desejava também mostrar essa partida, não queria Danúbio x São Paulo, no dia anterior, dia 14 de abril, não conseguiu, tendo que se contentar com mais essa vitória da Fox.

A Globo sentiu o baque, não esperava por essa, mas, por enquanto estão aliviados! Pois nesse ano, não há possibilidade de nenhuma partida do Corinthians nos ‘mata-matas’ ter a exclusividade da concorrente o que não é garantido para o próximo ano.

A Fox gostou da experiência, e caso o Corinthians se classifique para a Libertadores de 2016, a situação para a Globo pode até piorar, se a dona dos direitos de transmissão exigirem exclusividade do Corinthians, inclusive nos mata-matas, não haverá o que fazer.

Com o respaldo de centenas de milhões de dólares, a postura da Fox Sports é bem diferente, por exemplo, da Bandeirantes que aceita as imposições e mostra os jogos que a Globo permite, pois paga entre 10% e 20% do que a Globo banca, com isso fica sem direito a exigir nada.

Até a programação diária da nova concorrente tem atrapalhado a emissora, o programa de debates ‘Fox Sports Radio’ forçou o fim do ‘Arena’, depois de 12 anos, o Sportv criou o ‘Seleção’, antecipando seu espaço de conversas sobre futebol também para as 13 horas, assim como o rival. Mas apesar disso perdeu a disputa na estreia. A Fox teve 0,22 de audiência, contra o Bate Bola da ESPN Brasil, que teve 0,17, e o ‘Seleção’, ficou com 0,10.

Revoltada com o tradicional domínio “caseiro” sobre o Corinthians, a Globo reagiu como pôde, sacrificando o time, não aceitando a antecipação do jogo contra o Capivariano, tendo que jogar no domingo, porque a partida tinha transmissão da emissora, assim, o time fará quatro partidas em oito dias: Capivariano, Portuguesa, Penapolense (quinta, 26) e Bragantino (domingo, 29), maratona absurda que pode prejudicar o clube, na Libertadores (Lembrando que a FPF forçou a inscrição de apenas 28 atletas para que nenhuma equipe escalasse só ‘reservas’ para seus jogos).

A “Toda Poderosa” sentiu o golpe, e mais do que honra, é dinheiro que está em jogo: Ambev, Itaú, Johnson & Johnson, Magazine Luiza, Vivo e Volkswagen juntas representam R$ 1,3 bilhão pelo futebol da emissora. Além da audiência, a Fox Sports está de olho no capital que o principal esporte do país atrai.
A guerra entre Fox Sport e Globo mal começou, pela primeira vez, a emissora que tem o monopólio do futebol neste país desde a Ditadura Militar tem concorrência de “verdade”.

Fonte: intervalodoesporte.com.br